Cidades

DROGAS SINTÉTICAS

Maconha de laboratório entra no Brasil sem fiscalização

Maconha de laboratório entra no Brasil sem fiscalização

G1

17/03/2014 - 07h32
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Parece uma erva comum, dessas que a gente usa na cozinha: erva-doce, orégano, chá verde. Mas a mistura tem um ingrediente secreto: maconha sintetizada em laboratório. Até 100 vezes mais potente que a maconha natural.

Disfarçada para enganar a fiscalização, a droga tem entrado no Brasil sem maiores problemas.

Parece maconha, tem os efeitos da maconha, mas não é. A droga é um composto feito em laboratório para enganar autoridades em todo o mundo. Uma substância química que tem os mesmos efeitos da maconha e que pode ser misturada a qualquer outra erva. Mas não é ilegal.

“Essa tem o cheiro de chá verde. Essa outra de erva doce. E esse de açafrão. Realmente, nenhuma dessas ervas tem aquele cheiro de maconha”, explica o repórter.

A maconha de laboratório é vendida como fumo para ser usada em cigarros.

No laboratório da Polícia Federal em Brasília, são analisadas todas as drogas sintéticas que entram no país. Só este ano, eles conseguiram identificar oito novas substâncias que eram totalmente desconhecidas pelas autoridades brasileiras.

Fantástico: Onde elas são produzidas?

João Carlos Ambrósio, perito criminal federal: Principalmente na China e sudeste asiático. Elas são enviadas para a Europa e na Europa é que se produz o material que é colocado à venda, principalmente em sites de internet.

Os traficantes usam diversas substâncias que imitam a maconha. Entre os pesquisadores, elas são conhecidas como 'canabinoides' - vem do nome científico para a maconha: Cannabis Sativa.

A lista de compostos químicos é imensa: MAM-2201, JWH-210, JWH-250, XLR-11, entre inúmeras outras.

Nas ruas e na rede, elas têm apelidos mais sedutores: 'Hi5', 'incenso do mal' e o mais comum, 'spice', pimenta em inglês.

“São compostos que simulam ou têm uma reação muito parecida com o THC que é o princípio ativo da maconha”, explica João Carlos Ambrósio.

As drogas sintéticas agem nas mesmas áreas do cérebro afetadas pelo THC.

“Provocam relaxamento, euforia e podem estar associados também a alguns efeitos adversos, como o desenvolvimento de taquicardia, hipertensão e eventualmente manifestações paranoides e até psicóticas em algumas pessoas mais suscetíveis”, diz Rafael Linden, toxicologista.

Os riscos para a saúde são grandes.

“Nós não sabemos exatamente a composição desses produtos, que podem ser muito variados e mesmo a concentração presente pode ser muito variável. Então os efeitos são quase imprevisíveis”, afirma Rafael Linden.

Mundialmente, já foram identificadas mais de 600 variações desse tipo de maconha, sintetizada em laboratório.

Apenas uma delas é proibida no Brasil: a JWH-018.

A última atualização da lista de drogas proibidas no Brasil aconteceu há pouco menos de um mês, depois de uma reportagem do Fantástico sobre outras duas drogas sintéticas: a Metilona e a 25I-NBOMe.

As duas foram proibidas desde então, com outras 19 novas substâncias.

Em nota, a Anvisa diz apenas que os canabinoibes proibidos no Brasil são o próprio THC e o JWH-018.

Segundo a Polícia Federal, o consumo de drogas sintéticas está aumentando no país.

“O nível de apreensão aumentou bastante, ano passado nós tivemos ações contra maconha, por exemplo, que foram mais de 220 toneladas de apreensão, e o mercado do tráfico ele é muito dinâmico, se você aperta de um lado eles vão fugir para o outro e a droga sintética começa a ser uma opção”, explica o chefe da Coordenação da Polícia de Combate às Drogas, César Luiz Busto de Souza.

Para o delegado, a lei precisa ser mais flexível: “Ponto é importante que a legislação seja mais flexível, que as autoridades policiais, Ministério Público, Poder Judiciário possa agir de uma maneira que abranja aquele efeito da droga e não somente uma formula química que pode ser mudada num ato simples de um especialista que está produzindo aquela droga”, explica.  

TRANSTORNO

Carro afunda em cratera e motorista cobra responsáveis por prejuízo em Campo Grande

Veículo foi engolido aos poucos após asfalto ceder na Vila Margarida; proprietário afirma que pavimentação havia sido refeita horas antes e aguarda providências para retirar o automóvel

16/10/2026 10h00

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar

Volkswagen Virtus ficou preso em cratera aberta após o asfalto ceder na Vila Margarida, em Campo Grande; motorista conseguiu sair antes de o veículo afundar Marcelo Victor

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Um motorista passou por momentos de tensão na noite desta quinta-feira (15), depois que o asfalto cedeu e seu carro afundou em uma cratera na Vila Margarida, em Campo Grande. O incidente ocorreu por volta das 19h20, quando o comerciante Antônio José da Silva estacionava em frente a um mercado da região. Apesar do susto, ele conseguiu sair do veículo antes que o buraco aumentasse.

Em entrevista ao Correio do Estado, o proprietário contou que havia chegado ao estabelecimento e aguardava a saída de outro automóvel para ocupar uma vaga, quando percebeu que o chão começou a ceder sob seu Volkswagen Virtus.

“Eu senti que o solo cedeu. Desci para ver o que era e vi que estava sendo tomado pela água por baixo”, relatou.

Ao perceber a situação, Antônio procurou ajuda de pessoas que estavam próximas para tentar empurrar o carro para trás. No entanto, a abertura no asfalto aumentou rapidamente, impossibilitando a retirada do veículo. 

Segundo ele, o automóvel levou cerca de meia hora para afundar completamente. Durante esse período,a parte dianteira ficou sustentada pelo para-choque, que acabou cedendo. 

“O para-choque ficou preso ali na frente, mas embaixo era um buraco só, não tinha mais o que fazer”, explicou.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local ainda durante a noite. Conforme o motorista, os militares amarraram o veículo para evitar novos deslocamentos, mas a retirada dependia de um guincho. 

Antônio afirmou que tentou conseguir o serviço, porém enfrentou dificuldades devido às condições do tempo. 

Um dos pontos questionados pelo motorista é a realização de serviços de pavimentação no trecho poucas horas antes do incidente.

De acordo com Antônio, comerciantes da região relataram que o asfalto havia sido refeito na manhã de quinta-feira, enquanto chovia. Ele também contou que, durante a tarde, um trabalhador esteve no local para realizar mediações da pavimentação. 

“Chegou um rapaz de moto e disse que o superior dele pediu que viesse fazer a medição do asfalto que tinha sido feito”, afirmou.

O motorista disse que chegou a retirar seu veículo do local a pedido do trabalhador, mas retornou ao comércio no início da noite, quando ocorreu o afundamento.

Embora tenha mencionado a existência de intervenções relacionadas à rede de gás na região, Antônio afirmou não saber qual empresa executou a pavimentação nem quem deverá responder pelos danos. 

Até o momento das entrevistas, não havia confirmação sobre a causa do rompimento do asfalto ou eventual relação com os serviços realizados anteriormente. 

Além dos danos ao veículo, Antônio enfrenta a incerteza sobre quem será responsável pelos custos da retirada e dos reparos. O motorista afirmou que não possui seguro e ainda não conseguiu calcular o prejuízo. 

“É triste, né? Porque quem vai arcar com esses prejuízos? Ainda vou esperar para ver o que pode ser feito”, desabafou.

Segundo ele, representantes da MSgás já haviam sido informados sobre a ocorrência e deveriam realizar uma avaliação no local. O proprietário também mencionou a necessidade de verificar a situação da tubulação de água, já que havia vazamento na cratera. 

Apesar da presença de pessoas que foram observar a situação, Antônio afirmou que ainda aguardava uma solução concreta.

“Eu estou aguardando aparecer alguém responsável pelo local”, disse.

O motorista pretende buscar esclarecimentos sobre a responsabilidade pelo ocorrido antes de decidir quais medidas adotará para solicitar o ressarcimento dos prejuízos.

CONFRONTO

Homem morre após atirar contra policiais do Choque em Maracaju

Na ficha criminal do investigado consta que ele esteve envolvido em tentativas de homicídio nos anos de 2011, 2013 e 2014

16/10/2026 09h30

Revólver calibre .38 usado pelo criminoso contra os policiais

Revólver calibre .38 usado pelo criminoso contra os policiais Divulgação: Batalhão de Choque

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Na noite desta quinta-feira (15), por volta das 22h, , Edilson Gonçalves Vilhalba, vulgo Dito, de 38 anos, foi morto durante confronto com o Batalhão de Polícia Militar de Choque, no município de Maracaju. Na operação, a equipe policial investigava uma denúncia de tráfico de drogas. A residência onde o rapaz foi visto com uma arma estava localizada na rua Rosalva Fraga Santos, no bairro Vila Prateada.

Ao perceber a presença policial, Dito efetuou disparos contra a equipe e fugiu pelos telhados das residências vizinhas. Os policiais o cercaram e localizaram o suspeito sobre um telhado, ainda com a arma de fogo em punho.

Segundo o Batalhão de Choque, o homem atirou contra os policiais durante a ordem de parada. Diante disso, os militares tiveram que atirar para conter o suspeito. Na sequência, a equipe aproximou-se do indivíduo e realizou o desarme, apreendendo um revólver.

Edilson foi socorrido e encaminhado ao hospital do município de Maracaju. Conforme informações prestadas pela equipe médica, apesar do atendimento recebido, o indivíduo não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Em buscas no interior da residência, foram encontrados tabletes de maconha, além de uma motocicleta Honda, de cor preta, que, segundo informações preliminares, seria utilizada para a prática de venda das drogas e também teria sido empregada em crimes de homicídio ocorridos no município.

Foram apreendidos um revólver calibre .38, munições, um Jet loader (carregador rápido de revólver) e quatro tabletes de maconha que totalizaram 2,685 kg.

Passagens criminais

De acordo com o Batalhão de Choque, a ficha criminal de Edilson Gonçalves Vilhalba era envolvido com práticas criminosas desde 2007, com os seguintes registros:

  • 2007: ameaça e vias de fato, constando como testemunha.
  • 2010: vias de fato, constando como autor/vítima.
  • 2011: homicídio simples; homicídio simples na forma tentada; posse irregular de arma de fogo de uso permitido e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, incluindo registros de autuação em flagrante.
  • 2012: condução de veículo automotor sem habilitação, gerando perigo de dano; embriaguez ao volante e entrega de veículo a pessoa sem condições de conduzi-lo com segurança.
  • 2013: porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, com autuação em flagrante; averiguação de suspeito e ocorrência de homicídio simples na forma tentada.
  • 2014: registros de homicídio simples na forma tentada, incluindo ocorrência com autuação em flagrante.

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