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Lojistas esperam acordo e ameaçam judicialização sobre IPTU de Campo Grande

Impasse tem como base o pedido de suspensão da cobrança sobre a taxa de lixo prevista para 2026

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Após audiência realizada na tarde desta segunda-feira (5), o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL), Adelaido Luiz Spinosa Vila destacou que a categoria busca junto à Câmara Municipal um acordo sobre os pagamentos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande, ação que evitaria judicializar a causa. O impasse tem como base o pedido de suspensão da cobrança sobre a taxa de lixo prevista para o ano corrente. 

Ex-secretário de Adriane Lopes (PP), destacou que o impasse sobre os aumento proposto pela administração municipal se caracteriza como algo "extremamente grave e sério". 

Além da CDL, o pedido contou com a anuência da Associação dos Advogados Independentes (ADVI); Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS), do Sindicato dos Engenheiros no Estado de Mato Grosso do Sul (SENGE-MS) e do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de MS (CRECI-MS).

As entidades solicitaram, em caráter de urgência, a suspensão da exigibilidade do IPTU e da taxa de lixo ou a prorrogação do prazo para pagamento com desconto, até que sejam esclarecidos os critérios técnicos adotados.

O pedido inclui ainda a realização de audiência pública, com a convocação dos responsáveis técnicos pelo estudo do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI), e a disponibilização integral da memória de cálculo utilizada nos lançamentos.

Segundo as signatárias, a iniciativa tem caráter técnico e institucional e busca garantir transparência, justiça fiscal, previsibilidade tributária e respeito à capacidade contributiva da população e do setor produtivo de Campo Grande.

"Fomos surpreendidos. A forma com que foram feitos todos os cálculos, acabou gerando um valor muito superior ao reajuste inflacionário. Pedimos para que a prefeitura nos ajude a entender, os números e os calculos, para que se chegasse aos cálculos, com expectativa de que a gente consiga uma justiça tributária melhor, acredito que vamos chegar em um bom senso", destacou em rede social.

Postura

No documento, as entidades afirmam que receberam inúmeros relatos de contribuintes sobre aumentos expressivos nos valores do IPTU e da taxa de lixo, muito superiores à correção monetária oficial de 5,32% divulgada pelo Executivo municipal. Segundo o requerimento, as elevações decorrem de reclassificações de imóveis realizadas sem debate público, transparência técnica ou motivação individualizada.

As entidades apontam que alterações nos critérios do Perfil Socioeconômico do Imóvel (PSEI) impactaram diretamente o valor final dos carnês, sem que os contribuintes tenham acesso claro às métricas utilizadas ou à evolução do valor venal de um exercício para outro. O documento destaca que, em muitos casos, não houve qualquer mudança física, estrutural ou de uso dos imóveis que justificasse as majorações.

Outro ponto central debatido é o descompasso entre os prazos. Enquanto o prazo para pagamento da cota única com desconto termina em 12 de janeiro, o período para impugnação administrativa se estende até 10 de março. Na avaliação das entidades, isso pressiona o contribuinte a pagar valores que não consegue compreender, sob pena de perder o desconto ou sofrer a incidência de juros e multa.

O requerimento também critica a redução do desconto para pagamento à vista, de 20% para 10%, sem a apresentação de justificativa técnica ou estudo público, além da indisponibilidade do sistema eletrônico da Prefeitura para consulta aos tributos no momento em que os contribuintes mais necessitam de informações.

Câmara Municipal 

Parlamentares da Câmara Municipal de Campo Grande oficializaram, nesta segunda-feira a Comissão Técnica que irá atuar sobre as mudanças anunciadas sobre o IPTU, com o presidente da Casa de Leis admitindo a convocação de uma sessão extra para apreciar o assunto. 

Questionado, o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), foi categórico em expressar que o assunto está sendo debatido para que as devidas medidas sejam tomadas. 

Segundo o presidente da Câmara de Campo Grande, não fica descartada inclusive a convocação de uma sessão extraordinária para que a votação em busca de uma possível suspensão da cobrança. 

"Está sendo avaliada vários pontos, e essa não está descartada, é uma opção válida e importante", afirmou Papy ao Correio do Estado.

Em resposta ao aumento, o vereador Maicon Nogueira (PP), mesmo partido da prefeita, disse que o aumento não foi debatido previamente. 

"Não podemos aceitar que a população seja surpreendida com aumentos expressivos sem explicações transparentes. Nosso compromisso é com o cidadão, com o pequeno empreendedor e com a justiça fiscal", afirmou o vereador.

Para Maicon Nogueira, decisões que impactam diretamente o orçamento das famílias e dos empreendedores da cidade precisam, obrigatoriamente, passar por critérios técnicos claros e por ampla discussão pública.

Por sua vez, o vereador Landmark Rios (PT) apresentou um projeto de lei que propõe manter o desconto de 20% para pagamento à vista do imposto e da taxa de lixo. A proposta foi protocolada no dia 12 de dezembro, antes mesmo das reações populares dos últimos dias.

O projeto altera a legislação municipal para garantir o abatimento maior aos contribuintes que quitarem o tributo em parcela única até a data do vencimento, desde que estejam em dia com a Fazenda Pública Municipal. Atualmente, o desconto foi reduzido para 10%, o que, segundo relatos de moradores, contribuiu para agravar o impacto financeiro sentido no início do ano.

*Colaborou Leo Ribeiro 

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MATO GROSSO DO SUL

Governo do Estado marca nova data para licitação da jogatina

Apesar da estimativa de R$51,4 milhões da receita média anual de remuneração da plataforma, Sefaz admite que o valor que a ferramenta pode chegar é muito maior

07/01/2026 09h08

Sefaz reforça que suspendeu de forma preventiva o processo, justamente para permitir análise e o esclarecimento de eventuais questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE)

Sefaz reforça que suspendeu de forma preventiva o processo, justamente para permitir análise e o esclarecimento de eventuais questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Através do Diário Oficial Eletrônico desta quarta-feira (07), o Governo do Estado publicou o edital para a popular "licitação da jogatina", que pretende terceirizar por até 30 anos a exploração de loterias em Mato Grosso do Sul e tem abertura marcada para o próximo dia 23. 

Conforme o aviso divulgado pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), através da Superintendência de Operacionalização de Contratações (SUOC), a nova data de abertura da sessão fica marcada para 23 de janeiro, às 08h pelo horário de Mato Grosso do Sul. 

Vale lembrar que, essa não é a primeira tentativa de tirar o certame do papel, pois a sessão para abertura das propostas desta licitação já havia sido remarcada para 15 de dezembro, sendo suspensa mais uma vez após o conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, Márcio Monteiro, exigir explicações dos secretários de Fazenda e Administração, Flávio Cesar e Frederico Felini, respectivamente. 

Após denúncias de que se tratava de um jogo de cartas marcadas, o certame já havia sido suspenso em abril de 2025. Um dos autores das denúncias foi Jamil Name Filho, que está no presídio federal de Mossoró, onde cumpre pena de quase 70 anos por dois assassinatos, extorsão e formação de quadrilha.

Sefaz reforça que suspendeu de forma preventiva o processo, justamente para permitir análise e o esclarecimento de eventuais questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE)Reprodução/DOE-MS

Em nota divulgada nesta quarta (07), a Secretaria de Estado de Fazenda faz questão de ressaltar que suspendeu de forma preventiva o processo (com valor estimado em R$ 51.474.339,31),  justamente para permitir a análise e o esclarecimento de eventuais questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE). 

"Após o encaminhamento dos esclarecimentos técnicos solicitados, o TCE manifestou-se favoravelmente à continuidade do processo. Diante disso, o edital foi republicado, assegurando o regular prosseguimento da licitação, em conformidade com a legislação vigente e as orientações do órgão de controle", complementa o texto da Sefaz.

Relembre

Depois da primeira suspensão, a administração estadual fez alterações no edital e reabriu o certame. Mas, segundo o conselheiro Márcio Monteiro, as inconsistências persistem e por isso ele voltou a interferir no caso. 

"Com a republicação do edital, determinei o encaminhamento dos autos à Divisão de Fiscalização de Contratações Públicas para a realização de nova análise do certame.

Em atendimento a essa determinação, a referida Divisão, em conjunto com o auditor especialista em tecnologia, apresentou novas manifestações técnicas, nas quais se concluiu pela persistência de inconsistências no instrumento convocatório. 

A análise especializada afirma que inexiste nos autos estudo técnico-comparativo de soluções disponíveis no mercado, não havendo documento que comprove a avaliação de fornecedores distintos, arquiteturas alternativas ou diferentes níveis de maturidade tecnológica.

Da mesma forma, aduz que persiste a exigência de capacidade mínima de 15 milhões de transações por ano e de 40 transações por segundo (TPS)", continua o conselheiro.", cita o despacho do conselheiro publicado em 15 de dezembro de 2025. 

Em abril, quando da primeira suspensão do certame, o mesmo conselheiro afirmou que “os denunciantes alegam que o edital de licitação impugnado contém indícios de direcionamento do certame, em virtude de condições incomuns e injustificadas”. 

Além disso, esclareceu o conselheiro, os autores do pedido de impugnação entendem que “diversos itens do termo de referência que comprometem a competitividade e/ou viabilidade econômica da licitação tanto para os concorrentes quanto para o próprio Estado de Mato Grosso do Sul”. 

Em abril, o pregão chegou a ser aberto e recebeu três propostas. Uma se dispôs a devolver 16,17% do faturamento ao governo estadual, que era o valor mínimo exigido no edital. As outras duas ofereceram devolução maior, de 17,2% e de 21,57% daquilo que faturaram.

No certame que seria aberto agora, o percentual mínimo de repasses é de 14,33% A disputa pelo controle da jogatina no Estado envolve as famílias Name e Razuk, que historicamente controlaram o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Além disso, uma empresa paranaense tenta entrar em Mato Grosso do Sul.

Negócio bilionário

Conforme estimativas, a empresa que vencer a licitação para comandar a Loteria Estadual de Mato Grosso do Sul (Lotesul) poderá ter um faturamento anual de até R$1,4 bilhão, segundo estimativa macro feita pelo próprio Governo do Estado.

Apesar de no edital de licitação constar que a estimativa da receita média anual de remuneração da plataforma é de R$51,4 milhões, no termo de referência feito pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), organizadora do certame, o valor que a ferramenta pode chegar é muito maior.

“O faturamento anual com a exploração das modalidades lotéricas pode alcançar até 0,85% do PIB [Produto Interno Bruto] estadual. Contudo, tal patamar depende de fatores que vão desde a assertividade do produto até o apetite do mercado consumidor ao longo do tempo”, diz trecho do documento.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB de Mato Grosso do Sul em 2022 foi de R$166,8 bilhões. A fatia de 0,85%, portanto, significa uma receita de R$1,417 bilhão.

Neste ano, a estimativa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) é ainda mais animadora: de que o PIB chegue a R$227,8 bilhões. Se isso ocorrer, o ganho chegará perto dos R$ 2 bilhões ao ano.

Em março, o  edital de licitação recebeu dois pedidos de impugnação, um sendo do empresário Jamil Name Filho, o Jamilzinho, e outro da empresa Criativa Technology, de Dourados. A Criativa, conforme investigação do Ministério Público, estava a serviço do deputado Neno Razuk (PL).

Intrusa

Uma das empresas que estaria interessada em comandar a Loteria do Estado de Mato Grosso do Sul (Lotesul), a Pay Brokers – a qual tem sede em Curitiba (PR) e já é responsável pela loteria daquele estado – tem entre as empresas parceiras a Blaze, que chegou a ser investigada por estelionato. A plataforma tem entre os seus jogos o Fortune Tiger (o “jogo do tigrinho”), que levou influenciadores digitais para a prisão em 2023, e o Crash – ambos no estilo de um cassino.

Segundo fontes do Correio do Estado, a empresa do Paraná seria a “favorita” a vencer a disputa e os supostos direcionamentos que levaram à suspensão do TCE seriam para favorecê-la. Entre as três propostas aceitas, uma seria dela.  

 

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TEMPO

Chuva de 38 milímetros leva asfalto de ruas e causa estragos em Campo Grande

Pavimentação da Rachid Neder foi levada após a precipitação na tarde de ontem; via havia recebido restauração há dois meses

07/01/2026 08h40

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Foram necessários 38 milímetros de chuva para que o asfalto de alguns pontos de Campo Grande, principalmente na Avenida Rachid Neder, fosse arrancado na tarde de ontem. A precipitação, que foi forte e durou menos de uma hora, causou alagamentos e alguns estragos na Capital. 

Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, a chuva que ocorreu na tarde de ontem foi localizada exclusivamente em Campo Grande e não foi uniforme em toda a cidade, tendo alguns pontos com maior concentração de água, como foi o caso da Região próxima ao Bairro Carandá Bosque, onde o acumulado chegou a 38 milímetros.

A região fica próximo justamente do ponto de maior problema encontrado na cidade, a Avenida Rachid Neder. A via ficou tomada por água, principalmente na rotatória com a Avenida Ernesto Geisel, um dos pontos mais sensíveis para alagamentos da Capital.

Na avenida, em vários trechos o asfalto foi arrancado com a força da água, como ocorreu na esquina com a Rua Pedro Celestino.

Rotatória do cruzamento entre as Avenidas Ernesto Geisel e Rachid Neder foi tomada pela água - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A avenida, inclusive, passou recentemente por uma revitalização após chuvas levarem o asfalto no trecho da rotatória com a Ernesto Geisel. A obra foi feita pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), mas o trecho problemático desta vez foi um pouco mais à frente.

A reportagem tentou contato com a Sisep para saber como serão recuperados os estragos, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.

REVITALIZAÇÃO

Em 14 de novembro do ano passado, também após chuvas, a rotatória da Rachid Neder com a Ernesto Geisel amanheceu com o asfalto rachado e “em pedaços”, situação que se repetiu na tarde de ontem.

Na ocasião, a prefeitura, por meio da Sisep, intensificou os trabalhos durante o período de estiagem para recuperar os estragos provocados pelo temporal.

Força da enxurrada de ontem arrancou o asfalto na Avenida Rachid Neder em vários pontos da via - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

A recomposição do asfalto levado pela enxurrada na rotatória da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel foi feita no dia 19 de novembro do ano passado.

SOLUÇÃO MILIONÁRIA

Conforme reportagem do Correio do Estado, a solução para o alagamento constante causado por grandes volumes de precipitação na Região da rotatória da Rachid Neder com Ernesto Geisel custa cerca de R$ 200 milhões, o que contemplaria as duas margens do Córrego Segredo, onde seriam feitas galerias, bacias de contenção, entre outras melhorias.

Em novembro do ano passado, o secretário da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que não há previsão para que aquela região receba intervenções que possam resolver o problema.

Segundo disse o secretário na ocasião, algumas intervenções pontuais foram feitas em várias regiões da cidade, como drenagem e pavimentações em vias, porém, o projeto para aquela região em específico foi submetido ao crivo do governo federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), entretanto, ele não foi aceito.

“Nós enviamos um projeto para o [Novo] PAC da Rua Corguinho, na margem direita do córrego, o que resolveria em parte o problema ali. O projeto era de R$ 80 milhões, mas foi negado”, explicou Miglioli na época.

“A drenagem naquela região está subdimensionada, então, precisamos fazer novas galerias para que essa água possa escoar e evitar a inundação na região, além de bacias de contenção de água pluvial”, completou.

O projeto existe desde 2018, quando havia a previsão de construção de barragens que evitassem o transbordamento das águas na região. Na época, a previsão de gastos era de R$ 120 milhões, valor que subiu e desde então a ideia segue no papel.

Após esses primeiros estragos, a prefeitura afirmou que enviaria novamente um pedido ao governo federal para que os recursos fossem liberados para a intervenção na região, porém, não foi passado novidades sobre esses recursos.

MAIS ESTRAGOS

Além da Rachid Neder, vários pontos da Capital registraram alagamentos na tarde de ontem, como na Avenida Três Barras, onde além dos alagamentos, moradores relataram queda de granizo.

Em outro ponto da Região central, na Rua José Antônio, galhos de uma árvore quebraram, e ela caiu em um dos lados da pista de rolamento, interditando parcialmente a via.

Entre a Avenida Afonso Pena com a Rua Cacilda Arantes a água tomou conta da rua, assim como na Via Parque, próximo ao Shopping Campo Grande, onde as ruas viraram rios, com motoristas relatando problemas em veículos ao tentar se aventurar na enxurrada.

Próximo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o córrego Bandeira transbordou, também alagando a rua e deixando motoristas ilhados.

*Saiba

A previsão do tempo aponta que devem ocorrer pancadas de chuva durante toda a semana em Mato Grosso do Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja e amarelo de potenciais perigos para o Estado para hoje. Em Campo Grande, a máxima deve ser de 29ºC nesta quarta-feira.

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