Cidades

Crime Organizado

Líderes do Comando Vermelho que ordenavam homicídios em MS vão para presídio federal

Mesmo presos em Cuiabá, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como mandantes de ataques em Três Lagoas; dupla foi transferida para penitenciária federal de segurança máxima em Mossoró.

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Mesmo atrás das grades na Penitenciária Central de Cuiabá, em Mato Grosso, dois presos apontados como lideranças do Comando Vermelho (CV) continuavam exercendo poder sobre integrantes da facção e ordenando ataques e homicídios em Três Lagoas, no leste de Mato Grosso do Sul. A descoberta levou à transferência dos dois para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva são apontados pela Polícia Civil como integrantes de posição de comando na estrutura da organização criminosa e suspeitos de determinar pelo menos três ataques registrados nos últimos meses em Três Lagoas, em meio à disputa territorial entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Três Lagoas indicaram que a prisão no sistema penitenciário de Mato Grosso não havia interrompido a atuação dos investigados. Mesmo custodiados, eles teriam mantido influência sobre integrantes da organização que estavam fora das unidades prisionais.

Conforme os elementos reunidos durante a investigação, os dois recebiam e transmitiam ordens, articulavam ações criminosas e continuavam coordenando homicídios qualificados.

A suspeita é de que as determinações repassadas de dentro da prisão estivessem diretamente relacionadas à recente escalada da violência provocada pela disputa entre facções em Três Lagoas.

No mês de maio em apenas três dias, a cidade registrou uma sequência de atentados, incluindo mortes, que passaram a ser investigados dentro do contexto da rivalidade entre CV e PCC.

Transferência para presídio federal

Diante dos indícios de que os presos continuavam exercendo funções de comando, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, determinou a adoção de medidas para retirar os dois do sistema penitenciário estadual.

A Polícia Civil então representou à Justiça pela inclusão emergencial de Bruno Rafael e Bruno Jorge no Sistema Penitenciário Federal. O pedido recebeu parecer favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul e posteriormente foi deferido pela Justiça Federal.

Com a autorização, os dois foram retirados da Penitenciária Central de Cuiabá e transferidos para a Penitenciária Federal de Mossoró, unidade de segurança máxima destinada, entre outros perfis, a presos considerados de alta periculosidade e integrantes de posições estratégicas de organizações criminosas.

Na decisão, a Justiça considerou a elevada periculosidade atribuída aos investigados e os indícios de que ambos exerciam funções de comando dentro da organização criminosa.

Também foi considerado que a permanência deles no sistema penitenciário estadual não estava sendo suficiente para impedir a continuidade das atividades ilícitas.

A atuação atribuída aos dois presos também teria contribuído para a intensificação da violência registrada recentemente em Três Lagoas, justamente pela capacidade de manter contato e influência sobre integrantes da facção mesmo durante o cumprimento da pena.

Medida é inédita em Mato Grosso do Sul

A transferência representa um precedente para a segurança pública sul-mato-grossense. Conforme a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), esta é a primeira vez que uma solicitação feita por Mato Grosso do Sul resulta na transferência de presos que estavam custodiados pelo sistema penitenciário de outro Estado diretamente para uma unidade do Sistema Penitenciário Federal.

O pedido foi fundamentado nos reflexos que as ordens atribuídas aos investigados estavam provocando em território sul-mato-grossense, apesar de ambos estarem fisicamente presos em Mato Grosso.

Com o envio para Mossoró, as autoridades buscam dificultar a comunicação dos investigados com integrantes da organização criminosa e interromper a cadeia de comando responsável pela articulação dos ataques.

Estado endurece estratégia contra chefes de facções

A operação também deverá servir como modelo para situações semelhantes. Por determinação de Antonio Carlos Videira, a transferência para o sistema federal passará a integrar a estratégia das forças de segurança estaduais contra integrantes de organizações criminosas que continuarem comandando crimes com reflexos em Mato Grosso do Sul mesmo estando presos em outros Estados.

A diretriz estabelece que, quando as investigações identificarem presos ordenando homicídios, atentados ou outras ações criminosas que atinjam Mato Grosso do Sul, a Polícia Civil deverá adotar as medidas judiciais cabíveis para solicitar a inclusão dos envolvidos no Sistema Penitenciário Federal.

A estratégia busca atingir diretamente a estrutura de comando das facções e impedir que lideranças utilizem unidades prisionais estaduais para manter influência sobre integrantes em liberdade.

No caso de Três Lagoas, a medida ocorre em meio ao acirramento da disputa entre Comando Vermelho e PCC e à sequência de episódios violentos investigados pelas forças de segurança.

Agora em Mossoró, Bruno Rafael da Conceição e Bruno Jorge da Silva ficarão submetidos às regras de uma unidade federal de segurança máxima, enquanto as investigações sobre os ataques e os demais integrantes envolvidos na disputa entre as facções continuam.

Saúde

Na Capital, pacientes do SUS poderão realizar procedimentos em unidade particular

São 624 vagas com investimento de R$ 715,9 mil pelo programa "Agora Tem Especialistas"

07/09/2026 17h15

Arquivo

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Na Capital, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão realizar 624 procedimentos em uma unidade particular. Os atendimentos serão feitos no Instituto da Visão de MS, em Campo Grande, por meio do programa federal "Agora Tem Especialistas", com investimento de R$ 715,9 mil para Mato Grosso do Sul.

Do total, 458 procedimentos serão realizados por meio das Ofertas de Cuidados Integrados (OCI), enquanto outros 168 são cirúrgicos. A estratégia utiliza a estrutura de hospitais privados e filantrópicos para ampliar a oferta de atendimento aos pacientes da rede pública.

Pelo modelo, as instituições participantes realizam os procedimentos para pacientes do SUS e recebem créditos financeiros que podem ser utilizados para o abatimento de tributos federais.

As OCI reúnem consultas, exames e diagnósticos relacionados a uma mesma especialidade em um único atendimento. A proposta do Ministério da Saúde é reduzir a necessidade de o paciente passar por diferentes unidades até concluir a investigação e o tratamento.

Em todo o país, o programa já formalizou contratos com 259 instituições privadas e filantrópicas de 21 estados. A previsão é realizar mais de 600 mil procedimentos gratuitos, entre consultas, exames e cirurgias, com R$ 1 bilhão em créditos financeiros.

Entre os procedimentos previstos estão atendimentos nas áreas de oftalmologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia e otorrinolaringologia.

A oftalmologia concentra a maior previsão nacional, com 170 mil procedimentos por ano. Depois aparecem cardiologia, com 133 mil, ortopedia, com 113 mil, e oncologia, com 72 mil.

Atendimentos

A utilização de unidades particulares pelo SUS faz parte da estratégia do Agora Tem Especialistas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir o tempo de espera por procedimentos especializados.

Segundo o Ministério da Saúde, 23 estabelecimentos participantes já tiveram produção validada, totalizando 6,2 mil procedimentos realizados para 7,2 mil pacientes. Esses atendimentos representam R$ 26 milhões em produção já validada.

O programa também passou a contemplar a Terapia Renal Substitutiva (TRS), utilizada por pacientes que precisam de hemodiálise. Ao todo, 136 instituições estão vinculadas à modalidade, com R$ 350 milhões destinados aos contratos e previsão de atendimento contínuo para cerca de 40 mil pacientes por mês.

 

Educação

Últimos dias: IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 9 de setembro

07/09/2026 16h30

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) seguem até dia 9 de setembro.

São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027. Cabe destacar que o prazo de inscrições se encerrava no último dia 1°, contudo foi prorrogado. 

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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