Cidades

NOVA ESTAÇÃO

Inverno começa nesta quinta e promete mais dias quentes do que frios em MS

Estação mais fria do ano terá dias seguidos de sol, céu limpo, calor e temperaturas mais altas que o normal

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Inverno começará às 16h51min de 20 de junho e terminará às 8h44min de 22 de setembro de 2024. Compreende os meses julho, agosto e meados de junho e setembro.

A estação começa oficialmente nesta quinta-feira (20), solstício de inverno, mas para a meteorologia começou em 1º de junho, já que considera os meses de junho, julho e agosto como o trimestre de inverno no Hemisfério Sul.

É caracterizada por clima gelado, tempo frio/fresco, temperaturas baixas e em queda, tempo seco, baixa umidade relativa do ar, pouca chuva e ocorrência de geadas/nevoeiros.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, apesar de ser caracterizada pelo frio, haverá muito mais dias quentes do que frios, nesta estação de inverno, em Mato Grosso do Sul.

Isto significa que haverá dias seguidos de sol, céu limpo, calor e temperaturas mais altas que o normal no Estado. Portanto, este inverno será mais quente e mais seco em comparação ao dos últimos anos.

Mas, como típico da estação, também haverá alguns dias frios e avanço de frentes frias, com temperaturas próximas aos 5ºC e 10ºC. Mas, de fato, as massas de ar frias serão de baixa intensidade, ou seja, haverá pouco frio.

Com 11 horas e 34 minutos de sol, esta quinta-feira (20) terá o dia mais curto e a noite mais longa do ano em Mato Grosso do Sul, ou seja, haverá menor incidência e menos tempo de sol.

A partir de sexta-feira (21), os dias vão ficando mais compridos e as noites mais longas, ou seja, terão mais minutos de sol.

As manhãs serão frias e tardes quentes e extremamente secas.

FRIO

O inverno é a estação do ano em que ocorrem dias frios com maior frequência.Porém, os dias frios serão poucos em Mato Grosso do Sul.

Mas, de qualquer forma, frentes frias devem avançar e derrubarão temperaturas no Estado, segundo Abrahão.

As mínimas devem alcançar os 10ºC na região centro-norte e 5ºC na região sul, na primeira quinzena de julho e primeira semana de agosto, em Mato Grosso do Sul.

Não haverá muitos dias frios durante o inverno. Frentes frias serão de média intensidade e de pouca frequência.

Haverá muito mais dias de calor do que de frio em Mato Grosso do Sul.

“Essas massas polares, que não serão significativamente baixas (massas de ar fria de baixa intensidade) provocam queda de temperatura e elevação de umidade relativa do ar”, ressaltou Abrahão.

CALOR

Os dias quentes serão comuns em Mato Grosso do Sul.

Haverá muito mais dias de calor do que de frio no Estado. Segundo Abrahão, as temperaturas ficarão mais altas que o normal.

Os termômetros devem ultrapassar facilmente os 30ºC durante a estação.

Haverá dias seguidos de sol, céu limpo, calor e altas temperaturas em Mato Grosso do Sul.

Portanto, este inverno será mais quente e mais seco em comparação ao dos últimos anos.

“As temperaturas continuarão mais altas que o normal em grande parte do Mato Grosso do Sul nos meses de inverno. O inverno deste ano deverá ser mais quente e mais seco que o normal na porção central e centro-sul do país. Um provável La Nina pode e deve ganhar força a partir de setembro”, detalhou Abrahão.

CHUVA

Haverá pouca chuva neste inverno em Mato Grosso do Sul. Chuvas tendem a ficar abaixo do esperado, principalmente entre julho e agosto, no Estado.

O índice pluviométrico será irregular, fraco e mal distribuído em Mato Grosso do Sul.

No trimestre de inverno são registrados os menores acumulados de chuva do ano. São os meses que marcam o ápice da estação seca.

Isto não significa que o Estado ficará sem chuvas, mas sim com volumes extremamente baixos.

Com isso, o tempo ficará extremamente seco e com baixo índice de umidade relativa do ar (20%), contribuindo para ocorrência de névoa seca, fumaça e poeira, favorecendo períodos de estiagens, com queimadas.

“A tendência climática para os dias finais de junho é de raras chuvas de baixos volumes. Em julho, os volumes de chuvas podem e devem ficar muito abaixo do esperado, inclusive muitos municípios poderão apresentar valores mensais abaixo de 5 mm ou até 0 mm de chuva. Neste inverno as chuvas tendem a ficar abaixo do esperado no Mato Grosso do Sul (situação de chuvas crítica em Corumbá, Miranda, Porto Murtinho e Bonito), especialmente em julho e agosto”, explicou Abrahão.

Em investigação

Epicentro da doença em MS, Dourados investiga mais duas mortes por chikungunya

Os dois óbitos em investigação são de indígenas que morreram no dia 3 de abril

06/04/2026 17h30

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika

Água parada é o principal criadouro do mosquito causador da dengue, chikungunya e zika FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Dourados, município localizado a aproximadamente 230 quilômetros de Campo Grande, é considerado, atualmente, o epicentro de casos de chikungunya em Mato Grosso do Sul.

Até o momento, foram registrados cinco óbitos pela doença e, nesta segunda-feira (6), outras duas mortes entraram para a lista de investigação. 

As vítimas são um adolescente de 12 anos e um indígena de 55 anos. Ambos morreram no dia 3 de abril e têm a doença como principal suspeita da causa. 

Em todo o Estado, são sete registros de óbitos confirmados pelo agravamento da chikungunya, sendo cinco em Dourados, um em Bonito e um em Jardim. 

Somente em Dourados, dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que a cidade já soma 2.733 casos prováveis da doença. 

Desses, 1.365 foram confirmados, 469 descartados e 1.837 seguem em investigação, o que totaliza 3.671 notificações.

A concentração maior dos casos está nas aldeias indígenas, onde foram confirmados 914 casos, o equivalente a 69,6% do total de confirmações no Estado. Todas as cinco mortes da cidade e as duas em investigação, são de indígenas.  

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão em Dourados para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde vai, ainda, instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya. 

Já foram enviadas ao Estado 300 unidades e 160 foram instaladas em Dourados até agora. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do estado. 

Estelionato

Corretor de MS que prometia retorno milagroso em falsos empreendimentos está na mira da polícia

Investigado por golpes com falsas SPEs, ele é suspeito de atrair principalmente médicos com promessas de lucros acima de 150% e acumula ao menos 11 vítimas

06/04/2026 17h26

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL)

Corretor que vendia falsos empreendimentos foi preso nesta segunda-feira em Maceió (AL) Divulgação

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O corretor de imóveis sul-mato-grossense Carlos Roberto Pereira Júnior, alvo de inquéritos e de reclamações de várias vítimas de golpes em investimentos falsos no mercado imobiliário, foi alvo de operação na manhã desta segunda-feira (6), em Maceió (AL).

Ele não foi encontrado pelos policiais civis, e está foragido.

O corretor, que tem inscrições no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de Mato Grosso do Sul e de Alagoas, é alvo, além do inquérito da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 14 investigações ético-profissionais no Creci.

Para além disso, ele é acusado de aplicar uma série de golpes em investidores de boa-fé, por meio de falsas sociedades de propósito específico (SPEs). A prisão, efetuada na manhã desta segunda-feira, foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas.

O Correio do Estado apurou que Carlos Roberto Pereira Júnior mudou-se para a capital alagoana no fim do ano passado. Lá, ele morava em um condomínio fechado e ostentava vida luxuosa, assim como fazia em Campo Grande.

Ele teria se mudado para Maceió no fim do ano passado, depois de seus golpes terem ficado “manjados” na praça, disse uma fonte ao Correio do Estado.

Carlos Roberto prometeria a suas vítimas, a maioria médicos, investimentos de alta rentabilidade e baixo risco.

O corretor de imóveis oferecia a suas vítimas cotas nas SPEs, com a promessa de lucros de mais de 150%. Os médicos eram as vítimas preferidas do corretor.

Após receber os valores, no entanto, os montantes não eram devolvidos, e os investidores passavam a receber apenas justificativas e novos prazos, sem qualquer cumprimento das promessas feitas.

As denúncias apontam para um padrão de atuação recorrente, com indícios de prática profissionalizada de fraude, incluindo também casos de apropriação indébita de valores que deveriam ser repassados a terceiros. Com prejuízos que já ultrapassam R$ 100 mil e ao menos 11 vítimas identificadas, o caso ganhou repercussão após divulgação na imprensa, incentivando novos relatos.

O corretor já possui histórico de condenação por estelionato e agora volta a responder por crimes como fraude financeira, estelionato — inclusive contra idoso — e retenção indevida de recursos.

Procurado pela reportagem, o advogado Lucas Brandolis, assistente de acusação que representa diversas vítimas ludibriadas pelo corretor de imóveis, esclarece que a operação policial noticiada nesta data "resulta de condenações criminais por estelionato já transitadas em julgado, portanto, irrecorríveis. Não obstante, prosseguem inúmeros processos e investigações a respeito de outros estelionatos e demais crimes graves, como fraudes em ativos financeiros, falsidade ideológica etc., com atuação estratégica para garantir a reparação integral dos prejuízos sofridos".

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