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Justiça determina obras emergenciais na ponte sobre o Rio Paraguai em Corumbá

De acordo com o MPMS, foram encontradas irregularidades que comprometem a estrutura, apresentando riscos de acidentes e ambientais, caso venha a colapsar

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A Justiça de Mato Grosso do Sul ordenou que o Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) realize intervenções emergenciais na ponte sobre o Rio Paraguai, localizada na BR-262, em Corumbá, a cerca de 420 quilômetros de Campo Grande. A decisão foi proferida pela 2ª Vara Cível da Comarca de Corumbá nesta quinta-feira (2). 

Se as medidas não forem adotadas, o Estado poderá ser penalizado com uma multa diária de R$50 mil. 

O magistrado reconheceu a gravidade das anomalias estruturais identificadas pela Defesa Civil de Corumbá e determinou uma série de ações a serem executadas em até 72 horas, como a instalação de sinalização reforçada, restrições ao tráfego de veículos pesados e fiscalização permanete de sobrecarga, utilizando balanças móveis ou outro método equivalente. 

Também foi ordenado o início imediato de obras para recuperação das juntas de dilatação e da pista de rolamento, com no máximo sete dias para apresentação de um relatório técnico detalhado das intervenções. 

Condições da estrutura

A ponte já enfrentava problemas estruturais há meses. De acordo com o Promotor de Justiça Pedro de Oliveira Magalhães, uma vistoria técnica da Defesa Civil Municipal, realizada em setembro deste ano, apontou deterioração crítica na estrutura da ponte. Entre os problemas, foram encontrados buracos e fissuras na pista de rolamento, vergalhões expostos, falhas nas juntas de movimentação, com ausência dos elastômeros em vários segmentos, e deslocamentos nas lajes da estrutura. 

Segundo o documento, essas condições comprometem a integridade da estrutura e representam risco iminente de acidentes, além de comprometer o ecossistema local, caso venha a desabar. 

O Estado alegou que a ponte está segura e que já existe um plano de recuperação com prazo de execução de 24 meses, mas o argumento foi considerado insuficiente, visto os riscos apontados pelo Ministério Público. Para o Judiciário, o cronograma estadual prevê ações relevantes apenas a partir do oitavo mês de execução, o que é "incompatível com a urgência da situação".

 

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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