Cidades

DECISÃO JUDICIAL

Justiça de MS atende prefeita e manda enfermagem suspender greve

Multa fixada em caso de descumprimento é de R$ 10 mil por dia

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) decidiu a favor da prefeitura de Campo Grande, determinando o imediato encerramento da greve da enfermagem deflagrada nesta segunda-feira (27). 

De acordo com a decisão, a greve é ilegal por não cumprir os requisitos mínimos da lei, embora o movimento grevista tenha sido avisado com três dias de antecedência e a greve decidida em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Campo Grande (Sinte/PMCG). 

No entendimento do desembargador, Paschoal Carmello Leandro, que assina a decisão, os serviços de saúde são de extrema importância para a cidade que a paralisação pode acarretar consequências para quem precisa do atendimento, podendo trazer prejuízos irreparáveis para pacientes que dependem da saúde gratuita. 

Além disso, um dos pré-requisitos para deflagrar greves quanto se trata de serviço considerado essencial, como a enfermagem, a categoria deveria estabelecer o mínimo de 30% do pessoal para que os atendimentos não fossem suspensos, conforme determina o Superior Tribunal Federal. 

O desembargador ainda fixou multa de R$ 10 mil por dia caso o sindicato mantenha o movimento grevista após a decisão. A decisão ainda determinou que não haverá prejuízo no pagamento dos servidores pelo dia não trabalhado. 

GREVE ILEGAL

Poucas horas após a deflagração da greve, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota) recorreu à Justiça para suspender o movimento grevista por parte da enfermagem da Capital. 

No processo, a prefeitura afirmou que a greve não é legal porque o Executivo já teria apresentado respostas para o que está sendo reivindicado, ou seja, a prefeitura já se posicionou sobre o adicional de insalubridade e plano de carreira; essas são as duas principais motivações do movimento. 

Contudo, a prefeita ainda alegou que não pode cumprir com o acordado e pagar o que é devido aos profissionais por estar impedida de realizar qualquer ato que aumente as despesas com pessoal, já que está quase atingindo o limite prudencial e, caso o ultrapasse, pode sofrer severas consequências.

Ainda no processo, Adriane afirmou que está pedindo o fim da greve para que não haja prejuízos ao atendimento da população, já que a saúde se trata de um serviço essencial, especialmente para urgência e emergência.

Justiça

AGU reitera ação para obrigar Discord a proteger usuários

Medidas propostas pela plataforma foram consideradas genéricas

21/09/2026 21h00

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias

Discord é uma plataforma social de mensagens instantâneas e VoIP que permite a comunicação por meio de chamadas de voz, videochamadas, mensagens de texto e mídias Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta segunda-feira (21) novo pedido à Justiça Federal, em Brasília, para que a plataforma Discord seja obrigada a efetivar medidas para proteger mulheres, crianças e adolescentes na internet.

Na petição, a AGU diz que a empresa apresentou uma proposta de conciliação genérica e insuficiente para resolver as falhas apontadas pelo governo federal.

"Dotada de caráter genérico, com exceções e condicionantes dos mais diversos, [a proposta] não é apta a debelar a gravidade dos problemas associados, com a urgência e extensão que a demanda exige", afirmou a AGU no novo pedido.

No início deste mês, o juízo da 14ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal deu prazo de dez dias para o Discord apresentar a proposta.

A decisão foi proferida após o governo federal entrar com a ação judicial para obrigar a adoção das medidas. Na ação civil pública, a AGU também pede a condenação da empresa por dano moral coletivo no valor de R$ 500 milhões. 

O Discord passou a ser cobrado pelo governo após a repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma. O episódio ocorreu em julho.

A plataforma foi consultada. O espaço está aberto para manifestação.

Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

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