Cidades

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Inscrições para cursos técnicos estão abertas

Inscrições para cursos técnicos estão abertas

DA REDAÇÃO

20/01/2012 - 00h00
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O programa Educação Profissional da Secretaria do Estado de Educação (SED) está com inscrições abertas para cursos profissionalizantes na Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes, na Capital. As inscrições seguem até a próxima quarta-feira, 25 de janeiro.

Educação Profissional é um projeto que possibilita a preparação de jovens e adultos para o mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que contribui para a elevação do nível de escolaridade em Mato Grosso do Sul. Integrar educação com trabalho, e ciência e tecnologia é a meta do programa, viabilizando assim melhores condições de vida a população.

Ao todo são 560 vagas oferecidas, sendo 160 para os cursos de Técnico em Informática; 160 para Técnico em Redes de Computadores; 80 para Técnico em Manutenção e Suporte em Informática; e 160 no Normal Médio. A duração dos cursos varia de um a três anos.

Para ingressar no curso de Técnico em Informática e no Técnico em Redes de Computadores é necessário ter concluído o Ensino Fundamental. Os dois cursos são integrados ao Ensino Médio, ou seja, o aluno frequenta o curso técnico e o Ensino Médio ao mesmo tempo e no mesmo turno na Escola. 

Já para se matricular no Técnico em Redes de Computadores é preciso ter concluído o segundo ano do Médio ou a 1ª fase do Ensino Médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos. E para o Normal Médio é necessário ter concluído ou cursar o terceiro ano do Ensino Médio.

O Normal Médio é um curso indicado para profissionais que atuam em instituições de Educação Infantil sem a formação mínima exigida, e também para aquelas pessoas que pretendem ingressar em curso de nível superior de licenciatura plena.

Os interessados nas vagas devem acessar o endereço para pré-matrícula, www.matriculadigital.ms.gov.br. Outras informações pelo telefone (67) 3314-7050.

INTERIOR

Corumbá destina R$20,8 milhões para terceirização de médicos plantonistas

Segundo "pacotão" divulgado neste ano atualiza montante para quase R$91,5 milhões em contratações de pessoas jurídicas para prestação de serviços plantões médicos

18/09/2026 13h00

Segundo a Prefeitura de Corumbá, intuito é ampliar e garantir a cobertura médica e reduzir filas de espera

Segundo a Prefeitura de Corumbá, intuito é ampliar e garantir a cobertura médica e reduzir filas de espera Reprodução/PMC/Divulgação

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Através da seção separada para atos da Prefeitura Municipal de Corumbá, o Executivo da popular Cidade Branca publicou hoje mais um "pacotão de privatização" dos profissionais da saúde, destinando quase 21 milhões para essa finalidade. 

Este não é o primeiro "pacotão" para privatização dos profissionais da saúde publicado por Corumbá, como bem acompanha o Correio do Estado, já que em meados de junho deste ano Corumbá já havia publicado uma primeira relação que, na ponta do lápis, somavam R$70.627.500,00. 

Sendo que há cerca de três meses houve a publicação de 15 extratos, a relação de hoje soma a destinação de exatos R$20.805.000,00, com os seguintes nomes: 

  • R$5.475.000,00 - GALOTI SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
     
  • R$5.475.000,00 - FORTES SERVIÇOS MÉDICOS LTDA.;
     
  • R$5.475.000,00 - P.H. ASSISTÊNCIA MÉDICA E SAÚDE LTDA.;
     
  • R$4.380.000,00 - M.F.D. DE RIBEIRO DANTAS LTDA.

Conforme consta nos extratos do termo de adesão de prestação de serviços, o objeto em questão trata-se do credenciamento para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos. 

Esses profissionais, como mostra o documento, são voltados para a chamada Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense, com contratação que deve durar o período de 12 meses.

Somados, no intervalo de três meses, os montantes divulgados em 18 de junho e nesta sexta-feira (18 de setembro) acumulam a quantia de R$91.432.500,00 para a "terceirização de médicos plantonistas" em Corumbá. 

Entenda

Esse credenciamento foi aberto ainda em fevereiro deste ano, pelo Executivo da Cidade Branca através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 

  • Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
  • Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Segundo repassado pela Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Com esta iniciativa o Executivo pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Esses profissionais, uma vez inscritos, ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:

  1. microempresa;
  2. empresa de pequeno porte e 
  3. microempreendedor individual. 

Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial.

 

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ARQUIVAMENTO

Câmara arquiva projeto de construção de CAPS em praça de Campo Grande

Ministério Público Estadual já havia pedido a suspensão imediata das obras no local

18/09/2026 12h30

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras

Praça no Guanandi cercada por tapumes apresentava estruturas de obras Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Câmara Municipal de Campo Grande arquivou o Projeto de Lei 12.490/26, enviada pelo Poder Executivo, que visava retirar a denominação da Praça Artemizia da Silva Lima e viabilizar a construção de um Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS IJ) no local. 

A Praça Artemizia da Silva Lima está situada entre as ruas Amiuté, Dona Neta e a Avenida Manoel da Costa Lima, no bairro Guanandi. O espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020.

Durante a sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (17), o representante da comunidade, Wagner Franco Abrão, utilizou a Tribuna para expor a insatisfação dos moradores da região. Em sua fala, ele ressaltou o impacto negativo da perda de uma área verde essencial para a qualidade de vida e lazer das famílias. O pleito foi formalizado por meio de um abaixo-assinado entregue com cerca de 400 assinaturas.

O vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), apoiou os moradores e destacou que a Administração Pública e o Legislativo precisam ter a sensibilidade de ouvir a população.

"Não é feio recuar. O feio é você insistir no erro. [...] Aquilo ali é um patrimônio da comunidade. Acho que tem que conversar com a comunidade. O CAPS é importante, mas tem outras áreas naquela região. A administração tem que recuar quando está errado. Conta com o nosso apoio."

Diante do posicionamento contrário dos parlamentares e da comunidade, o líder do Executivo na Casa, vereador Beto Avelar (PP), solicitou a retirada de tramitação da matéria, resultando no seu arquivamento definitivo.

Os vereadores sugeriram que a prefeitura busque imóveis ou prédios públicos abandonados na região para a instalação do serviço de saúde mental, preservando o espaço comunitário da praça.

MP exigiu suspensão

Em maio deste ano, o Correio do Estado publicou uma matéria informando que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou a suspensão imediata das obras do CAPS no bairro Guanandi. A medida apurava o possível uso irregular de um bem destinado originalmente ao lazer da população.

Como o espaço foi oficialmente denominado como praça por meio da Lei Municipal nº 6.463/2020, o MPMS caracterizou sua destinação como bem de uso comum do povo.

De acordo com a 34ª Promotoria de Justiça, a construção de um equipamento público de saúde no local pode representar mudança indevida da finalidade do espaço, de uso comum para uso especial, sem que tenha havido a necessária “desafetação” por lei específica.

O promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida destacou que, pela legislação vigente, uma área classificada como praça não pode ter sua destinação alterada por ato administrativo. “A desafetação só poderá ser feita por outra lei, devidamente fundamentada no interesse público”, aponta o documento.

A recomendação na época era para que o município suspendesse imediatamente qualquer intervenção que descaracterizasse a área como praça, incluindo a paralisação de licenças, alvarás e contratos relacionados à obra.

Além disso, estabeleceu prazo de dois meses para que a Prefeitura desfizesse as intervenções realizadas e promovesse a restauração do espaço.

A área já estava cercada por tapumes, com a construção de um muro em uma das extremidades. Não havia máquinas em funcionamento no momento, mas foram observados equipamentos e materiais de obra, como betoneira, tijolos, areia e pedras.

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