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Justiça bloqueia R$263 milhões de grupo especializado em tráfico e lavagem de dinheiro

Organização criminosa foi alvo do cumprimento de mais de dez mandados de busca e apreensão hoje (20) e vem sendo investigada desde 2022

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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje (20) a Operação Ajura, pela qual bloqueou mais de R$ 260 milhões de reais de um grupo especializado no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, em Dourados.

Conforme a PF em nota, a 1ª Vara da Justiça Criminal Estadual de Dourados expediu um total de 12 mandados, que foram cumpridos em: 

  • Amambai (MS)
  • Dourados (MS) 
  • Ribeirão Preto (SP) e
  • Jardinópolis (SP).

Além das buscas e apreensões, a Operação resultou no bloqueio de bens e valores dos supostos envolvidos na organização criminosa, com quantias que giram em torno de R$263 milhões. 

Na mira da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul há anos, o grupo é investigado pelos supostos crimes de tráfico de entorpecentes e lavagem de capitais. 

Através do bloqueio dos R$ 263 milhões em bens do grupo, o intuito, segundo a PF, é "asfixiar o braço financeiro do crime organizado".

Grupo investigado

 Em complemento, a Polícia Federal esclarece que a Operação Ajura é fruto de "grandes apreensões" de cocaína que foram realizadas pela PF em Dourados, especificamente entre os anos de 2022 e 2023.  

Entre esses casos, destaca-se o carregamento de cocaína que foi encontrado com o apoio do Grupo de Operações com Cães (GOC-MS), em 15 de fevereiro de 2023. 

Na ocasião em questão, um homem de 33 anos foi preso, após os agentes encontrarem 446 kg de cocaína em seu caminhão Volvo/Fh12, no km 267, da BR-163. 

Esse semirreboque estava carregado com óleo vegetal, que precisou ser retirado para a confirmação da suspeita levantada pelos agentes caninos, com a ocorrência e carga posteriormente levados para a Polícia Federal em Dourados. 

 

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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