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Justiça bloqueia R$ 6 milhões e gado de propriedade investigada no Pantanal

Medidas foram autorizadas durante operação da Polícia Federal que apura incêndio em área superior a 4 mil hectares

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A Polícia Federal bloqueou cerca de R$ 6 milhões e tornou indisponível o gado de uma propriedade investigada por incêndio, grilagem de terras da União e falsificação de documentos públicos no Pantanal sul-mato-grossense. 

A medida foi determinada pela Justiça Federal em Corumbá durante a Operação Pecus Exploratio, deflagrada nesta quinta-feira (24).

A operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois em Corumbá, dois em Campo Grande e um no Rio de Janeiro. 

A ação investiga a possível relação entre as queimadas, a ocupação irregular de áreas públicas e a falsificação de documentos.

A PF apreendeu documentos e aparelhos celulares, que serão analisados para esclarecer o vínculo entre os investigados e identificar outras pessoas que possam ter participado dos crimes.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou nomes de investigados nem informou a realização de prisões. A investigação continua em andamento.

A perícia identificou que mais de 4 mil hectares de uma fazenda alvo da operação foram atingidos pelo fogo. Segundo a PF, o dano ambiental estimado é de aproximadamente R$ 140 milhões.

As investigações começaram depois que diligências identificaram a propagação de queimadas no Pantanal sul-mato-grossense. 

A corporação apura se o incêndio esteve relacionado à ocupação e à exploração econômica irregular de terras pertencentes à União.

A Justiça Federal determinou a indisponibilidade do rebanho existente na propriedade investigada. Também foi determinado o sequestro de valores mantidos em contas bancárias dos alvos, em um montante aproximado de R$ 6 milhões.

As medidas são cautelares e não representam, por si só, condenação dos investigados. Os documentos e celulares apreendidos serão submetidos a perícia, e o resultado poderá orientar novas diligências e eventuais medidas judiciais.

O que a Operação investiga

A PF apura suspeitas de crimes de incêndio, grilagem de terras da União e falsidade de documentos públicos. 

A grilagem consiste na ocupação ou apropriação irregular de terras, muitas vezes acompanhada da criação de documentos para tentar dar aparência de legalidade à posse ou à exploração da área.

A operação é conduzida pela Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, com medidas autorizadas pela Justiça Federal em Corumbá. A PF informou que novas informações poderão ser divulgadas após a análise do material apreendido.

"INFILTRADOS"

Alvo de buscas do Gaeco, delegado some e nem advogado sabe o paradeiro

Advogado afirma que Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa não está preso nem foragido e espera confirmação de eventual mandado de prisão para se entregar

24/09/2026 10h28

Delegado está envolvido entre suspeitos por desvio de droga em MS

Delegado está envolvido entre suspeitos por desvio de droga em MS Gerson Oliveira

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Alvo da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (24), o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa está em Campo Grande, mas não se encontrava em sua residência durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado no imóvel. A defesa afirma que ele não está preso nem foragido e que deverá se apresentar caso seja confirmada a existência de mandado de prisão.

Em coletiva, o advogado Hamilton Ferreira de Almeida disse que ainda buscava informações sobre a situação do delegado e não havia recebido confirmação sobre eventual ordem de prisão preventiva ou temporária.

“Eu sei que ele não está preso. Falaram que ele estava preso, publicaram, mas ele não está preso”, afirmou.

Hamilton confirmou que Hoffman permanece em Campo Grande, mas não revelou onde ele está. Segundo o advogado, a ausência do delegado da residência não significa que ele esteja foragido.

A defesa sustenta que, caso seja constatada a existência de uma ordem judicial de prisão, Hoffman deverá comparecer às autoridades. “Nem sei se ele tem prisão preventiva decretada. Se tiver, ele vai se apresentar”, declarou.

O advogado soube da operação após ser procurado pela família. Segundo ele, a esposa do delegado entrou em contato para informar que policiais estavam na residência cumprindo uma ordem de busca. Ela permanecia no imóvel durante as diligências.

Ainda na manhã desta quinta-feira, a reportagem constatou a presença de uma viatura do Gaeco e outra da Polícia Civil na residência do delegado.

Testemunhas relataram que técnicos de informática entraram e saíram do imóvel. Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual apreensão de computadores, celulares ou outros equipamentos eletrônicos.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), para cumprir 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

As investigações começaram em outubro de 2025 e, segundo o MPMS, apontaram a participação de integrantes das forças de segurança em um esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína.

Os investigadores apuram se parte dos entorpecentes apreendidos era omitida dos registros oficiais ou retirada de depósitos de delegacias. Posteriormente, a droga seria repassada a traficantes ligados ao grupo investigado e recolocada no mercado ilegal.

Até o balanço divulgado pelo Gaeco, haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

A defesa de Hoffman informou que continua buscando informações oficiais sobre a situação do delegado.

"INFILTRADOS"

Operação mira delegado e policiais por suposto desvio de droga em MS

Gaeco cumpre 26 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos

24/09/2026 08h30

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia Marcelo Victor

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Infiltrados, contra um esquema suspeito de desviar drogas apreendidas pelas forças de segurança em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Até o momento, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

Na residência do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, um dos alvos da Operação Infiltrados, a reportagem constatou a presença de uma viatura do Gaeco e outra da Polícia Civil durante o cumprimento das diligências nesta manhã.

Segundo testemunhas, técnicos de informática entraram e saíram do imóvel. Até o momento, não há informação oficial sobre eventual apreensão de computadores, celulares ou outros equipamentos eletrônicos no local.

Hoffman atuava na 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Antes, ele trabalhou na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros.

As investigações começaram em outubro de 2025, depois que elementos relacionados ao suposto esquema foram encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

Segundo o MPMS, o grupo investigado teria participação de integrantes das forças de segurança e atuaria principalmente no desvio de cocaína apreendida durante ocorrências policiais.

A investigação aponta duas formas de atuação. Em uma delas, parte da quantidade de droga efetivamente apreendida não seria registrada oficialmente. Na outra, entorpecentes seriam retirados diretamente de depósitos de delegacias.

Posteriormente, a droga desviada seria entregue a traficantes ligados ao grupo investigado e recolocada no mercado ilegal.

A suspeita é de que agentes públicos tenham utilizado o acesso proporcionado pelas próprias funções exercidas na segurança pública para viabilizar o esquema.

Operação Infiltrados

A ação desta quinta-feira conta com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Polícia Institucional do Ministério Público Federal.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), também acompanharam diligências realizadas na residência de uma advogada.

O nome “Infiltrados”, segundo o Ministério Público, faz referência à suspeita de participação de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao suposto uso das estruturas destinadas ao combate à criminalidade para a prática dos crimes investigados.

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.

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