Cidades

Requerimento

Entidades se unem e pedem suspensão da cobrança do IPTU e taxa de lixo em Campo Grande

Requerimento foi encaminhado à Câmara Municipal após diversos relatos de aumento acima dos 5,32% anunciados e estudo apontar ilegalidades

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O aumento no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da taxa do lixo em Campo Grande, que é cobrada junto a carnê do imposto, mobilizou várias instituições, que se uniram e enviaram um requerimento à Câmara Municipal pedindo a suspensão das cobranças neste ano de 2026, além de audiência pública.

Assinam o requerimento a Associação dos Advogados Independentes (ADVI), Câmara de Diregentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL), Sindicatos dos Engenheiros do Estado de MS (Singe-MS), Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS), entidades representativas da sociedade civil e do setor produtivo.

No documento, as entidades afirmam que têm recebido diversos relatos de associados, empresários, comerciantes e contribuintes acerca de lançamentos do IPTU e da taxa do lixo em valores acima do reajuste anunciado pela prefeitura, de 5,32%.

Conforme reportagem do Correio do Estado, pelo menos 61% dos imóveis da Capital vieram com uma cobrança mais elevada do que no ano passado, em alguns casos superior a 40%. 

Segundo o advogado Lucas Rosa, as entidades representativas têm estudado tecnicamente a situação e identificaram cinco ilegalidades, que farão com que também seja ingressada uma ação civil pública no Poder Judiciário.

Uma das ilegalidades, segundo o advogado, e que consta no requerimento, é a injustiça tributária, com bairros pobres e periféricos que tiveram a reclassificação do perfil econômico para cima, majorando a tributação, enquanto bairros de padrão elevado tiveram a classificação com menor cobrança tributária.

"De um exercício para outro, houve requalificação dos imóveis, com alteração de métricas classificatórias que impactam diretamente no cálculo do IPTU e da taxa de lixo, sem que tais mudanças tenham sido precedidas de debate público, ampla divulgação técnica ou transparência suficiente", diz o documento.

O grupo diz ainda que as alterações promovidas no Perfil Socioeconômino do Imóvel (PSEI) não foram acompanhadas de razões técnicas individualizadas, nem de análise especifica por parcelamento que permita compreender as razões concretas das reclassificações realizadas.

Também é apontado o descompasso entre os prazos, pois o prazo para impugnação administrativa do IPTU e taxa do lixo se estende até 10 de março, enquanto o pagamento da cota única com desconto pode ser feito até 12 de janeiro.

"Na prática, o contribuinte é pressionado a pagar um tributo cujo cálculo não consegue compreender, sob pena de perda do desconto ou da incidência de multa e juros, o que compremete os princípios da transparência, razoabilidade, ampla defesa e segurança jurídica", diz o requerimento.

A redução do desconto de 20% para 10%, sem qualquer explicação técnica ou estudo que justifique, também é questionada.

Por fim, as entidades citam a indisponibilidade do portal eletrônico e dificuldade de acesso a informações como outra das ilegalidades. O sistema para consulta aos tributos está fora do ar desde o dia 30 de dezembro de 2025 para manutenção técnica, com retorno previsto para o dia 5 de janeiro.

Desta forma, é pedida à Câmara Municipal de Campo Grande, em caráter de urgência:

  • imediata realização de audiência pública, com convocação de técnicos responsáveis pelo Estudo PSEI 2026 e dos gestores municipais competentes para esclarecimento detalhado da metodologia utilizada na reclassificação dos imóveis e no lançamento do IPTU/taxa de lixo de 2026, se necessario, suspendendo o recesso parlamentar;
  • solicitação ao Executivo (ou aprovação urgente de projeto de lei) para suspensão da exigibilidade do IPTU/taxa de lixo ou prorrogação do prazo para pagamento com desconto, até que as dúvidas técnicas sejam esclarecidas em audiência pública;
  • requisição ao Executivo para disponibilizar imediatamente, em formato acessível e simplificado, toda a memória de cálculo, critérios técnicos e justificativas individualizadas para as alterações do padrão PSEI por parcelamento e bairro;
  • requisição ao Executivo para esclarecer a redução do desconto para pagamento à vista, indicando as razões técnicas e financeiras;
  • realização de auditoria técnica ou sindicância legislativa sobre os cálculos e sistemas utilizados.

 

OAB anuncia medidas

A Ordem dos Advogasdos do Brasil Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS) também informou que ingressará com medidas cabíveis para combater os aumentos ilegais do IPTU 2026 do município de Campo Grande.

Em nota, a OAB afirma "que houve um reajuste desproporcional, inclusive sem a adoção de critérios técnicos claros para o reajuste aplicado, gerando, em muitos casos, um aumento exorbitante, muito além, portanto, da mera correção da inflação no período”.

A entidade que representa os advogados, cujo presidente é Bitto Pereira, ainda complementou:

“A OAB/MS reafirma, nos termos do artigo 44, I, da Lei 8.906/1994, que seguirá firme na defesa da Constituição Federal, da legalidade, não admitindo, portanto, medidas da administração pública que gerem prejuízos indevidos à população”.

A legislação citada na nota diz respeito às prerrogativas dos advogados e da OAB: defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático de Direito, os direitos humanos e pugnar pela aplicação das leis.

No dia 30 deste mês, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Papy (PSDB), também insinuou ilegalidade no aumento do IPTU. Em nota, Papy disse que irá constituir uma equipe técnica para analisar o aumento, que, segundo ele, não foi devidamente debatido com o Poder Legislativo. 

Aumento

Desde que os carnês do IPTU começaram a chegar às casas dos proprietários de imóveis, muitos passaram a se queixar do aumento de até 40% na cobrança feita pela prefeitura.

O aumento na cobrança final ocorre sobretudo em razão de uma nova taxa do lixo, aplicada após a entrada em vigor, no ano passado, de um Estudo do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI), feito por parte da Divisão de Avaliação e Geoprocessamento da Prefeitura de Campo Grande.

Enquanto a tributação do IPTU não teve elevação, e a cobrança sofreu apenas o reajuste da inflação, a mudança no enquadramento dos imóveis e nos critérios da Taxa do Lixo fez o IPTU disparar para alguns proprietários. 

Ele resultou em uma taxa progressiva do lixo, que leva em consideração os serviços disponíveis no endereço em que o imóvel está localizado.

Nele, os imóveis classificados como Baixo Inferior pagarão R$ 0,25 por m² ao ano. Na outra ponta, nas regiões consideradas de padrão Alto Superior, a taxa chega a R$ 12,60 por m². O decreto ainda prevê isenção da cobrança quando a soma de IPTU e taxa de lixo for igual ou inferior a R$ 47,12.

Pelo estudo, o universo considerado para o exercício de 2026 corresponde a 486.962 inscrições imobiliárias, correspondentes à consolidação georreferenciada do Cadastro Imobiliário da Secretaria Municipal de Fazenda, das quais 478.769 estão aptas.

Em outras palavras, há pelo menos 8.193 inscrições imobiliárias que, apesar da geometria válida, ficam localizadas fora da área de cobertura do serviço de coleta de resíduos sólidos domiciliares, o popular lixo doméstico.

Houve um aumento no número de inscrições aptas à atribuição do perfil socioeconômico imobiliário, uma expansão da base tributável que incluiu ao cálculo 20.782 novas unidades, sendo 457.987 tributadas em 2025, diante das mais de 478 mil deste ano.

* Colaborou Eduardo Miranda

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Cidades

União Europeia pede calma na Venezuela e defende respeito aos princípios do direito internacional

Comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros trabalham de forma coordenada para proteger cidadãos europeus no país

04/01/2026 17h41

União Europeia emitiu comunicado sobre a situação da Venezuela

União Europeia emitiu comunicado sobre a situação da Venezuela ONU/ Rick Majomas

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A União Europeia divulgou neste domingo, 4, uma declaração pedindo "calma e moderação de todos os atores envolvidos na crise na Venezuela, com o objetivo de evitar escalada de tensões e buscar uma solução pacífica" para a crise. O pronunciamento foi publicado pelo chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, por meio das redes sociais.

"A UE lembra que, em quaisquer circunstâncias, os princípios do direito internacional e da Carta da ONU devem ser respeitados", reforçou o grupo. O documento diz ainda que os membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas têm uma responsabilidade singular de defender esses princípios.

O bloco diz ainda que reiteradamente declarou que Nicolás Maduro carece da legitimidade de um presidente democraticamente eleito e que tem defendido uma transição pacífica para a democracia na Venezuela, liderada pelos venezuelanos, com respeito à soberania do país. "O direito do povo venezuelano de determinar seu futuro deve ser respeitado".

Segundo a UE, o bloco tem se articulado de maneira próxima com os Estados Unidos e parceiros regionais para apoiar o diálogo entre todas as partes envolvidas, em busca de uma solução negociada, democrática, inclusiva e pacífica.

O comunicado também cita a preocupação com o crime organizado internacional e o tráfico de drogas, apontados como ameaças globais. Contudo, defende que esses desafios sejam enfrentados com cooperação internacional e respeito ao direito internacional e à integridade territorial.

A União Europeia pediu ainda respeito total aos direitos humanos e cobrou a libertação incondicional de presos políticos na Venezuela. O comunicado informa ainda que autoridades consulares dos Estados-membros trabalham de forma coordenada para proteger cidadãos europeus no país, incluindo os detidos ilegalmente.

EDUCAÇÃO

Universidades de Mato Grosso do Sul ofertam 6,3 mil vagas pelo Sisu; Veja cursos

Inscrições começam no dia 19 de janeiro, mas candidatos já podem pesquisar vagas disponíveis em 4 instituições de MS

04/01/2026 16h00

UFMS é a instituição com o maior número de vagas em MS

UFMS é a instituição com o maior número de vagas em MS Divulgação

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Universidades públicas de Mato Grosso do Sul ofertarão 6.399 vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na primeira edição de 2026. Inscrições serão abertas no dia 19 de janeiro, com encerramento no dia 23 do mesmo mês.

No Estado, quatro instituições de Ensino Superior usarão a plataforma como critério de acesso, sendo o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

A maioria das vagas é para a UFMS, com 3.233 oportunidades em diversos cursos de graduação, seguida pela UEMS, com 1.284 vagas; IFMS, com 920 e UGFD, que tem 962 vagas pelo sistema.

Em todo o Brasil, segundo o governo federal, a edição é a maior da história do Sisu em quantidade de instituições participantes, com oferta de 274,8 mil vagas em 136 instituições públicas do País.

 A consulta de vagas já está disponível no site do Sisu.

Veja cursos por instituição

IFMS

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  • Gestão do agronegócio
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UEMS

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Como se inscrever

Para participar do Sisu, é preciso ter feito pelo menos uma das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - 2023, 2024 e 2025 - ter tirado nota acima de zero na prova de redação e não ter participado na condição de treineiro.

Inscrições poderão ser feitas entre os dias 19 e 23 de fevereiro.

O acesso ao sistema de inscrição do Sisu é realizado com Login Único do governo federal, mediante uma conta gov.br, mas as inscrições do Sisu devem ser feitas pela página do processo de seleção.

O candidato deve escolher até duas opções de curso, sendo possível alterar as opções até o fim do prazo de inscrição.  

Caso o candidato tenha realizado mais de uma entre as três últimas edições do Enem, será considerada, para cada curso, aquela edição que mais favorece o candidato, com base na média ponderada das notas do Enem de cada edição.

Os candidatos com os melhores desempenhos são classificados de acordo com as opções de curso escolhidas, o número de vagas disponíveis, as modalidades de concorrência selecionadas e os pesos definidos para cada curso pela instituição.

Cada candidato pode se inscrever em todas as modalidades que correspondam ao seu perfil, devendo ficar atento à comprovação, junto à instituição, das informações da modalidade em que for selecionado, no momento da matrícula.

O resultado do Sisu está previsto para ser divulgado no dia 29 de janeiro.

Os estudantes que forem aprovados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino a partir do dia 2 de fevereiro.

Aqueles que não forem selecionados poderão ainda participar da lista de espera. 

A consulta as vagas ficará disponível na página eletrônica do Sisu até o final do processo seletivo. 

Na consulta é possível visualizar as vagas ofertadas por modalidade de concorrência, cursos e turnos, instituições e localização dos cursos.

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