Cidades

DOURADOS

Ladrões roubam açougue, atiram em policial e fogem

Criminosos levaram R$ 2,5 mil de cliente e R$ 1,3 mil do caixa do açougue

Izabela Jornada

25/09/2017 - 18h53
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Dois ladrões armados invadiram açougue, roubaram R$ 2,5 mil de cliente, R$ 1,3 mil de caixa do estabelecimento e ainda atiraram em policial militar que chegava no local. O crime ocorreu no cruzamento das ruas Toshinobu Katayama com a Joaquim Alves Taveira, na Vila Planalto, em Dourados.

Por volta das 12h40 desta segunda-feira (25), dupla entrou no açougue e roubou quase R$ 4 mil em dinheiro e por fim os criminosos renderam outro homem para roubar o carro dele.

De um cliente eles levaram R$ 2,5 mil e a carteira com documentos pessoais, além da chave de um GM Prisma. Já do proprietário do açougue, de 46 anos, foi levado R$ 1,3 mil que estava no caixa da empresa.

Após a ação, os bandidos perceberam a chegada do policial no local e reconheceram o agente. Em seguida, começaram a atirar contra ele, fugindo em direção a rua Monte Alegre.

Ainda conforme o boletim de ocorrência, os criminosos seguiram pela Monte Alegre e renderam motorista no cruzamento com a Mato Grosso, levando dele o Hyundai I30 por onde seguiram até a avenida Joaquim Teixeira Alves, na região do Parque Antenor Martins.

De lá, a dupla fugiu a pé sentido Vila Cachoeirinha. A polícia foi acionada e efetuou várias diligências pela região, porém, criminosos ainda não foram encontrados.

A moto utilizada pelos bandidos, uma Honda Bros vermelha, com placa de Novo Horizonte do Sul, havia sido furtada na última quinta-feira (21). Ela foi apreendida e encaminhada ao 1º Distrito Policial de Dourados.

Cidades

Anvisa aprova resolução que permite cultivo da cannabis medicinal

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido

28/01/2026 19h00

Arquivo

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A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma resolução que permite o cultivo e a comercialização de medicamentos à base de cannabis por empresas, universidades e associações de pacientes.

Essa resolução estabelece requisitos para a comercialização, prescrição, a dispensação, o monitoramento e a fiscalização de produtos de cannabis, e permitirá avanços na pesquisa e na produção de medicamentos com esse princípio ativo.

Apesar das mudanças, o uso recreativo e o plantio para outras finalidades continua proibido.

 

Cidades

Prefeitura de Ponta Porã descumpre edital de licitação e impede concorrência no setor funerário

A prefeitura tem 10 dias para apresentar justificativa técnica e jurídica do monopólio na prestação dos serviços

28/01/2026 16h46

Prefeitura Municipal de Ponta Porã

Prefeitura Municipal de Ponta Porã Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu prazo de 10 dias para que a Prefeitura de Ponta Porã justifique técnica e juridicamente o monopólio na prestação de serviços funerários na cidade.

A investigação aponta que a administração municipal tem impedido a atuação de novas empresas, alegando exclusividade da atual concessionária, uma prática que contraria o próprio edital de licitação e a lei municipal, que preveem a livre concorrência.

A apuração, conduzida pela 6ª Promotoria de Justiça, teve início após uma denúncia encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF), relatando que a Prefeitura nega sistematicamente alvarás para novas funerárias.

Segundo os autos, o município tem barrado até mesmo empresas que atuam apenas com planos de assistência funerária, atividade que, pela legislação federal, nem exigiria concessão de serviço público. 

O escritório de advocacia do atual prefeito, Eduardo Campos (PSDB), advoga para a empresa que fornece os servicos funerários em Ponta Porã (leia abaixo)

Documentos anexados ao inquérito revelam uma contradição na postura do Executivo. O edital da Concorrência Pública nº 003/2015, assinado pela então presidente da Comissão de Licitação, Neyde Aparecida Ciliax Tavares, estabelece em seu item 6.6 que a concessão poderia ser outorgada "a quantas empresas funerárias forem interessadas".

Da mesma forma, o artigo 32 da Lei Municipal nº 4.000/2013, sancionada pelo ex-prefeito Ludimar Godoy Novais, autoriza expressamente a pluralidade de prestadores.

A denúncia destaca que Ponta Porã, com cerca de 97 mil habitantes, é a quinta maior cidade do estado e possui demanda suficiente para mais de uma empresa. O monopólio "de fato", segundo a denúncia, prejudica a população ao deixá-la refém de preços e condições impostos por um único fornecedor.

Em despacho recente, o Promotor de Justiça William Marra Silva Júnior criticou a resposta inicial da Prefeitura, que se limitou a afirmar a existência da exclusividade sem apresentar qualquer base legal.

O MPMS agora exige que o prefeito Eduardo Campos apresente estudos que comprovem a "inviabilidade técnica ou econômica" para a entrada de concorrentes, conforme exige a Lei Federal de Concessões. Caso não haja justificativa plausível, a Promotoria poderá adotar medidas judiciais por improbidade administrativa.

Advogados 

O escritório de advocacia do prefeito Eduardo Campos defendeu a funerária da família Uemura, empresa alvo de processos e investigada tanto pela Polícia Federal quanto pelo Ministério Público em Ponta Porã.

A Uemura, representada por Eduardo Uemura, 42 anos, sofreu uma ação civil pública em razão de operar cemitério sem licenciamento ambiental em Ponta Porã. A secretaria de Meio Ambiente local informou que nem o órgão municipal ou estadual licenciaram a funerária. 

Na ação, o MPE pediu que a empresa ressarcisse os danos ambientais causados pela funerária. A empresa teria sido até proibida de fazer enterros no local, mas teria desobedecido a ordem. Foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre as partes, em 2019.

Até meados de 2024, quando Campos já havia assumido a prefeitura, o escritório ainda defendia os interesses da empresa no processo.

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