Cidades

Cidades

Justiça extingue execução de dívida de R$ 17 milhões contra Jamilzinho

Ação foi ajuizada 2021, e superou o prazo de cinco anos previsto no Código Civil

Continue lendo...

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) proferiu, no último dia 18 de fevereiro de 2025, uma decisão unânime que reconheceu a prescrição de uma execução movida pela Companhia de Participações Immacolata Concezione contra Jamil Name Filho, julgamento que resultou na extinção da cobrança que ultrapassava os R$ 17 milhões. 

A tese apresentada pelo advogado de defesa de Jamilzinho se refere a um contrato de confissão de dívida de 2009, com o pagamento exigido em 2019 e, transferido à empresa credora, que ajuizou a cobrança somente em 2021. 

Inventário 

A decisão que extinguiu a execução milionária está atrelada à herança de seu pai, Jamil Name, falecido em 2021, e o bloqueio da herança, foi uma medida inicialmente determinada para garantir o pagamento da dívida.

A herança de Jamil Name foi estimada em R$ 38.292.046,41, e a decisão de penhorar a herança visava garantir que o valor fosse utilizado para quitar a dívida, já que os bens diretamente vinculados a Jamil Name Filho, como um imóvel de R$ 900 mil, não eram suficientes.

A penhora afetou tanto os bens de Jamil Name Filho quanto os do espólio de seu pai, incluindo bens ainda indivisos.

À época, a administração do espólio ficou sob tutela de Tereza Laurice Domingos Name, viúva de Jamil Name com a obrigação de assegurar a reserva dos valores até que a dívida fosse quitada.

Com a decisão favorável na execução, Jamil Name Filho poderá ter acesso a parte de sua herança, pois a penhora dos bens do inventário foi suspensa enquanto a dívida não for quitada.

A defesa de Jamil Name Filho foi conduzida pelo advogado João Paulo Sales Delmondes, que argumentou que o prazo prescricional havia sido superado. De acordo com a defesa, a prescrição deveria ser contada a partir do momento em que o imóvel relacionado à dívida estava livre de ônus e passível de ser exigido.

Esse marco ocorreu em 1º de julho de 2011, entretanto, a ação de execução foi ajuizada apenas em 2021, já fora do prazo de cinco anos previsto pelo Código Civil para a cobrança de dívidas desse tipo. 

A defesa de Jamil Name Filho alegou que a dívida já estava prescrita, já que o prazo de cinco anos para a cobrança expirou em 2016. O tribunal aceitou o argumento, considerando que o imóvel vinculado à dívida se tornou desembaraçado em 2011.

Como resultado, a penhora sobre seus bens e a herança foram liberadas, garantindo que ele não precisasse mais arcar com a cobrança milionária.

Assine o Correio do Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

Assine o Correio do Estado

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).