Cidades

SEMANA SANTA

Justiça proíbe 'procissão ateia' em Madri

Justiça proíbe 'procissão ateia' em Madri

ESTADÃO

20/04/2011 - 19h00
Continue lendo...

O Tribunal de Justiça de Madri proibiu nesta quarta-feira a realização, prevista para a quinta-feira desta Semana Santa, de uma manifestação antirreligiosa organizada por seis instituições laicas espanholas.

Chamada oficialmente de "procissão ateia", a manifestação levaria às ruas faixas com dizeres como "Congregação da Cruel Inquisição", "Irmandade da Santa Pedofilia" e "Confraria do Papa do Santo Latrocínio" com o objetivo de "derrubar a hipocrisia social e moral que representa a Semana Santa Católica".

Os organizadores disseram que irão acatar a decisão judicial, mas acrescentaram que convocariam uma manifestação similar em outra data simbólica para o Catolicismo.

Eles também prometem realizar um grande evento no próximo mês de agosto durante a visita do Papa Bento 16 a Madri.

Por outro lado, a associação anti-aborto Faz-te ouvir anunciou que analisa o material de divulgação da procissão ateia para saber se é possível abrir um processo, alegando incitação ao ódio.

 

Chamas

Os organizadores da "procissão ateia" anunciaram com cartazes pelo centro da capital espanhola a hora e percurso do evento, convocado para passar diante de igrejas e ao lado de procissões católicas.

Os cartazes traziam imagens do papa e ilustrações sacras alteradas. Também foram distribuídos folhetos com a frase "a única igreja que se ilumina é a que arde (em chamas)".

O presidente da Associação Madrilenha de Ateus e Livres Pensadores, Luis Veja, disse à BBC Brasil que a proposta da manifestação era "mexer com a ideologia e a consciência católica".

"Queremos uma procissão sim, porque a palavra procissão não é exclusiva do Catolicismo. E vamos continuar combatendo a hipocrisia e o fundamentalismo", afirmou.

As críticas dos laicos se concentram especialmente na intervenção do Vaticano em assuntos políticos como a liberdade religiosa, leis de aborto e casamento gay, além dos escândalos de pedofilia dentro da igreja.

Entre os críticos ao protesto estava o prefeito de Madri, Alberto Ruiz Gallardón, que disse ser contra "provocações contra a fé".

No entanto, ele disse que a prefeitura que "não se considera competente para autorizar ou recusar a celebração desta procissão" e recomendou uma decisão judicial sobre o caso.

Cidades

Pouso forçado em aeroporto de Campo Grande envolve avião de diretor da Fiems

Danilson Charro ocupa o cargo de presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Alimentação de MS

02/02/2026 17h15

Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Continue Lendo...

Uma aeronave modelo Piper Matrix que realizou um pouso forçado no Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, na manhã do último sábado (31), pertence a um dos diretores da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems).

Conforme o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), a aeronave pertence à empresa Wii investimentos LTDA, de propriedade do empresário Danilson Charro, que desde outubro de 2024, também ocupa o cargo de presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias da Alimentação do Estado de Mato Grosso do Sul (Siams). A empresa conta com outros dois investidores.

Segundo informações da Delegacia Especializada de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o incidente ocorreu logo após a decolagem, quando o piloto, que estava sozinho a bordo, percebeu a perda de potência do motor e optou por realizar um pouso forçado ainda dentro da área do aeroporto. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina, responsável pelo atendimento da ocorrência, o motor da aeronave foi lacrado para a realização de testes técnicos, conforme o protocolo de segurança. Segundo ela, a equipe realizou o atendimento e a remoção da aeronave e, considerando a alegação do piloto, o motor foi lacrado para testes posteriores.

No momento do pouso forçado, a aeronave apresentou vazamento de combustível, o que mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, que realizaram o resfriamento do avião com água e Líquido Gerador de Espuma para evitar risco de incêndio.

Ainda conforme as autoridades, foram constatados danos substanciais na asa esquerda, nos trens de pouso e nas pás da hélice da aeronave. No fim do dia, equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos estiveram no local para dar início aos procedimentos de investigação que irão apurar as causas da falha mecânica.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos competentes e a aeronave permanecerá à disposição das autoridades até a conclusão dos exames técnicos.

Assine o Correio do Estado 

CAMPO GRANDE

Adriane Lopes pede esclarecimentos ao Judiciário sobre intervenção no transporte coletivo

O Executivo tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar o prazo de 30 dias para indicar o nome do interventor na concessão do Consórcio

02/02/2026 17h00

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan

A Prefeitura tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Ainda sem decidir se o Município irá intervir ou não na administração do Consórcio Guaicurus, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), solicitou esclarecimentos ao Judiciário para entender o formato proposto pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

"O Município, através da Procuradoria-Geral, pediu esclarecimentos ao juiz, do formato que está propondo. Porque ele sugeriu uma intervenção, ele não decretou uma intervenção. Então, a procuradoria está avaliando para entender qual o próximo passo que o Município vai tomar em relação. Pediu esclarecimentos, embargos de declaração, para que a gente possa entender qual a visão do juiz e, se é uma determinação, o Município vai ter que avaliar como cumprir", disse a prefeita na manhã desta segunda-feira (2).

Apesar de ter sido intimado no final do ano passado, o Município teve tempo para avaliar a decisão, isto porque os prazos processuais da Justiça estavam suspensos desde o dia 20 de dezembro até a penúltima semana de janeiro, em razão do recesso do judiciário. Após este período, o Executivo teve mais 15 dias para entrar com uma liminar para tentar mudar a decisão.

Isso significa que a administração pública tem até esta quarta-feira (4) para entrar contra a decisão. Caso isso não ocorra, começa a contar outro prazo, o de 30 dias, para que o Município indique o nome de quem será o interventor na concessão do Consórcio Guaicurus.

Decisão

No dia 17 de dezembro, em meio a greve dos motoristas de ônibus, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, decidiu, sob tutela de urgência, que o Município deveria tomar posse da concessão, com apoio da Agereg e da Agetran.

Oriunda de uma ação popular movida pelo ex-candidato à Prefeitura de Campo Grande Luso Queiroz (Psol), a decisão foi sustentada por argumentos semelhantes aos que já estavam presentes no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), entregue há três meses pelos vereadores.

Por exemplo, o juiz cita a idade envelhecida da frota, que não pode passar dos 5 anos, mas que hoje se encontra com 8 anos em média, além de alguns ônibus estarem com 15 anos, três vezes mais que o permitido no contrato.

Ademais, o magistrado menciona a transação suspeita de R$ 32 milhões feita para a empresa Viação Cidade dos Ipês, até o momento sem justificativa apresentada.

Em um dos argumentos, o juiz cita a conclusão dos vereadores na CPI, afirmando que foi apontado “descumprimento sistemático das obrigações contratuais por parte do Consórcio Guaicurus, revelando gestão financeira opaca e indícios concretos de irregularidades graves, assim como a necessidade imediata de intervenção administrativa e auditoria independente”.

“Alego que não obstante as recomendações da CPI, a prefeitura municipal nada fez e essa inércia estatal configura verdadeira conduta lesiva passível de controle judicial. Que do ato omissivo lesivo é necessária intervenção corretiva por intermédio da presente ação popular”, escreve Eduardo Trevisan na decisão.

“Partindo desses conceitos de serviço adequado e contínuo, entendo que, pelas provas que vieram aos presentes autos, é possível constatar indícios suficientes de má execução do contrato administrativo, o que vem em prejuízo de toda a coletividade”, acrescenta.

Em sua análise, o juiz deu prazo de 30 dias, após o prazo legal, para que o Município se manifestasse e nomeasse um interventor, pessoa que pode ser responsável por gerir o transporte público urbano de Campo Grande.

O Município também terá que apresentar plano de ação com cronograma para regularizar a atual situação do transporte público, sob pena de multa diária de R$ 300.000,00 a incidir por 100 dias.

Em caso da prefeitura assumir o serviço, isso significaria  arcar com os custos dos ônibus e dos funcionários que atuam no Consórcio Guaicurus. Somente o custo com o pessoal serial algo em torno de R$ 4 milhões mensais.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).