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entrevista

Juliana Zorzo fala sobre a Fundação de Cultura e os desafios na sua gestão

Juliana Zorzo fala sobre a Fundação de Cultura e os desafios na sua gestão

DA REDAÇÃO

19/04/2014 - 18h30
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Juliana Zorzo assumiu a Fundação Municipal de Cultura (Fundac) no início de abril. Com perfil mais ligado à administração, a vereadora do Partido Social Cristão afirma que o ponto mais importante no momento é “colocar a casa em ordem e definir estratégias para gerir a fundação”.

Entre suas expectativas estão a de democratizar ainda mais o acesso à cultura, com projetos que atinjam todas as regiões da Capital. Uma de seus primeiros sucessos foi a liberação de R$ 7 milhões que serão utilizados na construção de dois Centros de Artes e Esportes Unificados, nos bairros Noroeste e Parque do Sol.

Ela também pretende tirar a Fundac do endereço atual no centro da Capital para utilizar como sede o prédio da prefeitura localizado na Esplanada Ferroviária. “Gastamos R$ 6,8 mil com aluguel. Esse valor poderia ser revertido em ações culturais”, aponta.

Em entrevista ao Correio do Estado, Juliana descreveu mais a situação cultural na cidade e quais serão suas ações para melhorá-la.

CORREIO PERGUNTA Houveram críticas por você não ter um histórico de militância pela causa cultural. Gostaria de saber qual é a sua relação com a cultura e o que te levou à presidência da Fundac?
Juliana Zorzo Eu sempre fui uma pessoa muito interessada pela cultura de outros países e pelas artes em geral. Fui convidada pelo Prefeito Gilmar Olarte a assumir a pasta. Apesar de não viver da cultura, eu sou empresária e tenho uma visão de gestora. O meu objetivo é fazer com que a cultura chegue a todos os campo-grandenses. Queremos construir um projeto consolidado, que não viva apenas de eventos.

Quais foram os primeiros passos desde que assumiu?
Encontramos contas atrasadas, problemas com contratos, esse primeiro momento nos serviu a organizar a casa e fazer um planejamento prévio. Conseguimos destravar uma verba de R$ 7 milhões do Governo Federal para a construção de dois Centros de Artes e Esportes Unificados.

Com a aprovação do 1% para a Fundac, cerca de R$ 26 milhões serão destinados à pasta. Como isso será utilizado?
Esse 1% é para tudo. Nós já temos um custo operacional alto porque nós tomamos conta da sede, além de 180 funcionários. A Morada dos Baís, o Horto Florestal, entre outros espaços, são de nossa responsabilidade. O único fundo que não sai do 1% é o Fmic, todos os outros estão inclusos nesse valor. No entanto, trata-se de uma dotação orçamentária, ou seja, nós não temos esse valor em conta, ele é uma previsão. Contudo, nós nos deparamos em um momento complicado na arrecadação, que diminuiu muito esse ano.

Nesta semana houveram reuniões com o Colegiado de Audiovisual. Ficou acordado que a Fundac daria contrapartida de R$ 180 mil ao projeto da Ancine para produção de curtas-metragens.
Isso já foi levado ao gabinete do prefeito. Eles nos deram um sinal positivo em relação aos R$ 180 mil. A viabilidade desse orçamento está tramitando na Prefeitura. É algo muito interessante porque para cada R$ 1 oferecido pela Prefeitura, outros R$ 2 vem do Governo Federal. Não podemos perder esse investimento. Ainda não sabemos se vamos conseguir colocar todo esse valor, pode acontecer de ser um pouco menos.

A Orquestra Sinfônica enfrenta diversos problemas, como falta de músicos e estrutura adequada. Como você pretendem resolvê-los?
Primeiramente, estivemos junto ao prefeiro e conversamos sobre o acerto de contas que estão em atraso. O aluguel do prédio da banda e da orquestra está sem pagamento há um ano e três meses. Além disso, o local não é adequado para esse tipo de atividade, precisamos de salas amplas que possibilitem que todos ensaiem juntos. Pretendemos convocar músicos que tenham passado no último concurso. Atualmente, a orquestra tem oito concursados e oito contratados.

Quais projetos serão mantidos em sua gestão?
Estamos cuidando do Arraial de Santo Antônio que acontecerá na Praça do Papa. A Noite da Seresta e a Quinta Gospel também serão mantidos. A Quinta-Feira na Orla permanece. O que é de casa terá continuidade. Claro que alguns projetos que não são mais tão adequados ou que não atendem uma determinada região serão revistos. Temos boas expectativas. O Prefeito Gilmar Olarte faz questão de que tudo seja construído com os agentes da cultura e que o grande beneficiado seja o público.

Em relação às estruturas da cultura, como ficam o Centro de Belas Artes?
Retomando os trabalhos na próxima semana, vamos conversar com Semy Ferraz em relação ao espaço. Uma promessa que tivemos é de que o Deputado Federal Fábio Trad irá nos ajudar a finalizar a primeira etapa. Precisamos finalizar a obra e mobiliar o espaço, o que poderá ser feito a partir de emenda parlamentar. Posteriormente, teremos de terminar as outras etapas do centro.

E o Teatro do Paço Municipal?
Eu fui visitar o espaço na semana passada. A elétrica precisa ser refeita, tubulação de ar, são diversos detalhes. É uma demanda da Câmara Setorial de Teatro. Nós não queremos perder nenhum espaço.

Com a realização da Quinta Gospel, levantou-se uma polêmica sobre a relação entre religião e cultura.
Toda a música gospel, por lei em Campo Grande, é considerada manifestação cultural. Nós vamos tratar o gospel de acordo com a procura que ele tem. Todos os setores serão tratados dessa maneira. Atendemos todas as pessoas sem distinção alguma. Inclusive, recebemos o Julio Valcanaia, presidente da Diversidade Sexual da OAB-MS, que veio conversar conosco. Não estamos aqui para discriminar, mas para fazer o papel do poder público. 

Eleições 2026

Segundo turno: saiba como consultar local de votação para domingo

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

23/10/2026 19h00

Mulher votando nas Eleições 2026

Mulher votando nas Eleições 2026 Foto: Paulo Ribas

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral

O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Fontes oficiais

Mesmo que o eleitor tenha consultado o local de votação com antecedência, ele deve verificar novamente a informação no dia da eleição.

Outra dica é votar pela manhã, para ter mais tempo de se deslocar caso a seção eleitoral tenha mudado de lugar.

Além disso, é importante ficar atento. Nos últimos dias, têm circulado diversas mensagens em grupos de WhatsApp ou nas redes sociais com links não oficiais sobre locais de votação.

Educação

IFMS destina R$ 22 mil para criar e fortalecer empresas juniores nos dez campi

Recursos serão distribuídos em duas linhas de fomento, com auxílios de até R$ 2,5 mil por projeto; inscrições ficam abertas até agosto de 2027

23/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) vai destinar R$ 22 mil para incentivar a criação e o fortalecimento de Empresas Juniores ligadas aos cursos de graduação da instituição.

O recurso será distribuído entre os dez campi por meio de um processo seletivo aberto para estudantes e professores orientadores.

Do total, R$ 12 mil serão destinados ao fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas pelo IFMS. Nessa modalidade, poderão ser selecionadas até seis propostas, com auxílio de até R$ 2 mil para cada projeto.

Os outros R$ 10 mil serão destinados à criação de novas Empresas Juniores. Poderão ser aprovadas até quatro propostas, com repasse de até R$ 2,5 mil por projeto.

Os recursos poderão ser usados na compra de materiais de consumo, pagamento de taxas e contratação de serviços de terceiros. No caso das empresas já existentes, também será permitida a aplicação do dinheiro na regularização de pendências fiscais.

As Empresas Juniores são associações civis administradas por estudantes de graduação, voltadas ao desenvolvimento de projetos e serviços que contribuam para a formação acadêmica e profissional. A iniciativa também busca estimular o empreendedorismo e aproximar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação do setor produtivo.

Inscrições

As propostas devem ser cadastradas exclusivamente pelo Sistema Unificado de Administração Pública (Suap) até 31 de agosto de 2027.

O cadastro deverá ser realizado pelo professor orientador, responsável por apresentar informações sobre o projeto, integrantes da equipe, planos de aplicação e desembolso, além da documentação exigida pelo edital.

Para o fortalecimento de Empresas Juniores já reconhecidas, será necessário apresentar o Termo de Reconhecimento emitido pelo IFMS e o comprovante de inscrição e situação cadastral no CNPJ.

No caso de criação de novas empresas, entre os documentos exigidos estão o termo de compromisso dos estudantes, parecer da coordenação do curso autorizando a abertura e autorização para utilização de espaço físico e infraestrutura do campus.

Regras

O coordenador da proposta deve ser servidor docente do IFMS e dedicar entre cinco e oito horas semanais ao projeto. Também é necessário manter o currículo atualizado na Plataforma Lattes nos seis meses anteriores à inscrição e não ter pendências junto às áreas de ensino, pesquisa e extensão da instituição. Cada professor poderá apresentar apenas uma proposta.

A seleção será dividida em duas etapas. A primeira será eliminatória, com análise da documentação apresentada. Na segunda, as propostas serão classificadas de acordo com o mérito do projeto e o perfil do coordenador.

Entre os critérios de avaliação estão a organização da equipe, estratégias para garantir a sustentabilidade da Empresa Júnior, atendimento às demandas locais e regionais, formação empreendedora e utilização da infraestrutura tecnológica do campus. A nota final terá peso de 60% para o projeto e 40% para o currículo do coordenador.

O resultado provisório das inscrições deferidas será divulgado 10 dias após a submissão de cada proposta. Recursos poderão ser apresentados em até dois dias úteis. O resultado final será publicado quatro dias úteis depois.

Após a divulgação do resultado final, o Termo de Outorga deverá ser assinado em até 30 dias. O recurso será pago em parcela única na conta bancária cadastrada nos assentamentos funcionais do professor orientador.

Para os projetos de criação de novas Empresas Juniores, os estudantes deverão ainda providenciar documentos como estatuto social, atas de eleição e posse, CNPJ, cadastro tributário municipal e abertura de conta bancária.

Os projetos terão duração de 365 dias a partir da publicação do resultado final. O relatório parcial deverá ser apresentado após 180 dias de execução, enquanto o relatório final deverá ser enviado em até 60 dias após o encerramento do projeto.

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