Cidades

GESTÃO NELSINHO TRAD

Juiz indefere pedido do MPE e valida contrato da prefeitura com o consórcio Guaicurus

Promotores alegavam que a licitação, em 2012, havia sido direcionada para favorecer empresários em troca de vantagens a agentes públicos

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Em decisão publicada nesta sexta-feira, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, indeferiu pedido do Ministério Público e manteve a validade da licitação e do contrato da prefeitura de Campo Grande e o Consórcio Guaicurus, assinado em dezembro de 2012.

O MPE alegava que a licitação havia sido fraudada para beneficiar quatro das cinco empresas que à época exploravam o serviço e que acabaram vencendo a disputa. Somente a empresa Serrana ficou de fora do novo consórcio, que foi formado pelas empresas Jaguar, Campo Grande, São Francisco e Cidade Morena, todas pertencentes ao mesmo grupo empresarial. 

 A ação exigia, ainda, que o contrato fosse suspenso e que a prefeitura contratasse emergencialmente empresas para prestarem o serviço por até um ano para dar tempo de realização de uma nova licitação. 

Desde 2017 o MPE de Mato Grosso do Sul e do Paraná investigam o contrato porque a “Operação Riquixá” apontou a suposta atuação de uma organização criminosa integrada por empresários e diversas prefeituras voltada à prática de crimes ligados ao direcionamento ilegal de concorrências públicas

Um colaborador, Marcelo Maran, informou que  que o esquema ilícito tinha início com a contratação pelo poder público de empresas que prestavam “auxílio” na confecção de editais de licitação, em especial das empresas LOGITRANS – Logística, Engenharia e Transportes Ltda., TURIN Engenharia Ltda. e ENGEVIAS, nesta prestação do serviço. 

Elas, de acordo com o MPE, incluíam cláusulas nos editais que na prática acabavam por direcionar o certame para a vitória de empresas patrocinadas pelo advogado Sacha Breckenfeld Reck, entre outros advogados. 

Ainda de acordo com a denúncia, estes advogados criaram uma espécia de “empresa fantasma” para participarem das licitações direcionadas, apenas para conferir aos procedimentos licitatórios uma aparência de licitude, sendo que tais empresas ofereciam propositalmente propostas comercialmente desfavoráveis, ou mesmo deixavam de atender a requisitos do edital, tudo para dar ar de legitimidade à vitória daquelas empresas previamente escolhidas.

Em contrapartida, vantagens eram repassadas por essas empresas beneficiadas a agentes públicos municipais envolvidos na suposta fraude. Na época, o prefeito de Campo Grande era Nelsinho Trad, que assinou o contrato cerca de uma semana antes de entregar o cargo para Alcides Bernal. 

O valor do contrato, válido por 20 anos, foi estimado em R$ 3,4 bilhões à época e os vencedores ofereceram R$ 10 milhões a título de outorga que pagariam aos cofres municipais. Hoje, porém, o consórcio alega que opera no vermelho e por isso é o poder público que está repassando dinheiro às empresas. 

O juiz  Ariovaldo Nantes Corrêa, porém, entendeu que as provas apresentadas pelo denunciante e pelo Ministério Público eram frágeis e por isso manteve a validade do certame. A decisão também foi baseada em laudos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Tribunal de Contas da União (TCU) atestando que as exigências legais foram cumpridas.

Ao tomar conhecimento da decisão, o advogado do consórcio, André Borges afirmou que “o consórcio sempre esteve seguro da plena legalidade da licitação e do contrato de concessão. Agora, espera agora a união de todos, em especial do poder público, visando sempre atender bem a população da Cidade Morena”.

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

16/10/2026 14h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Alerta para empresários

Golpistas usam nome de secretário para abordar empresas de Campo Grande

Mensagens falsas citam contratos públicos, CNPJs e matrículas funcionais para ganhar credibilidade e tentar obter contatos do setor financeiro

16/10/2026 13h31

Foto: Divulgação / Prefeitura de Campo Grande

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Empresas de Campo Grande estão sendo alvo de mensagens falsas pelo WhatsApp que usam o nome do secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araújo, para simular contatos oficiais sobre contratos administrativos e dados financeiros. O alerta foi divulgado nesta sexta-feira (16) pela Prefeitura, após a identificação de abordagens que utilizam informações de empresas e contratos públicos para transmitir credibilidade.

Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), os golpistas citam nomes de construtoras, números de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e identificações de contratos administrativos. As mensagens também fazem referência a matrículas funcionais e solicitam os contatos dos responsáveis pelo setor financeiro das empresas.

A estratégia é usar dados que parecem oficiais para convencer os destinatários de que a conversa é legítima. A partir dessa abordagem, os criminosos tentam estabelecer contato com pessoas que podem ter acesso a informações financeiras ou administrativas.

A administração municipal afirma que o secretário e os órgãos públicos não utilizam o WhatsApp para solicitar transferências bancárias, pagamentos, senhas ou documentos. A orientação é não fornecer dados pessoais, bancários ou informações internas da empresa sem confirmar a legitimidade do pedido.

A Prefeitura recomenda que qualquer solicitação atribuída à Sefaz seja verificada diretamente pelos canais oficiais do município. Mensagens suspeitas devem ser desconsideradas, especialmente quando envolvem pedidos de informações financeiras ou contatos de funcionários responsáveis por pagamentos e contratos.

Empresários e prestadores de serviço que receberem abordagens desse tipo devem evitar responder ou fornecer dados até confirmar a identidade do solicitante com a administração municipal

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