Débora Garcia, 22 anos, e sua irmã de 14 anos, confessaram ontem ter assassinado a indígena encontrada boiando em uma lagoa na fazenda Cristal em Itaporã, no dia 23 de dezembro de 2013.
De acordo com o site Itaporã News, a mãe da indígena morta é madrasta das acusadas. Em depoimento ao delegado, Marcelo Batistela Damaceno, Débora afirma que há três anos sofria com provocações da vítima e da mãe dela.
A menor disse que o seu pai dava mais dinheiro e atenção à enteada do que para ela.
Débora relatou que no dia anterior ao assassinato, ela e sua irmã foram ao Hospital Caiuá onde a vítima estava internada, para fazer visita a uma tia. Ao passarem pelo quarto, avistarem a jovem indígena, que segundo elas, solicitou que não queria mais ficar internada e se seria possível elas a ajudarem sair.
As duas saíram com a vítima do hospital em direção de casa e no caminho a levaram para um canavial onde a espancaram. Ainda consciente e caminhando, a vítima foi levada pelas irmãs para uma lagoa. Lá, a jogaram no lago, “mas ela não morria”, relatou Débora.
Então, segundo ela, tiraram a jovem do lago, a amarraram pelos pés e as mãos, a amordaçaram com a própria roupa e golpearam com pedradas em várias partes do corpo, uma em sua cabeça, que resultou em traumatismo craniano, causa da morte. Logo depois, as irmãs jogaram o corpo de volta ao lago e foram embora.
A menor foi ouvida e responderá em liberdade, mas Débora foi presa preventivamente, após confessar o crime.
O delegado disse que o depoimento de uma testemunha que estava no mesmo quarto da vítima foi imprescindível para que encontrassem as autoras.


