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Justiça manda subir tarifa de ônibus e pressiona prefeitura

Atualmente em R$ 6,17, a tarifa técnica pode sofrer um aumento de 26,25% a partir do fim de novembro, quando o prazo para defesa do Executivo se encerra

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Em meio a uma crise financeira, o Consórcio Guaicurus ganhou uma boa notícia que vem do Poder Judiciário. Decisão da primeira instância, em ação de execução, determinou que o município cumpra decisão já transitada em julgada que manda subir a tarifa técnica de ônibus para R$ 7,79.

O Município tem 30 dias para se manifestar da decisão do juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos.

O aumento da tarifa técnica do transporte põe ainda mais pressão sobre o poder público, uma vez que Prefeitura de Campo Grande e o governo do estado de Mato Grosso do Sul subsidiam a operação e estão inadimplentes no pagamento do subsídio.

Um aumento da tarifa técnica pode elevar ainda mais o valor a ser repassado como subsídio, ou então, fazer com que a prefeita Adriane Lopes (PP) tome a impopular medida de subir o preço da passagem paga pelo usuário.

O atraso no repasse do subsídio – R$ 9 milhões em débitos até a quarta-feira – levou o Consórcio Guaicurus a atrasar o vale (adiantamento salarial) de seus funcionários, o que gerou uma paralisação no sistema na manhã de quarta-feira.

A crise ainda não foi solucionada, e o Consórcio Guaicurus tenta negociar com governo do Estado e prefeitura o pagamento dos atrasados ou de parte deles.

Assim como informou o presidente da Câmara de Vereadores, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), os atrasos nos repasses estaduais somam cerca de R$ 6 milhões, enquanto a inadimplência municipal é de aproximadamente R$ 3 milhões.

Porém, em resposta às acusações de “caloteira”, a prefeitura negou que está em débito com a concessionária.

“A Prefeitura de Campo Grande informa que está rigorosamente em dia com todas as suas obrigações de pagamento com o Consórcio Guaicurus”.

“No que compete ao Município, todos os compromissos estão sendo cumpridos. A administração mantém diálogo constante com o Consórcio para buscar as melhores soluções e assegurar a continuidade e a qualidade do serviço, evitando prejuízos à população”, afirmou após a paralisação dos motoristas.

DECISÃO

Em agosto, como reportado pelo Correio do Estado, o juiz Marcelo Andrade Campos Silva, da 4ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos, já tinha determinado prazo de 15 dias para o Executivo municipal aumentar o valor da tarifa técnica em 26,25%, sob pena de R$ 200 mil por dia de descumprimento.

Exercendo seu direito, a prefeitura decidiu ingressar com um recurso, alegando que a decisão acarretaria em aumento excessivo nas despesas públicas anuais, saltando de R$ 34.160.000 para R$ 79.520.000 em gastos com a tarifa técnica, acréscimo de 132,79%.

“A elevação da tarifa para R$ 7,79 não reflete a realidade da prestação do serviço, podendo ensejar enriquecimento ilícito da concessionária em detrimento do interesse público. Dessa forma, evidencia-se que não há amparo legal ou judicial para o pleito do Consórcio em sede de cumprimento provisório, devendo ser rejeitada a sua pretensão, sob pena de causar indevida sangria aos recursos públicos municipais”, reforçou a prefeitura em sua defesa.

Mesmo diante deste argumento, o juiz decidiu por manter a vitória para o Consórcio, com prazo de 30 dias para o executivo municipal se manifestar sobre a decisão, assim como assegura os artigos 9 e 10 do Código de Processo Civil (CPC), conforme cita o magistrado em sua decisão.

É importante ressaltar que a tarifa técnica é o valor real da passagem e, por isso, é utilizada para calcular o subsídio concedido pela prefeitura e pelo governo do Estado para compensar as gratuidades, principalmente o Passe do Estudante.

Atualmente, o Município paga cerca de R$ 22,8 milhões por ano para a concessionária, enquanto o Estado repassa outros R$ 13 milhões. Seriam esses R$ 35,8 milhões que teriam um reajuste de 26,25%.

No caso da Capital, o repasse pode crescer para R$ 28,7 milhões, já o governo pode ter que destinar R$ 16,4 milhões ao consórcio.

O Correio do Estado entrou em contato com ambas as partes, Prefeitura de Campo Grande e Consórcio Guaicurus, para saber o posicionamento diante da decisão. Porém, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

GREVE?

A paralisação dos motoristas na quarta-feira ocorreu por causa do atraso no pagamento do vale de R$ 1,3 mil, que geralmente é depositado todo dia 20 do mês.

Três dias passados daquele que deveria ser o dia do pagamento, o valor ainda segue em atraso, pelo menos até o fim da tarde de ontem, como confirmou Demétrios Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU-CG).

À reportagem, ele também confirmou que uma assembleia geral, convocada para acontecer na segunda-feira, será determinante para definir se haverá ou não uma greve da classe, caso o vale não seja depositado até a data desta reunião.

“Estou aguardando uma resposta do Consórcio [Guaicurus] para saber se tem uma data definida para fazer o pagamento. Caso isso não aconteça até segunda-feira, está marcada uma assembleia aqui no sindicato para a gente deliberar com os trabalhadores se vamos parar. Então a gente tem até segunda-feira para aguardar esse pagamento”, disse Demétrios.

*SAIBA

O que norteou o processo do reajuste da tarifa técnica foi o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG) do transporte público de Campo Grande, firmado entre a prefeitura, o Consórcio Guaicurus e o Tribunal de Conta de MS.

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DOURADOS

Concurso com salários de até R$ 19 mil para médicos em hospital universitário é prorrogado

Serão ofertadas vagas para 60 especialidades médicas; interessados podem concorrer em hospitais de outras regiões do país

30/01/2026 18h30

As inscrições para o concurso público seguem abertas até o dia 5 de fevereiro

As inscrições para o concurso público seguem abertas até o dia 5 de fevereiro Divulgação

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O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) participa do concurso nacional da Rede Ebserh e oferece oportunidades em 60 especialidades médicas. O certame da estatal teve seu cronograma alterado e agora recebe inscrições até 5 de fevereiro.

Entre as especialidades previstas no certame para o HU-UFGD estão:

  • Anestesiologia,
  • Cardiologia,
  • Cirurgia Geral e diversas subespecialidades cirúrgicas,
  • Clínica Médica,
  • Coloproctologia,
  • Dermatologia,
  • Ginecologia e Obstetrícia,
  • Medicina Intensiva (Adulto e Pediátrica),
  • Pediatria e Psiquiatria

O concurso público terá prazo de validade de um ano, contado a partir da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período, conforme previsto em edital.

Além do HU-UFGD/Ebserh, outros hospitais universitários federais administrados pela estatal também participam do certame, com a previsão de mais de 150 vagas distribuídas em 96 especialidades médicas em todo o país.

O edital normativo está disponível para consulta no site da Ebserh e no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso.

Inscrições, provas e salários

As inscrições para o concurso público da Ebserh seguem abertas até às 23h59 do dia 5 de ferereiro e devem ser feitas, exclusivamente, pelo site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do certame. A taxa de inscrição é de R$ 180, com pagamento permitido até 6 de fevereiro.

As provas objetivas estão marcadas para o dia 29 de março e serão aplicadas simultaneamente em 42 municípios brasileiros, incluindo todas as capitais do país. A avaliação terá 60 questões de múltipla escolha, de caráter eliminatório e classificatório, além de prova de títulos.

Os salários iniciais variam conforme a carga horária: R$ 11.464,35 para jornada de 24 horas semanais e R$ 19.107,31 para 40 horas semanais. Os aprovados serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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CRIME

Homem é condenado a mais de 16 anos de prisão por estuprar a própria filha

Réu aproveitava-se do estado de saúde da esposa, que tratava de um câncer, para abusar da vítima; a denúncia surgiu após relato da adolescente à direção da escola

30/01/2026 18h00

O crime foi revelado após a direção da escola questionar a vítima sobre seus atrasos frequentes e a menina confidenciar que sofria abusos sexuais

O crime foi revelado após a direção da escola questionar a vítima sobre seus atrasos frequentes e a menina confidenciar que sofria abusos sexuais Divulgação

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Um homem foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável continuado contra a própria filha, após atuação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 68ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Segundo a denúncia oferecida pelo MPMS, os abusos ocorreram entre 2020 e 2025, período em que a vítima tinha entre 11 e 15 anos de idade. Ela relatou que toques inadequados começaram mais cedo, quando ainda tinha 9 anos.

O réu ameaçava a vítima psicologicamente e aproveitava-se de momentos em que a sua esposa estava dopada por medicamentos, em razão de um tratamento contra o câncer.

O crime só veio a ser revelado após a direção da escola questioná-la sobre seus atrasos frequentes e a menina confidenciar que sofria abusos sexuais. Ela explicou que os atrasos ocorriam porque a mãe a levava diariamente para a casa de uma tia para evitar que ficasse sozinha com o pai.

O Ministério Público requereu a condenação pelo crime de estupro de vulnerável, com agravantes por ser pai da vítima, pela continuidade dos atos e pelo contexto de relações domésticas. A Justiça acolheu a denúncia e sentenciou o réu à pena de 16 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado.

Além da pena, o réu deverá pagar uma indenização de R$ 5 mil à vítima por danos morais e teve decretada a perda do poder familiar sobre a filha.

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