Cidades

FALTA DE LICENÇA

Justiça determina interdição de casa de shows na Capital

Justiça determina interdição de casa de shows na Capital

Edivaldo Bitencourt

27/04/2012 - 00h00
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A Justiça determinou a interdição da casa de shows Santa Fé, que voltou a funcionar este mês após ficar com as atividades supensas por um ano. O juiz da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski, acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que instaurou inquérito após reclamação de vizinhos ao local por pertubação do sossego. A decisão ameaça o show da dupla Alex e Yvan, conhecidos como violeiros de Bodoquena, que se apresentam no local amanhã.

A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, após instaurar inquérito para apurar as denúncias em 2009, alegou que a casa de shows funcionava sem licença ambiental desde 2009, estava em região proibida pela Lei do Uso e Ocupação do Solo e desobedecia interdição, realizada em 17 de setembro de 2010, feita pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

No processo, a secretaria complicou ainda mais a situação da empresa ao indicar que a licença de funcionamento era para bar e não casa de shows. Os empresários teriam agido de má fé, conforme o despacho do juiz na concessão da liminar no dia 12 deste mês.

Leia mais no jornal Correio do Estado.

estragos

Governo federal reconhece emergência em cidade de MS atingida por chuva de granizo

Forte chuva de granizo causou diversos estragos em residências, plantações e estruturas públicas e deixou famílias desalojadas

10/06/2026 15h02

Telhado e forro do Cras cedeu durante o temporal

Telhado e forro do Cras cedeu durante o temporal Foto: Divulgação / Prefeitura de Deodápolis

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quarta-feira (10), situação de emergência no município de Deodápolis, afetados por forte chuva de granizo que causou diversos estragos no mês de maio.

Portaria que reconhece a emergência foi publicada no Diário Oficial da União.

A Prefeitura de Deodápolis decretou situação de emergência no dia 18 de maio deste ano, após a chuva de granizo causar diversos danos em residências, veículos, plantações e estruturas públicas do município.

Várias famílias ficaram desalojadas devido à danos em seus imóveis. Cerca de 200 casas foram danificadas e, na ocasião, escolas do município viraram abrigos para receber essas famílias afetadas.

O prédio onde funciona o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) teve a estrutura comprometida, com o telhado danificado e parte do forro de gesso cendendo, deixando o local sem condições de uso.

 prédio do Conselho Tutelar também sofreu danos devido ao temporal.

O trabalho de recuperação foi realizado em conjunto com a Defesa Civil Municipal e Estadual e equipes da Assistência Social, Administração, Planejamento, Finanças e Obras.

Com o reconhecimento da emergência pela União, o município poderá ter acesso a recusos federais para socorro, assistência humanitária, restabelecimento e recuperação de pequenas ou médias obras de infraestrutura.

Emergência

A situação de emergência ocorre quando um desastre compromete parcialmente a capacidade de resposta do poder público local.

De acordo com o MIDR, isso significa que o município ainda consegue atuar, mas precisa de apoio externo para enfrentar os danos e restabelecer serviços essenciais.

Para oficializar qualquer a emergência, o governo municipal ou estadual deve emitir um decreto e registrá-lo no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A solicitação é analisada pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) do MIDR, que avalia a necessidade do reconhecimento federal.

Caso aprovado, o município pode acessar recursos federais para a recuperação de áreas atingidas.

"buracos sem fim"

Mesmo preso, empreiteiro disputa contrato de R$ 196 milhões

Proprietário da Construtora Rial está detido desde o dia 12 de maio e nesta semana sua construtora entrou em duas licitações de tapa-buracos da Agesul

10/06/2026 14h20

Rua do Conjunto Rouxinóis tomada por buracos está sob responsabilidade de empreiteira cujo dono está na prisão

Rua do Conjunto Rouxinóis tomada por buracos está sob responsabilidade de empreiteira cujo dono está na prisão Gerson Oliveira

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Mesmo preso desde o dia 12 de maio por envolvimento em um suposto esquema de corrupção no serviço de tapa-buracos em Campo Grande, o empreiteiro Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa inscreveu sua empresa, a Construtora Rial, em duas licitações que juntas superam os R$ 196 milhões para o serviços de manutenção de rodovias com e sem asalto nas regionais de Camapuã e Ribas do Rio Pardo. 

A construtora Rial já tem contratos com a administração estadual para serviços de tapa-buracos nas regiões de Costa Rica e Três Lagoas. Agora, o Governo do Estado abriu licitações que prevêm investimento de até R$ 1,9 bilhão em 18 lotes diferentes de licitações em praticamente todas as regiões do Estado e o empreiteiro tenta manter parte do espaço  que já tinha.

Na segunda-feira (8) e nesta quarta-feira (10) ocorreu a entrega oficial de propostas de empreiteiras interessadas em participar da licitação de sete destes lote. Por conta dos altos valores, em torno de 40 empreiteiras chegaram a demonstrar interesse e pelo menos 30 estão efetivamente inscritas na disputa dos sete lotes cujas propostas foram recebidas até agora. 

Nesta quarta-feira (10), a Construtora Rial entrou na disputa com outras 22 empreeiteiras para fazer os serviços de tapa-buracos na rigião de Camapuão, onde já atua. A Agesul está disposta a pagar até R$ 97,5 milhões pelos serviços de tapa-buracos ao longo dos próximos três anos. O edital prevê que este contro pode ser prorrogado por até mais dez anos. 

Conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado, no dia 12 de fevereiro  o empreiteiro renovou, por R$ 9,9 milhões, contrato para fazer a manutenção de 417 quilômetros de estradas com e sem asfalto nesta mesma região. No edital de agora, porém, a área sob responsabilidade de quem vencer o lote 06 vai aumenar para 786 quilômetros de rodovias

Nesta semana ocorreu somente o primeiro passo da licitação. Agora os pregoeiros vão analisar a documentação e depois será feita a fase da proposta de preços. 

"Neste momento, para análise minuciosa dos documentos de habilitação apresentados pelas empresas participantes, suspendo a presente sessão. Posteriormente, será comunicado a data da nova sessão para prosseguimento do certame através da publicação no Diário Oficial do Estado. Reitera-se a importância da presença de todos na próxima sessão para o acompanhamento dos trâmites licitatórios", escreveu 

O passo inicial dos outros 11 lotes do pacote de R$ 1,9 bilhão está previsto para os dias 12 e 15 deste mês. Os sete lotes abertos até agora prevêem o pagamento de até R$ 748,7 milhões ao longo de três anos. 
Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa foi preso com outras seis pessoas a pedido do Ministério Público Estadual durante a operação "Buracos Sem Fim". De acorco com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

to são, em tese, exatamente para colocar um fim nos serviços de tapa-buracos, os quais foram o principal alvo da operação do Ministério Público desta terça-feira. 

No dia da operação também oi preso o , o pecuarista Antonio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, pai do empreitero. Mas, ao contrário do filho, ele conseguiu liberdade e está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. 

Outro detido e que segue na cadeia é o engenheiro Rudi Fiorese, que comandou a secretaria municipal de obras e que no dia da prisão comandava a Agesul, órgão estadual que agora está à frente do pacote de licitações. 

Na casa de Fiorese foram encontrados R$ 186 mil supostamente provenientes do pagamento de propinta. No mesmo dia também foi detido o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos de Campo Grande.  Em sua casa foram apreendidos R$ 233 mil em cédulas de Real e moeda estrangeira.

A empreitera Rial é reponsável pela pelos serviços de tapa-buracos de quatro das sete regiões de Campo Grande. Ele responde pelas regiões Bandeira, Imbirussu, Segredo e Anhanduizinho. A suspeita dos promotores é de que servidores da secretaria municipal de obras recebiam propina para fazer vistas grossas ao serviço que não é executado, o que explica a buraqueira em boa parte das vias da Capital. 
 

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