Cidades

VENDA DE VAGAS

Justiça nega liminar a advogados envolvidos em fraude milionária do Fies

Dono de universidade que vendia vagas foi eleito Homem do Ano em MS

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Advogados Carlos Augusto Melke Filho e João Pedro Palhano Melke tiveram o pedido de suspensão de medidas cautelares decretadas no âmbito da Operação Vagatomia negado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Ambos são sócios do escritório que atende a Universidade Brasil e suspeitos de participarem de suposto esquema de comercializações vagas para o curso de Medicina e fraudes de R$ 500 milhões no Financiamento Estudantil do Governo Federal (Fies).

Carlos Augusto Melke Filho é diretor do Lide MS - Grupo de Líderes Empresariais em Campo Grande, que, no ano passado, elegeu o reitor da Universidade Brasil, José Fernando Pinto Costa, como o primeiro "Homem do Ano de Mato Grosso do Sul". José Fernando Pinto é acusado de ser um dos maiores beneficiários pela crise do Fies  e foi preso no dia 3 de setembro.

Operação Vagatomia foi deflagrada pela Polícia Federal no início deste mês e foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos advogados, como suas residências e escritórios profissionais, sendo apreendidos celulares e computadores. 

Na ocasião, a Justiça Federal indeferiu pedido de prisão preventiva dos advogados, mas decretou a indisponibilidade de bens e outras medidas cautelares, como impedir os advogados de entrarem em seus escritórios pelo prazo de dez dias, proibição de sair do País ou da comarca de residência sem autorização judicial, entre outros.

A defesa de Carlos e João Melke impetrou um mandado de segurança, com pedido de liminar, para suspender os efeitos das medidas cautelares e as ordens de bloqueio de bens e de quebra de sigilo de dados e comunicações, além da concessão definitiva de ordem para cassar a decisão que determinou as buscas em desfavor dos advogados.

Segundo a defesa, os advogados não tiveram acesso à decisão judicial durante as diligências da operação e teria sido negado a eles a comunicação com qualquer outra pessoa, incluindo advogados.

No pedido, ambos alegam que tiveram seus instrumentos de trabalho recolhidos, sendo computadores e celulares, que possuem dados de outros clientes, que seria uma ofensa ao direito líquido e de inviolabilidade dos instrumentos de trabalho", além de ficarem sem dinheiro por conta da apreensão dos valores que tinham em espécie e do bloqueio de bens.

Dessa forma, eles sustentam que as medidas determinadas são "atentatórias ao livre exercício profissional" e que houve agressão à liberdade individual e a dignidade.

Na decisão, o desembargador Paulo Fontes, do TRF-3, afirma que o instrumento mais adequado para impugnar as medidas cautelares seria o habeas corpus e recebeu o feito dessa forma. Ele considerou que, na decisão que deu origem a operação, juiz relatou que os advogados "integrariam o núcleo jurídico da estrutura da organização criminosa" e que "são muito fortes os indícios de prática de fatos típicos penais praticados pelos advogados". 

A representação sustenta ainda que João Palhano Melke e Carlos Augusto Melke Filho "na realidade fazem parte da organização criminosa, inclusive coordenando ativamente fraudes e falsificação de informações prestadas ao Ministério Público Federal, Poder Judiciário e Ministério da Educação", indicando que eles teriam atuado em cados de obstrução da justiça e falsidade ideológica. 

"São assim, em cognição sumária, também responsáveis pelo enorme prejuízo à coletividade que terá de lidar com médicos sem preparo e pelos milionários desfalques aos cofres públicos em atuação que extrapolou a regular defesa de seus clientes, pelo que seus bens devem ser indisponibilizados como forma de permitir a reparação futura dos cofres públicos", adverte o texto.

Dessa forma, o desembargador manteve as medidas cautelares determinadas pelo juiz federal. "Se há ilicitude e culpabilidade, discutir-se-á em momento oportuno, mas a materialidade e a autoria dos fatos típicos de falsidade ideológica e obstrução de Justiça está fortemente indiciada", registrou Fontes, acrescentando que, em análise preliminar, não verificou a presença de requisitos para a concessão do pedido de liminar. 

Conforme o desembargador do TRF-3, a decisão está devidamente fundamentada em elementos das investigações e não há ilegalidades nas medidas cautelares, sendo a proibição de entrarem no escritório provisória, pelo prazo de dez dias, e o afastamento das funções considerada medida comum e a imposição justificada pelo prática de irregularidades cometidas pelos advogados. 

"De acordo com o que foi relatado, os impetrantes são investigados no bojo da Operação Vegatomia e se valiam da profissão de advogados para instruir os demais envolvidos na organização criminosa". Não vislumbro, portanto, qualquer constrangimento ilegal a ser reconhecido", diz o desembargador ao indeferir a liminar. 

DEFESA DISCORDA

Advogado criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende a dupla, afirmou, em nora, que respeita o desembargador, mas entende que a decisão não corresponde ao melhor direito.

"Nitidamente a decisão do juiz de primeiro grau contrariou preceitos legais dentre os quais os que dizem da inviolabilidade dos escritórios de advocacia, do sigilo dos documentos lá guardados, bem como a própria Constituição Federal protege o exercício da profissão que em verdade é uma proteção aos direitos da cidadania. O estatuto da advocacia é lei federal e contém todas estas normas que garantem o livre exercício profissional. Desta forma, sendo a decisão dada em caráter provisório esperam os impetrantes que o julgamento do mandado de segurança, hoje transformado em habeas corpus, reconheça o direito dos advogados e anule a decisão de primeiro grau", diz a nota. 

9 de abril

Show do Guns N' Roses restringe tráfego na BR-262 entre Ribas e Campo Grande

Carretas bitrem estarão proibidas de circular para evitar acidentes e engarrafamentos no entorno do autódromo

01/04/2026 11h00

BR-262, KM 316, próximo a Campo Grande

BR-262, KM 316, próximo a Campo Grande Gerson Oliveira

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Show do Guns N’ Roses promete agitar a noite de 9 de abril de 2026, no Autódromo Internacional Orlando Moura, em Campo Grande.

A atração é considera inédita na capital-sul-mato-grossense: 30 mil ingressos foram vendidos. Pessoas de várias cidades do interior, estados e até mesmo países vizinhos organizam excursões para assistir o show.

Para evitar acidentes e engarrafamentos no entorno do autódromo ou até mesmo na rodovia próxima, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) restringiu o tráfico de carretas bitrem, no dia 9 de abril, quinta-feira, das 12h às 22h, na BR-262, do KM-233 ao KM-328, entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande.

“Reforçamos que no Mato Grosso do Sul só haverá restrição de trânsito no período de Fim de Ano e exclusivamente no dia 09 de abril de 2026, no trecho da BR-262 do km 233 ao 328, das 12h às 22h, devido ao evento que deve ocorrer no Autódromo de Campo Grande”, informou a PRF por meio de nota enviada à imprensa.

Carreta bitrem é um veículo de transporte pesado composto por um cavalo mecânico e dois semirreboques acoplados em série, onde o segundo semirreboque se conecta ao primeiro por meio de uma quinta-roda na traseira.

Geralmente, o comprimento do bitrem padrão (7 eixos) é de 19,80 metros e peso de 57 toneladas. Já o bitrenzão (9 eixos) tem comprimento de 30 metros e peso de 74 toneladas.

Caminhoneiros que forem pegos transitando em local e horários proibidos terão de pagar multa de R$ 130,16 e levarão quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o que equivale a infração média. Além disso, o veículo será retido (parado) pela fiscalização até o término do horário de restrição.

O SHOW

Show do Guns N’ Roses ocorrerá na noite de 9 de abril de 2026, no Autódromo Internacional Orlando Moura, em Campo Grande.

A atração é considera inédita na capital-sul-mato-grossense: 30 mil ingressos foram vendidos, se aproximando da capacidade máxima do espaço, estimada em cerca de 40 mil pessoas.

Estima-se que 70% do público vem de fora de Campo Grande: fãs de várias cidades do interior, estados e até mesmo países vizinhos organizam excursões para assistir o show.

A atração promete lotar a cidade de turistas, movimentar bares e restaurantes, aquecer o comércio e gerar empregos temporários.

Setores como hotelaria, gastronomia, transporte e entretenimento devem sentir os efeitos positivos da movimentação turística impulsionada pelo evento.

O espetáculo em Campo Grande faz parte da nova turnê mundial da banda, intitulada Because “What You Want and What You Get Are Two Completely Different Things". Liderado por Axl Rose, Slash e Duff McKagan, o grupo promete trazer um repertório que atravessa décadas e reúne alguns dos maiores clássicos da história do rock.

Entre as músicas que costumam integrar as apresentações da banda estão sucessos como Sweet Child O’ Mine, Welcome to the Jungle, Paradise City e November Rain – canções que marcaram gerações e ajudaram a consolidar o grupo como um dos maiores nomes do rock mundial.

Fundada em Los Angeles no final da década de 1980, a banda conquistou fama internacional com uma sonoridade que mistura hard rock, blues e influências do punk, além de performances conhecidas pela energia e intensidade.

Gameleira

Presídio da Capital lidera índices de internos em atividades laborais

São quase mil detentos que exercem funções dentro e fora da unidade prisional

01/04/2026 10h15

Centro Prisional da Gameleira lidera o número de internos em atividades laborais

Centro Prisional da Gameleira lidera o número de internos em atividades laborais Divulgação/TJMS

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O Centro Penal Agroindustrial da Gameleira tem se tornado referência no país por concentrar o maior número de presos trabalhando, são no total 990 internos que prestam serviços para uma rede ampla de convênios firmados com instituições públicas e privadas.  

Os detentos exercem diversas funções com empresas parceiras e atuam nos setores de construção civil, redes de supermercados, em universidades públicas, hospitais públicos, Sistema Sesc/Senac, além de também trabalharem no Poder Judiciário, Poder Executivo Estadual e no Conselho da Comunidade local.  

Do total de trabalhadores, uma parcela ainda trabalha remuneradamente, podendo receber ao equivalente à um salário mínimo, cerca de 783 detentos recebem o auxílio. 

O trabalho realizado dentro da unidade prisional, também traz impactos positivos na sociedade. Um exemplo claro disso é a padaria industrial, que fica na unidade e foi construída com recursos oriundos do próprio trabalho dos internos. 

O trabalho realizado na padaria tem como destino à doação e já ultrapassou a marca de 1,5 milhão entregues de pães entregues a entidades assistenciais, com apoio logístico do Sesc, por meio do programa Mesa Brasil. 

Dados de 2025 da 2ª Vara de Execução Penal, mostram que os internos da Gameleira somam mais de 155 mil dias trabalhados no total, resultando em mais de 52 mil dias de remição da pena. 

A conta para receber redução na pena é bem simples, a cada três dias trabalhados, reduz um dia na pena final do interno. 

Para o detento estar apto para realizar essas atividades, ele tem que cumprir alguns pré-requisitos como no mínimo 30 dias no regime, ausência de faltas disciplinares e aptidão para o trabalho. 

Vale destacar que este benefício do trabalho pode ser exercido tanto por quem cumpre a pena em regime fechado ou quanto para quem cumpre em semiaberto, porém existem algumas normas que distinguem o que cada um pode fazer. 

Por exemplo, para o trabalho externo do custodiado que cumpre em regime semiaberto ele tem uma flexibilidade um pouco maior, podendo exercer funções laborais, educacionais ou profissionais durante o dia, tendo que retornar à noite. 

Já para os detentos que cumprem a pena em regime fechado, têm maiores restrições e acompanhamento mais rigoroso, é possível sair, porém fica restrito o seu trabalho à obras públicas ou em empresas privadas, mas com limitações e também exige autorização específica. 

Existem também atividades internas, para serviços prestados para dentro da unidade prisional, atuando em setores como padaria, horta, marcenaria, serralheria, costura, manutenção predial, barbearia e mecânica, entre outros.

Todo o processo recebe uma fiscalização rigorosa da unidade e é vinculado também com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), com o acompanhamento do Conselho da Comunidade e do Poder Judiciário. 

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