Cidades

CAMPANHA

Jovem faz rifa de moto para colocar na cadeia o assassino de seu pai

Jovem faz rifa de moto para colocar na cadeia o assassino de seu pai

EDUARDO MIRANDA

17/02/2013 - 15h00
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Em busca de justiça, Thaicianny Medeiros, filha de Amauri da Silva Medeiros, assassinado em 19 de agosto do ano passado, aos 43 anos de idade, está fazendo uma rifa de uma motocicleta zero quilômetro. O objetivo é arrecadar dinheiro para contratar um advogado, assistente de acusação, e mobilizar a sociedade para condenar o assassino de seu pai.

Amauri foi morto em um bar na rua Pontalina, no Bairro Universitário, que costumava frequentar. No local ele assistia a um jogo do Palmeiras, seu time do coração, e foi morto depois de discutir com garotos que estavam em uma mesa do local. Na época, o clube que Amauri torcia estava ameaçado de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro (o que acabou se concretizando), e um grupo de rapazes, segundo testemunhas do crime, teriam insistido em provocar a vítima.

O autor do crime, segundo Thaicianny, curiosamente, não assistia ao jogo. Ele é primo de um dos garotos que discutiram com o pai dela, e teria ido ao bar somente para executá-lo, a pedido dos outros rapazes. Amauri foi morto com tiros nas costas, quando tentava se esconder dentro do bar.

O inquérito policial sobre o assassinato de Amauri já foi concluído, mas o suspeito para o crime ainda não foi denunciado pelo Ministério Público Estadual. A filha de Amaury, que mudou do Bairro Universitário após a tragédia familiar, conta que o autor do crime está praticando assaltos naquela região da cidade, e ainda usa o crime, conhecido no bairro, como forma de amedrontar as vítimas.

“As pessoas que ele assaltou tem até medo de registrar boletim de ocorrência, porque temem que ele faça como fez com meu pai”, conta a administradora de empresas.

O suspeito de crimes já teria uma ficha bem extensa. Aos 19 anos de idade, além de ser suspeito de matar Amauri da Silva Medeiros, teria praticado vários assaltos, antes e depois dos 18 anos e, recentemente, agredido sua companheira.

“Por isso queremos justiça, para que outras famílias não se submetam ao sofrimento que esse criminoso nos impôs, por um motivo tão banal. Meu pai nem conhecia ele, nem os garotos primos dele, estava apenas vendo um jogo de futebol”, explica Thaicianny.

O sorteio da motocicleta Honda 125 cilindradas oferecida em rifa pela família de Thaicianny, será no próximo dia 28 deste mês. Segundo ela, a adesão tem sido grande. “As pessoas estão colaborando, porque também querem Justiça. Com o dinheiro arrecadado, pagaremos um advogado e mobilizaremos a sociedade”, finaliza a administradora.  

Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

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Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

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