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NOVE MIL MORADORES

Justiça intervém e barra eleição no maior condomínio de Campo Grande

Pleito para o cargo de síndico do Condomínio Village Parati aconteceria neste domingo (23), porém ação judicial movida por um dos moradores a suspendeu

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Conhecido por ser o maior condomínio de casas de Campo Grande, o Village Parati teve sua eleição barrada pela Justiça sob alegação de irregularidades no processo eleitoral.

Atualmente, o síndico é Edson Pigosso Junior, mandato que vai até dia 31 de março e cargo que já ocupou de 2012 a 2016. De acordo com Marcos Paulo Ozorio Oliveira, um dos moradores do condomínio e autor da ação judicial, o síndico teria cometido “erros insanáveis” no processo eleitoral, como definido, em uma reunião formada apenas pelos seis candidatos aos cargos disponíveis, que a eleição ficaria sob responsabilidade da Departamento Jurídico e Administrativo do condomínio.

Nesta mesma reunião, foi definida a data da eleição, marcada para dia 23 de março, das 9h até 15h, do qual os moradores votariam para síndico, subsíndico comercial, subsíndico residencial e conselheiro fiscal, com prazo para candidaturas de 26 de fevereiro a 05 de março, outro ponto dito por Marcos como uma fuga das regras eleitorais que constam no regimento do condomínio.

Ainda, o autor do processo diz que, como não houve deliberação em assembleia geral, tais atitudes tornam o processo eleitoral “viciado e insanável”, principalmente pelo departamento jurídico do condomínio ter como representante um advogado de confiança do síndico.

Ao Correio do Estado, Edson, que recebe um salário mensal de R$ 6,8 mil (4,5 salários mínimos), afirmou que um administrador judicial irá conduzir a eleição e, provavelmente, deve voltar ao cargo, do qual ocupará por mais dois anos, ou seja, até 2027. 

Sobre Marcos, o síndico disse que o referido nunca se candidatou ou quis se candidatar ao cargo, mas que ele seria um “laranja” para outro interessado em assumir a função, mas que não pode se candidatar por não ter certidão negativa, ou seja, documento oficial que comprova a ausência de dívidas fiscais e tributárias ou mesmo pendências processuais em nome de um cidadão, algo exigido pelo condomínio.

Em captura de tela enviada à reportagem, o suposto interessado no cargo aparece em um grupo de moradores dizendo que “nossa ação já está conclusa para despacho, agora é só ter fé e acreditar que vamos poder colocar o meu nome no pleito”. Ainda, termina afirmando que vai buscar recursos em todas as áreas e diz em “fazer a melhor gestão de todos os tempos”, se tornando referência nacional. Confira a mensagem abaixo:

Fonte: Reprodução

“Utilizaram de um texto mau escrito de 10 anos atrás para basear um pedido e o juiz sem conhecimento do assunto da legislação condômino caiu nessa. Eu ainda não fui citado pela justiça, mas nem vou esperar ser. Decidi suspender a eleição e ser eleito numa eleição feita pela justiça”, disse Edson.

Diante dos fatos, a Justiça determinou a suspensão de edital eleitoral e determinou o reinicio do processo eleitoral com uma comissão definida em assembleia geral, seguindo a Convenção de Condomínio e o Regimento Interno Eleitoral. Ainda, a partir do próxima dia 1º, um administrador judicial será nomeado para dar sequência a eleição.

SAIBA

Hoje, o Village Parati conta com 2.256 casas (de 41 a 51 m²), sendo o maior condomínio horizontal do Brasil, além de ter 9 mil moradores, população maior do que em 23 municípios sul-mato-grossenses. A taxa do condomínio é de R$ 157,00 e, segundo o síndico, 83% pagam em dia, o que rende uma arrecadação anual de, aproximadamente, R$ 4 milhões. Cerca de 55 funcionários trabalham no local, alguns próprios e outros terceirizados.

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Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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