Cidades

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Justiça condena advogado por reter dinheiro de cliente em Dourados

Advogado que recebeu mais de R$ 18 mil de indenização do DPVAT retém parte do valor da cliente por oito meses e só devolve após ser denunciado à polícia

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul reverteu a absolvição do advogado J.R.M.S e o condenou por apropriação indébita majorada, após ele ter se apropriado indevidamente de R$ 11.055,41, valor pertencente à J.A.T.B. O montante, obtido em uma ação de indenização do seguro DPVAT, foi retido pelo advogado durante oito meses, mesmo após insistentes pedidos da vítima. A decisão foi proferida de forma unânime pelos desembargadores da 3ª Câmara Criminal, com base em provas apresentadas no processo.


O Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça João Linhares Junior, foi responsável por recorrer da sentença absolutória proferida pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Dourados. Segundo o promotor, a decisão de absolvição ignorava um conjunto sólido de evidências, que incluía a narrativa detalhada da vítima, documentos que comprovavam o recebimento dos valores e testemunhos que confirmaram a conduta dolosa do advogado. Para o MP, não restavam dúvidas de que o réu se apropriou do dinheiro de sua cliente, valendo-se de sua condição de advogado.


De acordo com a sentença reformada, o advogado recebeu em novembro de 2021 o valor de R$ 18.580,53 referente à ação judicial, mas, ao invés de repassar o montante que cabia à cliente, retinha o dinheiro sob pretextos administrativos e desculpas infundadas. Somente em agosto de 2022, após a vítima registrar um boletim de ocorrência e acionar a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o advogado efetuou o pagamento, já com juros e correção.


A condenação impôs ao advogado a pena de 1 ano e 4 meses de reclusão, em regime inicial aberto, que foi substituída por restrições de direitos e multa. O relator do caso, desembargador Jairo Roberto de Quadros, destacou que o réu agiu com dolo evidente, invertendo a posse do dinheiro para tratá-lo como se fosse seu. Para o magistrado, o comportamento do advogado afrontou a ética profissional e os deveres previstos no Estatuto da Advocacia.


Embora o caso tenha sido decidido em segunda instância, o advogado ainda pode recorrer por meio de um recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, especialistas apontam que a elevada clareza das provas e a fundamentação detalhada da sentença tornam remota a possibilidade de reversão.


O promotor de Justiça João Linhares afirmou que a decisão do Tribunal de Justiça é bastante sólida e faz com que prevaleça a verdade apurada nos autos, durante a instrução criminal, que revelou a prática do crime e sua autoria, de tal arte que a condenação se impôs por unanimidade. Segundo Linhares, advogados que se apropriam de valores pertencentes a seus clientes conspurcam essa importantíssima profissão e afetam a confiança pública no próprio sistema de Justiça como um todo.

“A advocacia é belíssima e imprescindível. Sua honorabilidade há de ser sempre resguardada e observada no exercício do mister por quem a exerce. Mais do que condenar um advogado, o que se fez foi preservar a própria advocacia e proteger a vítima”, destacou. 

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Crime

Homem é condenado a mais de 4 anos por matar cinco filhotes em Campo Grande

Animais foram jogados em uma fossa no Aero Rancho após desentendimento familiar

30/08/2026 17h30

REPRODUÇÃO/TJMS

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Um homem foi condenado a 4 anos, 3 meses e 10 dias de prisão pela morte de cinco filhotes de cachorro em Campo Grande. Os animais foram jogados em uma fossa no fundo de uma residência no bairro Aero Rancho, em fevereiro de 2024, e não puderam ser resgatados.

A sentença foi proferida pela 8ª Vara Criminal de Campo Grande após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Além da pena de prisão, o réu deverá pagar 150 dias-multa e ficará proibido de manter a guarda de animais domésticos pelo mesmo período da pena.

Conforme a denúncia, o caso aconteceu depois de um desentendimento familiar. O homem teria lançado os cinco filhotes na fossa localizada nos fundos da casa da própria mãe.

Os animais ficaram presos no local e morreram sem possibilidade de receber socorro. Durante o processo, foram apresentados depoimentos de testemunhas, laudo pericial e outros elementos reunidos durante a investigação.

Na sentença, o juiz considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime e rejeitou os argumentos apresentados pela defesa. A decisão também reconheceu o agravamento da pena previsto na legislação ambiental quando os maus-tratos resultam na morte dos animais.

O magistrado destacou a crueldade da conduta, considerando que, depois de serem colocados na fossa, os filhotes ficaram impossibilitados de receber qualquer tipo de atendimento.

 

CAMPO GRANDE

Motorista passa mal no volante, invade loja de cosméticos e é socorrida

Loja estava aberta no momento do acidente e estilhaços de vidro atingiram funcionária

30/08/2026 16h30

Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado

Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado Foto: Paulo Ribas

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Mulher, de 55 anos, passou mal enquanto dirigia um Chevrolet Onix e invadiu uma loja de cosméticos, na tarde deste domingo (30), na esquina das ruas Palmácia e Anaca, bairro Moreninhas II, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a mulher sofreu um mal súbito, desmaiou no volante, perdeu a direção do carro e atingiu a loja.

A porta de vidro ‘explodiu’ e os estilhaços atingiram alguns funcionários. A loja estava aberta no momento do acidente. O neto, de 6 anos, estava no carro com a motorista, mas ele não se feriu.

A motorista e uma funcionária da loja precisaram de atendimento médico e foram encaminhadas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Moreninha.

Vários produtos foram danificados, como cremes, perfumes e maquiagem. Após o acidente, a loja ficou destruída e bagunçada, com itens no chão e estilhaços de vidro espalhados para todo lado.

Uma base de ferro, pertencente a porta, foi danificada e caiu na calçada. Ainda não se sabe o valor do prejuízo. A loja tem seguro.

 

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