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Justiça mantém prisão de policial por venda de muamba

Augusto Galvão teria se valido do cargo de investigador de polícia civil para vender cigarros eletrônicos e receber R$ 130 mil em propina

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A Justiça Federal decidiu manter a prisão do investigador da Polícia Civil Augusto Torres Galvão Florindo, detido em flagrante na cidade de Três Lagoas em novembro do ano passado enquanto recebia  R$ 130 mil em propina para facilitar o contrabando de "muamba"dentro do Estado.

A decisão proferida pela juíza Franscielle Martins Gomes Medeiros e publicada em diário oficial nesta sexta-feira (9), destaca que a liberdade do policial representa “claro, concreto e perigoso risco à ordem pública”, especialmente em razão do cargo que ocupava à época, além do risco de reiteração criminosa.

A prisão preventiva de Augusto foi decretada ainda na audiência de custódia com a finalidade de salvaguardar a ordem pública. Segundo a magistrada, o fato de o investigado ser policial civil agrava o cenário, pois há elementos concretos indicando "continuidade delitiva."

“O que se extrai dos autos é que a colocação em liberdade de Augusto Torres Galvão Florindo acarreta, sim, claro, concreto e perigoso risco à ordem pública”, afirmou a juíza na decisão.

A defesa sustentou que o oferecimento de denúncia apenas pelo crime de corrupção passiva, considerado menos grave do que os delitos inicialmente investigados (como organização criminosa e lavagem de dinheiro), além da mudança do juízo competente, configuraria um novo cenário jurídico. O argumento, no entanto, não foi acolhido pelo Judiciário.

De acordo com a denúncia, Augusto teria se valido do cargo de investigador de polícia civil para vender cigarros eletrônicos supostamente “apreendidos” com o ex-guarda municipal  Marcelo Raimundo da Silva. A magistrada destacou que há indícios de que essa apreensão não ocorreu durante uma ação policial regular, mas de forma clandestina.

“Se clandestina, como o limitado panorama processual sugere, está-se diante de indivíduo propenso a desvirtuar completamente a finalidade do cargo de investigador de polícia civil, dele se valendo para satisfazer interesses pessoais e praticar crimes”, registrou a juíza.

Ainda conforme os autos, parte do dinheiro apreendido com o policial no momento do flagrante, realizado em um supermercado na Avenida dos Cafezais, seria proveniente do acerto pela venda da mercadoria, dinheiro repassao pelo ex-guarda municipal Marcelo Raimundo da Silva.

Ouvido após a prisão, Augusto relatou que havia outros R$ 20 mil em seu veículo, dinheiro que seria entregue a Marcelo para a compra de telefones celulares, principalmente iPhones, no Paraguai, fator que para a juíza reforçam a suspeita de envolvimento dele com contrabando.

Paralelamente à prisão, à época dos fatos, o Governo de Mato Grosso do Sul publicou no Diário Oficial Eletrônico o afastamento compulsório de Augusto Torres Galvão Florindo do cargo de investigador de polícia judiciária. Ele estava lotado na Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos (Garras) e permanecerá afastado enquanto durar a prisão preventiva.

A portaria administrativa também determinou a suspensão das senhas e logins de acesso a bancos de dados institucionais, como Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) da Polícia Civil e Infoseg, além da suspensão de férias. Além disso, sua arma de trabalho, carteira funcional e outros bens pertencentes ao patrimônio público foram recolhidos.

As prisões ocorreram após denúncia anônima informando que uma mulher sacaria grande quantia em dinheiro para pagamento de propina a um policial. A partir disso, a PF identificou histórico de registros criminais ligados a contrabando e descaminho.

MPMS

Durante as investigações apurou-se que a esposa de Augusto é a promotora Luciana Moreira Schenk, que atuou por quase uma década, no grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep/MS). O órgão tem objetivo atuar diante da prática de ilegalidades, abuso de poder ou de omissões dos integrantes das forças policiais e equiparados, promovendo a responsabilização, nas esferas civil, administrativa e criminal.

Após repercussão, a Associação Sul-Mato-Grossense dos Membros do Ministério Público (ASMMP) divulgou nota expressando apoio integral à ela. No texto, a entidade repudiou publicações que associaram o nome da promotora ao crime praticado pelo marido e afirmou que o conteúdo gerou comentários ofensivos, alguns em “potencial caráter criminoso”.

Saiba*

Na ocasião, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, reconheceu que a situação não é isolada e que há procedimentos internos em andamento na Corregedoria da Polícia Civil para apurar possíveis desvios de conduta.

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Rede Municipal de Ensino

Em dois dias, 8,5 mil novos alunos se matricularam na rede municipal

O número de novos alunos corresponde a 40% da meta da Semed para 2026

09/01/2026 18h15

40% das vagas na REME já foram preenchidas

40% das vagas na REME já foram preenchidas FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O período de matrícula na Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande iniciou na última quinta-feira (8) e já registrou 8,5 mil novos alunos. 

Esse número é o equivalente a 40% da meta de 20 mil novos alunos na Rede para o ano de 2026, estabelecido pela Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

Atualmente, a REME tem capacidade para atender 112 mil alunos. Destes 92 mil já garantiram a vaga nas escolas para este ano através da rematrícula, que aconteceu até o dia 12 de dezembro de 2025. 

As 20 mil vgas restantes, foram destinadas a novos alunos da Capital. 

Segundo a Semed, a preferência das famílias tem sido pelo atendimento online. Das 8,5 mil matrículas, apenas 650 foram feitas por atendimento presencial na Central de Matrículas, o que mostra que o sistema online tem funcionado de forma estável, segundo a Secretaria. 

A maior procura é para as crianças nos primeiros níveis escolares. Metade das inscrições é para alunos do Grupo 4 (para crianças de quatro a cinco anos) e para o 1º ano do Ensino Fundamental.

Como fazer a matrícula

Para realizar a matrícula é necessário que o solicitante acesse o site https://matricula.campogrande.ms.gov.br/ e preencha os dados do aluno que irá ocupar a vaga.

No site, é possível indicar três unidades de ensino da preferência pessoal, que será escolhida para o aluno baseada nos critérios de disponibilidade da unidade e proximidade da moradia do estudante.

O período é para novas matrículas do Ensino Fundamental e EJA, e as vagas serão definidas e divulgadas no dia 21 de janeiro pela Secretaria Municipal da Educação.

Nas EMEIs, para a educação infantil, é necessário fazer o cadastro no banco de dados da Semed e acompanhar as informações por meio da área do candidato, em que terá detalhes sobre as vagas disponíveis nas unidades escolares do município.

A primeira lista foi divulgada em 3 dezembro e a efetivação aconteceu entre 3 e 12 de dezembro de 2025.

As aulas terão início em 5 de fevereiro, mas a Rede Municipal já está em serviço com atendimento ao público, e durante o mês de janeiro com matrículas e organização das turmas e salas.

A REME alerta para algumas dicas importantes:

  • Atenção aos dados: O sistema não permite editar informações depois de finalizar o cadastro. Se houver erro, é necessário cancelar e fazer uma nova inscrição.
  • Transferências: Quem deseja mudar de uma escola municipal para outra também deve fazer o pedido pelo site.
  • Efetivação: Após o dia 21 de janeiro, os pais devem ir até a escola indicada com os documentos (originais e cópias) para assinar o requerimento e garantir a vaga.

Se houver dificuldade com a internet ou perda de senha, os canais para contato são pelo telefone 0800 615 1515 ou através do site matricula.campogrande.ms.gov.br.

*Colaborou Noysle Carvalho

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Trânsito na Rachid Neder é liberado após obras serem finalizadas na avenida

As placas da via se soltaram devido ao forte temporal que atingiu Campo Grande na última terça-feira (6)

09/01/2026 18h00

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A recomposição do asfalto na Avenida Rachid Neder foi finalizada na tarde desta sexta-feira (9). Com isto, o trânsito está liberado no trecho entre as ruas Pedro Celestino e Rui Barbosa. A força da enxurrada durante o temporal registrado na última terça-feira (6) causou estragos em várias áreas da Capital, inclusive nesta via que já encara problemas com chuvas fortes há algum tempo.

Em 14 de novembro do ano passado, também após tempestades, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e “em pedaços”, situação parecida com a que ocorreu no último temporal.

Os trabalhos para reconstituir o pavimento iniciou logo após a chuva, com limpeza da pista e a remoção das placas de asfalto que se soltaram. Antes da aplicação da nova capa asfáltica, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) executou um serviço de manutenção em toda a extensão da avenida, resultando no fechamento de 260 buracos.

Para a restauração completa do trecho afetado, foram utilizadas aproximadamente 60 toneladas de massa asfáltica. 

Com a conclusão da obra e a retirada da sinalização de interdição, o fluxo de veículos na região segue normalizado. As equipes da Sisep permanecem na região para atender outras demandas remanescentes do período de chuvas na Capital.

Pedido ao governo federal

A Prefeitura de Campo Grande refez o pedido ao governo federal para que fosse incluso no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) o projeto que prevê R$ 80 milhões para uma solução parcial ao problema de enchentes na Avenida Rachid Neder.

A Prefeitura de Campo Grande já havia solicitado o recurso em 2023, na época do lançamento do Novo PAC, para serem investidos na margem direita do Córrego Segredo.

Segundo Marcelo Miglioli, titular da Sisep, a obra seria feita na Rua Corguinho, mas resolveria parte do problema, já que a margem esquerda do Segredo ainda ficaria para um futuro. Somando as duas margens, o projeto totalizaria R$ 200 milhões, verba que o secretário afirma ser mais difícil de conseguir.

“É um problema complexo, é uma drenagem muito antiga, muitos condomínios foram abertos naquela região desde que essa drenagem foi feita e quando acontece uma tromba d’água como a de ontem [terça-feira] a tubulação não aguenta. A obra que solicitamos é na [Rua] Corguinho, mas com a margem esquerda fica R$ 200 milhões. Sabemos da dificuldade de conseguir esse montante, então se conseguirmos os R$ 80 milhões já resolve parte do problema”, alega o secretário.

Conforme o titular da Pasta de obras, o projeto também foi apresentado à bancada federal, porém, eles optaram por outros projetos, que preveem asfalto novo em outras regiões da cidade.

“Todo mundo é conhecedor desse problema, mas a bancada fez a opção de colocar R$ 100 milhões para novas pavimentações. Eles não estão errados. Campo Grande tem problemas muito grandes que necessitam de muito dinheiro, o que a prefeitura não tem neste momento”, explicou Miglioli ao Correio do Estado.

*Colaborou Daianny Albuquerque

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