Cidades

BTG/Nexus

Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro no 2º turno, em empate técnico

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula recuou dois pontos e seu principal opontente, Flávio Bolsonaro, cresceu um ponto percentual 

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera numericamente todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 29, mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu e os dois estão tecnicamente empatados. Lula tem 47% das intenções de voto, ante 44% de Flávio, diferença dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula recuou dois pontos e seu principal oponente, Flávio Bolsonaro, cresceu um ponto percentual em um eventual segundo turno.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula aparece à frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por 48% a 38%; do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 47% a 39%, e do presidente do partido Missão, Renan Santos, por 48% a 36%.

Os eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum variam entre 8% e 15%, atingindo o menor porcentual na disputa entre o atual presidente e o filho de Jair Bolsonaro. Já os que não sabem ou não responderam variam de 1% a 2%.

No primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Na sequência aparecem Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Zema, com 3%. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 5% e não souberam ou não responderam, 3%.

A pesquisa ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08521/2026.

CASO MASTER

O caso do Banco Master é apontado por 35% dos eleitores como um escândalo ligado tanto ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quanto ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aponta A pesquisa.

A percepção de que o escândalo do Master é mais ligado ao grupo de Flávio é compartilhada por 32% dos entrevistados, enquanto para 23% o caso é mais ligado ao grupo de Lula.

Esta é a primeira pesquisa realizada depois da operação contra o agora ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) e da divulgação da conversa entre Flávio Bolsonaro e o Daniel Vorcaro, dono do Master.

A pesquisa mostrou que 24% dos entrevistados não ouviram falar da operação contra Wagner, realizada no dia 18 de junho. Por outro lado, 17% não ouviram falar da conversa entre Flávio e Vorcaro, divulgada em 13 de maio. Ao todo, 82% ouviram falar do caso de Flávio e 75%, do caso de Wagner.

SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública segue sendo apontada como o principal problema do País, segundo a pesquisa. A questão, no entanto, perdeu força em relação a meados de junho, enquanto o temor em relação à corrupção cresceu.

Para 29% dos entrevistados, a segurança é um dos principais problemas: 15% a apontaram em primeiro lugar e 14%, em segundo. No caso da corrupção, 19% a apontaram em primeiro lugar e 7%, em segundo, totalizando 26% dos entrevistados colocando-a como principal problema do País.

A saúde pública também é citada como principal problema do Brasil por 26% dos eleitores (para 12%, é o primeiro, e para 14%, o segundo). A classe política (15%), a educação (14%), a inflação e o custo de vida (11%), o desemprego (11%) e a desigualdade social (10%) também são apontados como problemas brasileiros.
 

Saúde

Pacientes cardíacos esperam até 50 dias por cirurgia de emergência

Irregularidade foi constatada após equipe da Defensoria visitar a Santa Casa para investigação sobre as "filas invisíveis"

29/06/2026 08h00

Santa Casa de Campo Grande está com setores superlotados

Santa Casa de Campo Grande está com setores superlotados Foto: Gerson Oliveira

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Pacientes que precisam passar por intervenção de marca-passos, cardiodesfibriladores implantáveis e outros dispositivos cardíacos, procedimentos que apenas a Santa Casa é habilitada para realizar em Campo Grande, chegam a esperar quase dois meses para realizar a cirurgia, que deveria ser de emergência.

Na semana passada, a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul ingressou com três ações civis públicas contra a Santa Casa. Em uma delas, o alvo é a demora para cirurgias cardíacas, que são consideradas de emergência, sendo observados pacientes que estão aguardando há 50 dias para passar pela intervenção.

A investigação do órgão identificou falhas relacionadas com a indisponibilidade de insumos, concentração de procedimentos em unidades específicas, limitações operacionais e ausência de fluxos assistenciais adequados.

“Em um dos casos acompanhados pelo NAS [Núcleo de Atenção à Saúde], um paciente permaneceu internado por 32 dias à espera de um implante de marca-passo que, após a disponibilização do dispositivo, foi concluído em 45 minutos. A Defensoria aponta que a demora expôs o paciente a desgaste clínico e emocional, além de gerar custos adicionais ao sistema público de saúde”, detalha o órgão em nota.

Em conversa com a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do núcleo, o órgão constatou essa situação durante visita pessoal ao hospital para aprofundar a investigação sobre as filas invisíveis, que também acabou virando alvo de ação da Defensoria Pública.

“Uma cirurgia que demorava entre 40 minutos e uma hora, paciente com dois dias tinha alta, nós encontramos paciente internado em leito de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], esperando o marca-passo, esperando o CDI [Cardioversor Desfibrilador Implantável] por mais de 50 dias. Então, isso mostra uma completa incapacidade de gerir a condição dos pacientes”, explicou a defensora à reportagem.

Como a Santa Casa é a única habilitada pelo Ministério da Saúde para realizar este procedimento, há duas soluções para esse problema, segundo Eni Diniz.

“Ou o Estado, Município e Santa Casa se organizam e compram o material para os pacientes, ou desabilita a Santa Casa e habilite outra unidade que tenha a condição de fazer, porque o HU [Hospital Universitário] e o Hospital Regional também fazem cirurgias”, recomendou.

Em nota publicada no início da semana passada, a Defensoria disse que a procura pelo Poder Judiciário foi a última medida depois de meses de acompanhamento de casos individuais, reuniões com gestores, participação no Comitê Estadual de Saúde do Fórum Nacional da Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), envio de ofícios e tentativas de solução administrativa sem resultados concretos.

“Isso precisa ser resolvido e equacionado, mas o paciente não pode esperar. A fila do SUS [Sistema Único de Saúde] não pode esperar. As pessoas morrem, a situação se agrava, eles ficam com sequelas definitivas. As questões de valores e financiamentos eles vão discutir em outras ações que estão tramitando”, analisou a defensora pública.

A Santa Casa foi procurada sobre o assunto, mas não respondeu até o fechamento desta matéria sobre os pacientes cardíacos.

SOLUÇÃO

Na quinta-feira, ocorreu uma audiência de conciliação com todas as partes envolvidas no Fórum de Campo Grande, e teve a presença de representantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do titular da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Marcelo Vilela. 

A ideia era solucionar dois dos três problemas encontrados pela Defensoria Pública nas ações civis públicas. 

Ficou decidido que pacientes de baixa e média complexidade ortopédica serão reinseridos na regulação depois de 48 horas sem realizar a cirurgia. Além disso, a Santa Casa terá de apresentar, dentro de 15 dias, a quantidade de pacientes que estão nessa situação.

Porém, neste primeiro momento, não aconteceu um debate sobre a falta de materiais cardíacos para cirurgia.

De acordo com a defensora, ainda nesta semana deve sair alguma decisão do juiz após as partes se manifestarem na sexta-feira.

“Um paciente não pode ficar 50 dias internado num leito de UTI com os custos de um leito de UTI por 50 dias, enquanto ele poderia ter feito uma cirurgia de 40 a 50 minutos e que em até dois dias ele poderia ser liberado”, disse Eni Diniz.

fab

Governo federal resgata 13 brasileiros na Venezuela após terremoto fechar aeroporto da capital

O transporte foi feito em aproveitamento da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou ajuda humanitária para socorrer os venezuelanos e iria voltar vazia ao Brasil

28/06/2026 22h00

Resgate foi feito em aeronave KC-390 Millennium da FAB, que levou ajuda humanitária a Venezuela

Resgate foi feito em aeronave KC-390 Millennium da FAB, que levou ajuda humanitária a Venezuela Foto: Divulgação / FAB

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Em meio ao maior terremoto ocorrido na Venezuela em mais de cem anos, o governo brasileiro resgatou neste domingo 13 brasileiros que estavam de passagem pelo país.

Eles tinham procurado a Embaixada do Brasil em Caracas, em caráter emergencial, uma vez que o aeroporto comercial da capital venezuelana estava fechado.

O transporte foi feito em aproveitamento da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou ajuda humanitária para socorrer os venezuelanos e iria voltar vazia ao Brasil.

A missão de socorro mobilizou uma aeronave cargueira KC-390 Millennium, que transportou uma estrutura completa de hospital de campanha pertencente à Marinha do Brasil.

Além do suporte médico móvel, o avião levou 100 purificadores de água equipados com painéis solares, capazes de filtrar até 5 mil litros de água por dia por unidade, garantindo o abastecimento em áreas com infraestrutura colapsada, de acordo com o governo federal.

O terremoto duplo de 7,2 e 7,5 de magnitude foi o maior no país desde 1900. Um terceiro tremor foi sentido na noite de sexta-feira, 26, este com 4,7 pontos de magnitude.

O número de mortos chegou a 1.4230, e há 3.288 feridos, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez. Cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Cálculos da ONU estimam que os danos materiais causados pelos tremores na Venezuela chegaram a US$ 6,7 bilhões, o equivalente a 6% do PIB do país.

A avaliação preliminar baseia-se em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais. Ela inclui perdas em bens como imóveis, mas não abrange a ampla perturbação econômica causada pelo desastre de quarta-feira, afirmou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em comunicado.

Janela de buscas cada vez mais curtas

A situação se torna mais desesperadora a cada hora, enquanto moradores escavam os escombros de casas e prédios três dias após os tremores.

As autoridades anunciaram que iriam restringir o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, à medida que o caos e o trânsito passaram a atrapalhar os trabalhos de busca. Quem quiser entrar agora terá de obter autorização oficial, embora poucos detalhes tenham sido divulgados sobre quem será autorizado a passar.

Diante da escassez de socorristas do governo, venezuelanos passaram a procurar por conta própria parentes desaparecidos. Em várias das áreas mais atingidas, moradores relataram ter visto poucas equipes de resgate estatais, apesar de as autoridades tentarem projetar uma resposta robusta.

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