Aluizio Pereira dos Santos, juiz presidente da 2ª Vara do Tribunal do Júri, condenou os réus Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, Rafael Mendes de Souza e Nicollas Inácio Souza da Silva, pelas mortes de dois adolescentes de 13 anos, no bairro Aero Rancho, em maio de 2024.
O crime planejado teve como mandante Kleverton da Silva, que está preso. De acordo com o Ministério Público do Estado (MPE), a ação criminosa foi motivada por disputa ligada ao tráfico de drogas e executada de forma deliberada em via pública.
A maior sentença ficou para o réu Nicollas Inácio, condenado a mais de 43 anos de reclusão, pelos crimes de tentativa de homicídio (10 anos) de Pedro Henrique e pelos dois homicídios com atenuante pela menoridade (30 anos) das adolescentes Aysla Carolina e Silas Ortiz. Além disso, foi também teve porte ilegal de arma de fogo (3 anos).
Kleverton fica condenado pela tentativa de homicídio de Pedro Henrique, em definitivo, à pena de 14 anos de reclusão.
Já Rafael foi condenado a 11 anos de prisão, pela tentativa de homicídio, receptação e posse irregular de arma de fogo.
João Vitor, um quarto réu, teve seu julgamento adiado devido ao fato do seu advogado ter tido um problema de saúde. O agendamento do acusado será remarcado para 2026.
George, um outro envolvido no caso, foi absolvido. Ele foi pronunciado por auxiliar, na medida em que ficou responsável por levar e buscar os três acusados referidos na residência, dando-lhes fuga em seu veículo de aplicativo.
As famílias de Aysla e Silas receberão uma indenização no valor de R$ 15 mil cada, a serem corrigidos monetariamente desde a data da decisão, e com juros de mora de 1% ao mês, contados da data do crime a serem pagos pelos acusados solidariamente.
Pedro Henrique também receberá uma indenização a título de dano moral ipso facto, no valor de R$ 5.000.
Noite do crime
Na noite de 3 de maio de 2024, por volta das 22h, na rua Flor de Maio, no bairro Aero Rancho, João Vitor, na garupa da motocicleta, conduzida por Nicollas, efetuaram disparos de pistola contra Pedro Henrique.
Na tentativa de escapar, a vítima correu em direção a um grupo de adolescentes que conversava na calçada. Mesmo assim, os réus prosseguiram com os disparos, resultando na morte de dois adolescentes. Ambos tinham 13 anos de idade.
Segundo confessou um dos réus na investigação, o grupo tinha plena consciência do risco de atingir pessoas inocentes, mas prosseguiram com a ação.
Na sentença, o juiz observou que os réus “agiram com frieza e desprezo pela vida humana” e que a execução ocorreu “em via pública e contra vítimas inocentes, o que abalou a tranquilidade social”.
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