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Judiciário oferece reconhecimento gratuito de paternidade em MS

Com um processo ágil e desburocratizado, o enteado Lucca conseguiu incluir o sobrenome do padrasto em sua certidão de nascimento

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), realizou o sonho de um jovem que queria assinar o sobrenome do homem que o criou.

Trata-se do jovem Lucca Seibel da Silva Chilante, que, em um processo desburocratizado e totalmente gratuito, conseguiu incluir o sobrenome do padrasto, o militar Carlos Eduardo Chilante, em sua certidão de nascimento.

O padrasto vive com a mãe de Lucca há quase 20 anos e, apesar de sempre considerá-lo como filho, acreditava que o reconhecimento da paternidade socioafetiva seria um processo judicial demorado e caro, motivo pelo qual a decisão acabou sendo adiada.

“Já tenho a guarda do Lucca desde que ele tinha 3 ou 4 anos e sempre achamos que seria um processo muito burocrático e prolongado para fazer o reconhecimento da paternidade socioafetiva e para que ele pudesse levar o meu sobrenome de forma oficial”, explicou Carlos, que completou:

“Quando soubemos desse serviço do Cejusc, entramos em contato pelo WhatsApp e, em menos de 10 minutos, já marcamos data e horário para realizar a audiência e tentar fazer o acordo para que o juiz autorizasse o Lucca a usar o meu sobrenome. Foi tudo muito rápido, para nossa surpresa.”

Foi então que os dois descobriram que, por meio do trabalho dos mediadores do Cejusc, a questão poderia ser resolvida rapidamente e sem a necessidade de advogados.

Reconhecimento

Os dois participaram juntos da audiência, em que contaram à mediadora a história de quase 20 anos de convívio familiar e solicitaram o registro de paternidade na certidão de nascimento de Lucca.

A conversa, conforme explicou Carlos, foi rápida e simples, e tudo terminou resolvido com agilidade.

“Desde pequeno eu sempre assinava as coisas e colocava o sobrenome dele, apesar de não ser formalizado. Então, oficializar isso foi uma realização muito importante para a gente”, comemorou Lucca.

Com isso, Lucca passou a assinar o sobrenome do padrasto, graças ao reconhecimento de paternidade afetiva obtido por meio do Cejusc.

Saiba mais

Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) são unidades do Poder Judiciário de MS, que têm como função principal promover a solução de conflitos por meio de métodos consensuais, como conciliação e mediação, tanto em processos judiciais quanto em casos pré-processuais.
 
O serviço é gratuito e está disponível durante o ano todo, com o objetivo de oferecer um espaço para que as partes em conflito possam dialogar e, com o auxílio de conciliadores ou mediadores, chegar a um acordo, desafogando o Judiciário e buscando soluções mais rápidas e eficazes.

As principais áreas de atuação do Cejusc incluem: conflitos cíveis em geral (cobranças, dívidas bancárias, conflitos de vizinhança), causas familiares (divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, regulamentação de visitas), entre outros.

“Nós temos aqui no Cejusc equipes muito preparadas para atender uma série de conflitos de naturezas diversas. E as pessoas saem daqui satisfeitas, porque são ouvidas, e o espaço de fala é garantido para ambos os lados. Então a ideia central é promover uma Justiça cidadã”, explica o juiz José Henrique Kaster, coordenador de um dos Cejuscs do TJMS.

“Trata-se de um serviço gratuito e rápido. O tempo de tramitação de um processo aqui no Cejusc está em volta de três meses, o que é um número muito baixo, não só para o MS, mas para o Brasil inteiro”, complementa o magistrado, destacando ainda que um processo no Cejusc custa 17 vezes menos do que na Justiça Comum, e o índice de resolução de conflitos gira atualmente em torno de 75%.

Contatos

Interessados em solucionar um conflito por meio da mediação ou conciliação podem fazer a solicitação direto no site do TJMS, na página do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), pelo Whatsapp (67) 98177-0180 ou pelo e-mail [email protected].
 
Também é possível buscar presencialmente o Nupemec, localizado no Rua Raul Pires Barbosa, nº 1503, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande. Clique aqui e saiba mais sobre o Cejusc na página oficial!

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Imigrantes

Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil; veja números

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira (22)

22/06/2026 19h00

FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Os cubanos lideraram os pedidos de refúgio no Brasil em 2025, superando os venezuelanos, que estiveram no topo do ranking nos últimos anos. O País recebeu 75.599 pedidos desse tipo de acolhimento feito por cidadãos de outras nacionalidades, atrás apenas de 2018 e 2019.

Destes, 41.919 (55,4%) vieram de Cuba, crescimento de 88,1% em relação ao ano anterior. Já 21.233 (28,1%) venezuelanos pediram refúgio - no ano anterior tinham sido 27.140.

Impulsionadas pelos cubanos, as solicitações de refúgio aumentaram 10,9% em 2025, em comparação com o ano anterior.

Os dados são do relatório Refúgio em Número 2026, produzido pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O estudo leva em conta o período de 2010 a 2025 e foi divulgado nesta segunda-feira, 22, em evento alusivo ao Dia Mundial do Refugiado, que transcorreu no sábado, 20.

Conforme o MJSP, o refúgio é concedido para a pessoa que foi forçada a sair do país por fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social, opiniões políticas, ou por causa de grave e generalizada violação de direitos humanos. Enquanto tramita um processo de refúgio, pedidos de expulsão ou extradição ficam suspensos.

O refúgio tem diretrizes globais definidas e possui regulação pelo organismo internacional Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

No Brasil, a matéria é regulada pela Lei nº 9.474, de 22 de julho de 1997, que criou o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), e pela Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados, de 28 de julho de 1951.

O país receptor é obrigado a proteger contra a devolução ao país onde corre risco, além de dar acesso ao trabalho, educação, saúde, liberdade religiosa e à documentação legal.

Nacionalidades que mais pediram refúgio no Brasil em 2025

  • Cuba: 41.919 (55,4%)
  • Venezuela: 21.233 (28,1%)
  • Colômbia: 1.432 (1,9%)
  • Angola: 1.253 (1,7%)

Em um período mais amplo, de 2010 a 2025, um total de 551.072 imigrantes de 177 nacionalidades pediram refúgio ao Brasil. Por Estado, o maior volume de solicitações foi para Roraima (32%), São Paulo (26,5%) e Amapá (12,6%).

O estudo aponta que o maior volume de solicitações de refúgio no ano de 2025 tem relação com a retomada de fluxos em direção ao Brasil já verificados anteriormente para os anos de 2022 (50 355), 2023 (58.628) e 2024 (68.159), após um período de maiores restrições à mobilidade humana internacional em decorrência das ações impostas em virtude da pandemia de covid-19.

O aumento das solicitações de refúgio por cubanos também pode estar relacionado ao momento político e social vivido por Cuba. O país caribenho está com a economia debilitada e em um momento tenso na relação com os Estados Unidos.

Na semana passada, no entanto, o Parlamento de Cuba aprovou um pacote de reformas na economia. A reforma aproxima Cuba de uma economia de mercado e reduz o controle do governo. Quando entrar em vigor, o pacote vai abrir a economia para investimentos privados e estrangeiros nos setores de turismo, agricultura, imobiliário, bancário e cambial. Bancos estrangeiros poderão se instalar em Cuba.

Região Norte recebe mais

No ano passado, 52,4% das solicitações de refúgio decididas pelo Conare foram registradas nos Estados da região Norte. Os solicitantes para essa região tinham como origem, principalmente, Venezuela (13.125), Cuba (11.490) e Colômbia (524).

Roraima também foi a unidade da federação que concentrou o maior volume de solicitações de reconhecimento da condição de refugiado decididas pelo Conare, com 16.166 (32% do total), seguida por Amapá, com 6.372 (12,6%), e Amazonas, com 2.445 (4,8%).

A maioria dos pedidos atendidos pelo Conare (94,7%) foi por violação generalizada de direitos humanos. O maior grupo nessa categoria é o dos venezuelanos.

Mais homens solicitaram refúgio do que mulheres (55,9% contra 44%), e a maioria está na faixa etária dos 25 aos 40 anos (26 911 solicitantes).

Entre os cubanos, diferentemente, a maioria dos que pedem refúgio tem mais de 60 anos (67,8%).

Os trâmites são mais fáceis para países em que o Brasil reconhece que há grave e generalizada violação de direitos humanos, como nos casos de Venezuela, Síria e Afeganistão.

Diferente do refúgio, no caso do asilo, as garantias são dadas apenas após a concessão do benefício. Antes disso, a pessoa que estiver em território nacional estará em situação de ilegalidade

O asilo pode ser diplomático - quando o requerente está em país estrangeiro e pede asilo à embaixada brasileira - ou territorial - quando o requerente está em território nacional. Se concedido, o requerente estará ao abrigo do Estado brasileiro, com as garantias devidas.

flagrante

Médica veterinária é presa por suspeita de atear fogo no marido em Campo Grande

Durante discussão, ela jogou álcool e ateou fogo no homem, que teve 80% do corpo queimado e está internado, em coma e estado grave

22/06/2026 18h31

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Uma médica veterinária, de 42 anos, foi presa por suspeita de atear fogo no marido, um servidor público federal de 41 anos, nesta segunda-feira (22), em Campo Grande. Ele está em coma e o estado de saúde é considerado grave.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o homem deu entrada no Hospital Proncor com queimaduras em praticamente 80% do corpo.

No momento em que chegou ao hospital, ele estava consciente e informou a equipe de atendimento que sua esposa teria ateado fogo nele.

Pouco depois, a veterinária chegou ao local pedindo para vê-lo, mas não foi autorizada por funcionários da unidade, que a informaram que não estava em horário de visita. Temendo que a mulher retornasse, eles acionaram a Polícia Militar (PM).

Quando os policias chegaram ao local, foram informados pelo médico responsável pelo atendimento que a vítima apresentava queimaduras extensas e estado saúde grave. Ainda segundo o médico, em razão da gravidade das lesões, o diretor administrativo se encontra internado, em coma e sob cuidados intensivos.

Os policiais apuraram junto ao médico, com base em informações repassadas pela vítima antes de entrar em coma, que o casal teria iniciado uma discussão e a esposa teria atirado álcool 70% nele, ateando fogo em seguida. Não há informações sobre o motivo da discussão inicial.

A mulher ainda estava no local e foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Cepol).

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado pela Polícia Civil.

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