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Reditec 2025

Instituto Federal banca Bonito para 1,2 mil pessoas por quatro dias

Encontro reúne pró-reitores e empresas de inovação em um dos maiores eventos já realizados no Estado

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Reconhecida pelo ecoturismo de Mato Grosso do Sul, a cidade de Bonito recebe entre os dias 2 e 5 de setembro cerca de 1,2 mil participantes da 49ª Reunião Anual dos Dirigentes das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Reditec), evento promovido pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal (Conif) com apoio institucional do Ministério da Educação, Governo de Mato Grosso do Sul e prefeituras de Bonito e Jardim.

O evento, que reunirá reitores, pró-reitores, diretores-gerais e empresas de inovação e soluções em educação, será sediado no Centro de Convenções de Bonito e também no Campus do Instituto Federal de Jardim.

A reunião, que em 2023 foi realizada em Natal (RN) e, em 2024, em Caldas Novas (GO), repete a fórmula de unir discussões de políticas públicas da educação profissional a destinos de alto apelo turístico. Em Bonito, a expectativa é de impactos diretos na rede hoteleira, no comércio, no transporte aéreo e nos atrativos turísticos. Empresários da Rota Bonito Serra da Bodoquena já se preparam para o aumento no fluxo de visitantes.

Elaine Cassiano, reitora do IFMS, falou que a escolha de Bonito busca unir “a excelência da educação profissional e tecnológica à valorização de um dos destinos de ecoturismo mais reconhecidos do Brasil, símbolo de conservação ambiental e de potencial econômico sustentável”.

A cidade será palco de mais de 50 atividades, entre painéis, palestras, mesas-redondas, feira de economia solidária, conferências, apresentações culturais e espaço permanente de interação. “Estamos preparando cada detalhe com muito cuidado para que todos tenham uma experiência completa de formação, troca e reconhecimento da força da nossa rede. Assim, traduzimos na prática o tema desta edição, mostrando que a inspiração que vem do local pode gerar impacto e alcance globais", afirma a reitora.

O tema deste ano, "A Rede Federal é maior do que o mundo: inspiração local, alcance global", foi inspirado na obra do poeta sul-mato-grossense Manoel de Barros e reafirma o papel da Rede Federal como agente de transformação social a partir dos territórios.

A programação da Reditec 2025 está organizada em seis eixos temáticos:

  1. Educação Profissional e Tecnológica – Presente e Futuro
  2. Financiamento, Governança e Eficiência Institucional
  3. Gestão Acadêmica, Estudantil e de Pessoas
  4. Extensão, Impacto Social e Internacionalização
  5. Expansão, Interiorização e Desenvolvimento Regional
  6. Inovação, Tecnologia e Comunicação na Gestão Pública

A identidade visual foi criada com base em três pilares — geometria, grafismo e inspiração indígena — e utiliza as cores azul, laranja e verde em referência ao trabalho do artista plástico corumbaense José Ramão Pinto de Moraes (Jorapimo), que retratava o Pantanal e o Casario do Porto de Corumbá.

A Rede Federal de Educação é formada por 41 instituições: 38 institutos federais (dez deles em Mato Grosso do Sul), dois Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e o Colégio Pedro II.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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