Cidades

CASO MASTER

Irmãos de Toffoli foram sócios de resort de luxo na divisa com Mato Grosso do Sul

Parentes do ministro Toffoli venderam parte da cota que possuíam para um fundo administrado pela Reag, que está sendo alvo de investigações no caso Master

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José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, foram sócios de um segundo resort da rede Tayayá, na cidade de São Pedro (PR), na divisa com Mato Grosso do Sul. Localizado em uma região que fica às margens do Rio Paraná, o empreendimento, que ainda está em construção, é conhecido como Tayayá Porto Rico. 

Os irmãos Toffoli já foram sócios de um outro investimento da rede, na cidade de Ribeirão Claro (PR). O Tayayá Resort esteve sob os holofotes nesta sexta-feira (23), após ser descoberto que os parentes do ministro Toffoli venderam parte da cota que possuíam para o Arleen Fundo de Investimentos, administrado pela Reag, que está sendo alvo de investigações no caso Master.

O ministro Dias Toffoli é relator do inquérito do caso Master no Supremo Tribunal Federal, que envolve a Reag Investimentos.

Publicamente, o empreendimento é tido como uma parceria entre o empresário Patrick Ferro, do ramo imobiliário, e o apresentador Ratinho. No papel, os irmãos Toffoli detiveram, entre 2021 e 2025, 18% do empreendimento. Em fevereiro do ano passado, eles venderam sua participação.

O engenheiro José Eugênio e o padre José Carlos investiram no negócio como dirigentes da Maridt S/A, a mesma empresa que foi sócia do resort em Ribeirão Claro (PR).

O empreendimento em São Pedro terá 240 apartamentos e 300 casas. Parte desses imóveis tem mais de 300 metros quadrados. A infraestrutura inclui, ainda, piscinas com borda infinita, aquaplay, toboáguas, pistas de boliche, spa, saunas, fitness center, sunset lounge club, bares, boutique e um restaurante internacional.

Além disso, a região de Porto Rico é conhecida por suas belezas naturais, com águas cristalinas e praias de areias brancas, oferecendo um cenário paradisíaco para os visitantes.

A cidade de Mato Grosso do Sul mais próxima de São Pedro do Paraná é Naviraí, que fica a 377 quilômetros de distância do município.

Venda do primeiro resort

Os irmãos do ministro venderam uma parte milionária no resort Tayayá, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos,  investigada por esquemas fraudulentos no caso do Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis.

Em 2021, a Maridt Participações S.A., até então dirigidas pelos dois irmãos do ministro, se tornou sócia do Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR).

Naquele mesmo ano, os irmãos Toffoli venderam metade da participação que tinham no resort, de R$ 6,6 milhões, para um fundo do pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

Zettel era o único cotista do fundo de investimentos Leal, que, por sua vez, era o único cotista do fundo Arleen, todos da Reag Investimentos. Este último fundo foi usado para comprar a participação da família Toffoli no resort.

O Arleen Fundo de Investimentos chegou a investir R$ 20 milhões em duas empresas de familiares do ministro responsáveis pelo resort de 58 mil metros quadrados. 

As empresas que receberam o aporte dos fundos de Zettel são a Tayayá Administração e Participações e a DGEP Empreendimentos, donas do resort e controladas pelo primo do ministro, Mario Umberto Degani. As duas tinham como sócia a Maridt S.A.

O fundo e a família Toffoli foram sócios das duas empresas até 2025. Entre os meses de fevereiro e julho, os irmãos e o primo do ministro e o fundo de investimentos se retiraram da sociedade para vender suas participações nas empresas ao advogado Paulo Humberto Barbosa. 

* Com informações do Estadão 

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Apreensão

Por R$ 5 mil, casal aceita levar R$ 2,3 milhões em cocaína no estepe e acaba preso em MS

A carga milionária tinha como destino o estado de Goiás

30/03/2026 11h45

26 tabletes de cocaína foram apreendidos em estepe de caminhonete

26 tabletes de cocaína foram apreendidos em estepe de caminhonete Divulgação

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No último sábado (28) em uma ação conjunta entre a PM de Camapuã e o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), resultou na apreensão de 27,1 quilos de cocaína, na BR-060. O transporte era feito por caminhonete Toyota Hilux, foram presos em flagrante um homem de 52 anos e uma mulher de 48 anos. 

A abordagem aconteceu após os policiais do DOF receberem uma denúncia informando de que havia um casal fazendo o transporte de cocaína em uma camionete, com destino para Goiás. 

Após a denúncia, as equipes do DOF juntamente com os policiais do 2º Pelotão da PM de Camapuã, iniciaram as devidas medidas na região para localizar o veículo na rodovia. 

Depois de localizarem o automóvel suspeito de fazer o transporte, foi realizada uma vistoria minuciosa no veículo e foram encontrados no estepe da caminhonete 26 tabletes de cocaína. 

Posteriormente ao ser questionado, o condutor do veículo afirmou que receberia R$ 5 mil, para realizar o translado dos entorpecentes de Campo Grande à Goiânia (GO), além disso o material encontrado tinha um valor estimado em R$ 2,3 milhões e juntamente com os autores, foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Camapuã. 

A operação envolvendo os policiais do DOF ocorreu por meio do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, que foca na proteção de fronteiras e divisas contra o tráfico e contrabando de drogas, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o MJPS, além da Operação Ágata Tempestade no Oeste I, em conjunto com o Exército Brasileiro.
 

 

INTERIOR

Obra de 3ª faixa na MS-306 deve ficar pronta em dezembro

Terceiras faixas começaram a ser implantadas no trecho entre os quilômetros 168 e 216 começaram a ser implantadas em 23 de março

30/03/2026 11h25

Reprodução/Divulgação/Way306

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Concessionária responsável pela MS-306, a Way 306 divulgou que a obra de implantação de terceiras faixas na rodovia que começou há exatamente uma semana deve ficar pronta até antes do fim de 2026. 

Conforme nota divulgada pela Way 306, que assinou o contrato de concessão da rodovia com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em 19 de março de 2020, as terceiras faixas começaram a ser implantadas no trecho entre os quilômetros 168 e 216 começaram a ser implantadas em 23 de março. 

Nas palavras da concessionária, essa intervenção visa "melhorar o nível de serviço da rodovia, proporcionando mais fluidez ao tráfego, maior segurança viária e melhores condições de deslocamento aos usuários". 

Ou seja, a expectativa é que a execução dessas obras tragam avanço em relação à trafegabilidade e reduza o tempo de viagem no trecho da rodovia que liga o norte do Mato Grosso do Sul, conectando os municípios de Cassilândia, Chapadão do Sul e Costa Rica até a divisa com o estado de Mato Grosso. 

Aqui é importante destacar que, enquanto a obra de implantação de terceira via estiver sendo executada, há a chance de que intervenções pontuais no tráfego aconteçam, o que reforça a necessidade de atenção por parte dos condutores. 

Way 306

Vale lembrar que, o primeiro grande investimento por parte da concessionária na MS-306 veio após 3,5 anos que a Way havia dado início à cobrança de pedágio. 

Desde então, o pedágio já sofreu até mesmo um "tarifaço", com elevação de 13,9% nas tarifas, porém, antes mesmo disso, a Way já havia anunciado um aumento de 27,7% no lucro ao longo de 2024 na comparação com o ano anterior. 

Isso porque em 2023 a empresa havia anunciado lucro de R$16,2 milhões, e em 2024 esse valor saltou para R$20,7 milhões obtidos com as tarifas cobradas ao longo dos 220 quilômetros da rodovia na região nordeste do Estado. 

Conforme a empresa, ao longo de 2024 foram investidos R$173,8 milhões, sendo a implantação dos 9 quilômetros do contorno viário em Chapadão do Sul o maior deles.

 

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