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Intervenção municipal em parques do Estado atinge setor econômico

Especialistas divergem sobre a constitucionalidade do projeto que visa o tombamento de parques da Capital

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O texto atual do Projeto de Lei (PL) nº 10.970/2023, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT), que visa o tombamento do Parque dos Poderes, do Parque das Nações Indígenas e do Parque Estadual do Prosa, incomoda entidades de diversos setores econômicos, como habitação, construção, indústria e comércio, que apontam uma série de preocupações com a abrangência do entorno dessas localidades e de como isso poderá afetá-las.

O presidente do Sindicato de Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS), Geraldo Paiva, diz que há preocupação quanto aos efeitos colaterais e aos ônus a terceiros que podem ser ocasionados com o tombamento dos parques. Ainda, ele levanta alguns questionamentos a respeito do projeto.

“As restrições no uso ou [voltadas aos] empreendimentos, tanto nos parques quanto no entorno. Por exemplo, no Parque dos Poderes, [seria] restringir obras e ampliações das instalações do Executivo, do Legislativo e do Judiciário do Estado ou nas obras de infraestrutura do próprio parque. Qual distância teria esse entorno?”, aponta Geraldo Paiva.

Em nota, a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS), Vânia Mello, revela que o maior receio da entidade é com o veto a quaisquer realizações de obras e serviços nesses locais, impedindo, por exemplo, intervenções de engenharia e de infraestrutura, como drenagem, pavimentação, abertura de vias e instalações essenciais.

Em contrapartida, a autora do projeto menciona que o texto apenas cita, em seu artigo 5º, leis já existentes, como a Lei Municipal nº 5.793/2017, que trata das competências das secretarias municipais de Meio Ambiente e Cultura, entre elas, o respeito à proteção ambiental e à cultura.

Luiza Ribeiro comenta ainda que o novo projeto não impactará o entorno desses locais, porque eles já são afetados por estarem próximos dos respectivos parques, que estão protegidos não apenas por iniciativas municipais e estaduais, mas também pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), que legisla sobre a proteção ambiental das localidades que ficam em meio a reservas ambientais.

O entendimento do presidente da Comissão de Defesa do Patrimônio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bruno Anderson Matos e Silva, é que o projeto pode aumentar a abrangência da proteção, não apenas incluindo o ambiente natural, mas também as edificações e os monumentos presentes 
na região.

DIVERGÊNCIAS 

Por sua vez, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB-MS, Arlindo Murilo Muniz, afirma que a proposta é inconstitucional.

“A Constituição Federal estabelece as competências para os órgãos municipais, estaduais e federais, então, as propriedades que são do Estado competem a ele estabelecer restrições, até mesmo de cunho ambiental”, opina.

O advogado afirma também que “haveria uma invasão de competência material” nesse caso e que para um imóvel ser tombado é necessário que seja propriedade do solicitante.

No entanto, de acordo com a Lei Municipal nº 3.525, de 16 de junho de 1998, os requerimentos de pedidos de tombamento podem ser feitos por qualquer pessoa natural ou jurídica, pública ou privada.

O Secovi-MS e outras entidades dos setores de habitação, construção, indústria, comércio e conselhos profissionais também estão acompanhando a matéria. Geraldo Paiva relata que os órgãos estão levantando as consequências da proposta de lei, a fim de apresentá-las aos vereadores.

“Foi muito boa a retirada do projeto, para que todas as partes tenham maior tempo de análise e possam apresentar os prós e os contras da questão de tombamento”, analisa.

A vereadora Luiza Ribeiro informa que já havia convidado o governo do Estado e o Crea-MS para participarem de um seminário a respeito da iniciativa de tombamento, que seria realizado na próxima semana, porém, foi adiado com a retirada de tramitação.

Segundo a autora, essa medida visa ouvir a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a emissão do parecer desses dois órgãos.

O estudo deve ser anexado ao PL, como relata Bruno Anderson Matos e Silva. O advogado diz que a inconstitucionalidade alegada pelo relator do projeto, o vereador Papy (Solidariedade), refere-se ao entendimento de que a iniciativa não seguiu esse caminho, o qual, em sua opinião, seria o mais adequado.

Contudo, a autora do projeto confirma que há outras alternativas para a proposta de tombamentos, previstas em decisões judiciais e na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Superior Tribunal Federal (STF).

Mesmo assim, a vereadora comunica que fará a consulta para contemplar a solicitação do relator.
Diferentemente de Arlindo Murilo Muniz, o presidente da Comissão de Defesa do Patrimônio da

OAB-MS comenta que o município pode legislar sobre o tema.

“A Constituição Federal, em seu artigo 23, diz que é de competência comum da União, dos estados, dos distritos federais e dos municípios proteger o patrimônio histórico e cultural, bem como proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas”, conclui Bruno Anderson Matos e Silva.

SEJUSP

Governo do MS promete 400 novas viaturas nas ruas já no mês que vem

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as outras 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre

15/05/2026 08h39

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos.  Reprodução/Divulgação/Saul-Schramm

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Através da adoção de um modelo de renovação contínua que passa pelos armamentos, veículos e demais itens da segurança pública, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul promete que 400 novas viaturas estarão nas ruas já no mês que vem. 

Para o Executivo, essas ações de melhores condições oferecidas aos policiais e bombeiros, garantem inclusive um melhor desempenho das forças de segurança até mesmo no combate ao crime organizado e redução dos índices de criminalidade em MS. 

Além disso, essas 400 viaturas que já devem rodar a partir de junho fazem parte ainda de um universo de 525 novos veículos que serão entregues através de um modelo moderno de compras e gestão dos recursos públicos de segurança. 

Como bem esclarece a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), pasta chefiada por Antônio Carlos Videira, esta renovação contínua de equipamento e viaturas receberá nova remessa no próximo mês (junho). 

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as demais 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre, conforme planejamento da Sejusp. 

Balanço

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Há, por exemplo, a compra de: 

  • 2.383 aparelhos de comunicação, 
  • 1.198 equipamentos de áudio e vídeo, 
  • 467 veículos de tração mecânica, 
  • 806 equipamentos de proteção de segurança e socorro 110 aeronaves, 
  • 165 máquinas e equipamentos rodoviários.

"Neste pacote ainda aparecem os armamentos (7838), veículos diversos (19), embarcações (13), equipamentos de mergulho e salvamento (225), mobiliários em geral (7744), entre outros itens que contribuem para todas as forças de segurança do Estado, em um trabalho coletivo contra o crime", complementa a Sejusp em nota. 

Além disso, quanto aos resultados, 2025 entra para a história como a 2ª maior marca desde a criação do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com a apreensão de 196,5 toneladas de drogas. 

Em complemento, entre janeiro e março deste ano há uma sequência notável do trabalho, sendo apreendidos 94.887,61 quilos de drogas.

"Em comparação a 2023 (janeiro a março), no mesmo período, houve um crescimento de 87,71%, já que naquela época a apreensão foi de 50.549,73 kg", conclui. 

 

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Operação Íkaros

PF prende funcionários de aeroporto de MS envolvidos no narcotráfico

Três empregados são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá

15/05/2026 08h15

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá DIVULGAÇÃO/PF

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Três funcionários do Aeroporto de Corumbá (CMG) e um empregado do Aeroporto de Viracopos (VCP) foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (15), durante a Operação Íkaros, em Corumbá (MS) e Campinas (SP).

Eles são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá.

Ao todo, três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão foram cumpridos em Corumbá (MS) e um de prisão preventiva em Campinas (SP).

Durante a operação, um indivíduo foi preso por posse irregular de quatro armas de fogo. Aparelhos celulares e um veículo também foram apreendidos.

Os celulares serão periciados pelas autoridades competentes em colaboração com as investigações.

A investigação teve início em 2024, a partir da prisão em flagrante de um casal em São Paulo (SP). Na ocasião, foram apreendidos 100 kg de entorpecentes provenientes da Bolívia.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 3.800 kg de cocaína e 1.227.280 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 15 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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