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VALIDADE DISCUTÍVEL

Lei das algemas deve beneficiar somente os bandidos 'vip'

Lei das algemas deve beneficiar somente os bandidos 'vip'

MICHELLE ROSSI

28/08/2011 - 00h00
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É possível prever todas as reações de uma pessoa no momento de sua prisão? A vida pregressa do suspeito ou a forma de ele agir diante da voz de prisão são suficientes para a autoridade policial definir se vai, ou não, colocar algemas para conduzí-lo à delegacia ?

No Brasil, o uso de algemas em suspeitos que são presos, é autorizado apenas quando há risco para os policiais que efetuam a detenção ou quando há perigo à integridade física dos presos ou de terceiros. A necessidade de utilizar a algema voltou à pauta no início deste mês, depois que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, questionou o uso de algemas durante a Operação Voucher, deflagrada no dia 9 de agosto pela Polícia Federal (PF), no Amapá.

Ao todo 35 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo, foram algemadas e presas por suspeitas de participação de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares. O ministro determinou a prestação de informações sobre o uso de algemas na execução das ordens de prisões temporárias e preventivas.

O uso de algemas apenas em situações de risco é uma regra determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também obriga a polícia a justificar por escrito por que usou algema. De acordo com a súmula vinculante do STF, os policiais que usarem algemas de forma inapropriada podem ser responsabilizados.

 "99,9% é algemado"

A Polícia Civil em Mato Grosso do Sul informa que 99,9% dos suspeitos presos no Estado são algemados. "É impossível prever a reação das pessoas. Alguém que é preso agora e parece estar tranquilo, pode agir de forma diferente em alguns instantes", observa o delegado, Matusalém Sotolani, também assessor jurídico da PC.

Para o delegado, ao estabelecer uma condição subjetiva para uso da algema, o Supremo Tribunal Federal (STF) colocou em risco a vida de todos os policiais que cotidianamente enfrentam criminosos nas ruas. "A medida parece oportuna para os presos vips. Podem contratar excelentes bancas de advogados, dispõe de grandes fortunas e ingressam com medidas cautelares para não dizerem a verdade, para não serem algemados, enfim, utilizam as brechas da lei para permanecerem impunes. A medida do Supremo foi mais um trunfo para essa gente", aponta.

Todos são iguais perante a lei, continua a delegado e "é certo que a súmula continuará sendo exaustivamente invocada pelos bandidos vips, mas as algemas continuarão a ser utilizadas nas prisões daqueles menos favorecidos e que, sob a ótica da estratificação social, estão mais propensos a oferecer resistência, risco de fuga ou perigo à população".

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Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), assinou decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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INTERIOR

Conselho Tutelar apura denúncias envolvendo creche particular no MS

"Durante a vistoria, foram observadas e registradas as condições do ambiente e dos equipamentos utilizados pelas crianças", afirma o órgão regional de Nova Andradina

21/09/2026 12h44

Registros fotográficos espalhados pela redes sociais mostram que as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades

Registros fotográficos espalhados pela redes sociais mostram que as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades Reprodução/Redes sociais

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Após imagens que mostram crianças deitadas em placas de EVA e até diretamente no chão passarem a circular na internet, o Conselho Tutelar indicou que está apurando as denúncias envolvendo uma creche particular do município distante aproximadamente 300 quilômetros de Campo Grande. 

Conforme nota emitida pelo órgão, o Conselho Tutelar de Nova Andradina indica que ter recebido denúncia acompanhada de fotos e vídeos que indicariam supostas situações de violação de direitos de crianças no estabelecimento particular identificado como "Espaço Tia Lú". 

Diante da gravidade dos relatos, o local teria recebido a visita de equipes do Conselho Tutelar ainda na última sexta-feira (18), acompanhadas de policiais militares, justamente com intuito de investigar essas denúncias. 

"Durante a vistoria, foram observadas e registradas as condições do ambiente e dos equipamentos utilizados pelas crianças", afirma o Conselho Tutelar de Nova Andradina em nota. 

Entenda

Como ilustrado em registros fotográficos que vêm sendo espalhados pela redes sociais e mídia local, as denúncias passam pelas mais diversas irregularidades, desde possíveis armazenamentos de utensílios infantis junto a produtos de limpeza, até as mais precárias condições das estruturas. 

Esse estabelecimento anunciou recentemente, por decisão própria, a suspensão temporária dos trabalhos, porém documentos cadastrais indicam que o estabelecimento aberto em 2022 aparece junto à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) como inapto desde 17 de junho. 

Motivado por "omissões de declarações", é importante frisar que essa situação cadastral não significa que o Espaço estaria impedido de executar suas atividades. O Espaço Pedagógico Tia Lú indicou que atua para o esclarecimento dos fatos e não se manifestará publicamente sobre o caso. 

Esse caso também foi encaminhado formalmente para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e à Delegacia de Polícia Civil para investigação.

"O Conselho Tutelar reitera seu compromisso permanente em zelar pelo cumprimento integral dos direitos da infância e da juventude no município", complementa o órgão em nota.

 

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