Cidades

Lei Maria da Penha

Julgamentos de violência doméstica dobram em um ano na Capital

Julgamentos de violência doméstica dobram em um ano na Capital

Gabriel Maymone

15/01/2014 - 18h00
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Um comparativo entre os dois últimos anos demonstra que em 2013 o número de sentenças de processos das Varas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande dobrou em relação ao ano anterior. Em 2012 foram sentenciadas 1.207 ações enquanto que em 2013 foram 2.700 julgamentos.

Segundo a juíza titular da 1ª Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Simone Nakamatsu, “as mulheres agredidas tem se mostrado mais persistentes nos processos, pois ficaram mais esclarecidas por causa da Lei Maria da Penha, conscientizando-se quanto à necessidade de responsabilização do agressor”.

Dentre as punições mais comuns, explica a juíza, os agressores são condenados a cumprir penas alternativas, mas a maioria dos acusados são punidos de acordo com o artigo 77 do Código Penal, que é exatamente a suspensão condicional da pena, na qual o agressor precisa seguir determinadas condições para se manter com o benefício.

O número de ações ajuizadas nas Varas de Violência Domésticas e Familiar contra a Mulher de Campo Grande caiu 5% no ano passado em relação a 2012. Enquanto que em 2013 foram 10.309 processos, no ano anterior a Justiça recebeu 10.872, 563 ações a menos. Já nos 10 primeiros dias de 2014, as duas Varas da Violência Doméstica da Capital receberam 269 novos processos.


 

temporal em IVINHEMA

"Mais louco" volta a usar caos para faturar views e atacar rivais

Dezenas de casas foram danificadas por temporal e logo cedo o prefeito Juliano Ferro gravou vídeo em uma delas. Em 2024 ganhou 190 mil seguidores nas cheias do RS

09/10/2026 13h15

Rajadas de vento chegaram a 79 km/h, segundo o CEMTEC, e provocaram série de estrados no sul de MS

Rajadas de vento chegaram a 79 km/h, segundo o CEMTEC, e provocaram série de estrados no sul de MS

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Um temporal danificou dezenas de imóveis na cidade de Ivinhema, cidade a 190 quilômetros ao sul de Campo Grande, e no distrito de Amandina na madrugada desta sexta-feira (9). E o prefeito Juliano Ferro (PL), que se identifica como “o mais louco do Brasil”, rapidamente aproveitou o cenário de caos para garantir adesão em suas redes sociais e para criticar rivais políticos.

Em 2024, durante as cheias no Rio Grande do Sul, o prefeito conquistou dezenas de novos seguidores após publicar dezenas de vídeos durante a catástrofe climática.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), a velocidade das rajadas de vento em Ivinhema atingiu 79 quilômetros por hora e a chuva durante a madrugada somou 31 milímetros. Ao longo da manhã, porém, a chuva voltou a cair.

E, logo nas primeiras horas do dia o prefeito youtuber, que tem mais dois milhões de seguidores nas redes sociais, gravou um vídeo em uma das casas destelhadas para informar que estava começando a tomar providências para socorrer as famílias.

Em meio às promessas de socorro, aproveitou para alfinetar a administração petista do Governo Federal. Dizendo ter certeza que receberia ajuda do governador Eduardo Riedel (PP), seu aliado político, disse que recentemente pediu ajuda ao Governo Federal e “infelizmente não nos atendeu”.

Antes de concluir o vídeo, que foi gravado sob chuva por sua equipe de assessoria, aproveitou o cenário para atacar aqueles que chama de seus críticos. “Não tô vendo nenhum crítico, nenhum filho da peste que fica falando tá aqui. Enquanto isso a gente tá aqui fazendo o movimento. Só sabem falar”. Confira: 

Logo nas primeiras duas horas o vídeo já estava com 137 mil visualizações, cerca de 9 mil curtidas, mais de 700 comentários, 300 compartilhamentos e mais de 50 salvamentos.

Embora em sua grande maioria elogiosos ao prefeito Juliano Ferro, os comentários seguiram o tom do discurso do prefeito. Dezenas deles criticando aqueles que ousam questionar o estilo administrativo do prefeito, ataques ao Governo Federal e discursos em defesa de Flávio Bolsonaro. As vítimas do temporal foram praticamente ignoradas pela maior parte dos seguidores do “mais louco”.

A estimativa inicial era de que pelo menos 40 casas tenham sido danificadas pelo temporal, sendo três delas, na zona rural, praticamente destruídas. A casa simples que serviu de cenário para mostrar que ele estava “no movimento” em meio à chuva teve o telhado completamente arrancado.

Esta não foi a primeira vez em que Juliano Ferro utiliza o caos para “faturar” nas redes sociais. Em 2024, em meio à catástrofe das cheias no Rio Grande do Sul, deixou a administração municipal e se juntou a um comboio de caminhonetes rebocando jet skis e foi a Porto Alegre ajudar nos resgates.

Lá, ficou hospedado em um salão de festas de um condomínio de alto padrão e aproveitou a comoção mundial para fazer dezenas de vídeos. A iniciativa turbinou ainda mais suas redes sociais. Antes da viagem, tinha 582 mil seguidores no instagran. Depois da iniciativa, obteve 190 mil novos “fãs”.

Na época, tinha em torno de 900 mil fãs em todas as redes sociais. Hoje, são mais de dois milhões. Em seu perfil, alimentado com ajuda de assessores, publica desde anúncio para rifas de veículos, vídeos motivacionais, detalhes de sua vida familiar e ações da prefeitura. 


 

HOSPITAL REGIONAL

Hospital adia sessões de quimioterapia e vira alvo de MP

Ministério Público encontrou estoque de medicamento zerado e tratamento oncológico suspenso por falta de medicamento

09/10/2026 12h21

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) virou alvo do Ministério Público do Estado (MPE) após adiar, e até suspender, sessões de quimioterapia de seus pacientes, devido a falta de medicamentos e insumos necessários para o tratamento.

A investigação iniciou com uma denúncia que indicou a falha nos atendimentos oncológicos. Com a apuração, o MPE realizou vistorias técnicas na unidade hospitalar, com o apoio do Núcleo de Apoio Especial à Saúde (Naes/MPE), para apontar o que causava a alteração no cronograma dos pacientes e encontrou estoques zerados.

Conforme os autos, além dos medicamentos que não possuíam estoque, alguns que ainda tinham era de cobertura reduzida, ou seja, durariam poucos dias a depender da quantidade de pacientes necessitados. E quanto aos processos para aquisição ou reposição foi constatado a existência, mas ainda estaria em andamento.

Apesar das supostas medidas adotadas, o MPE instaurou o Inquérito Civil para acompanhar a efetividade do abastecimento, por meio da 32ª Promotoria de Justiça.

O objetivo é prevenir que novos desabastecimentos aconteçam, de modo a não comprometer a continuidade do tratamento oncológico, uma vez que a constância nas sessões é crucial para a melhora dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O MPE ainda solicitou no inquérito que o hospital preste novas informações sobre o status dos estoques, bem como o andamento dos processos de aquisição dos medicamentos e medidas implementadas para evitar ocorrências parecidas.

Também foi solicitado o detalhamento de possíveis impactos nos atendimentos para os pacientes. O órgão agendou ainda uma reunião com representantes do HRMS e da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para discutir as soluções e evolução do caso.

O órgão ministerial reforça o direito constitucional da população a saúde, com o acompanhamento dos serviços públicos e adoção de medidas necessárias que garantam assistência aos pacientes na luta contra o câncer.

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