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Mato Grosso do Sul

Mãe percorreu 1.100 km para imunizar filha com cardiopatia contra Covid em MS

Família de adolescente iria fazer empréstimo para vacinar jovem nos Estados Unidos caso estado se recusasse a ajudar Emanuela

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 Mãe de adolescente de 16 anos com cardiopatia percorreu 1.100 km para conseguir imunizar filha contra a Covid-19 em Campo Grande. Emanuela Spiker recebeu sua segunda dose nesta quarta-feira (15).

O estado de Mato Grosso do Sul foi o primeiro do Brasil a iniciar a aplicação de vacinas contra Covid-19 em adolescente com comorbidades e essa foi a luz no fim do túnel para Fabíola de Paoli, de 48 anos que estava buscando incessantemente uma forma de imunizar sua filha Emanuela que já passou por quatro cirurgias no coração. 

"Eu andaria o mundo todo por minha filha, tinha uma angústia muito grande por ela não estar vacinada, os médicos me falavam que não sabiam se ela sobreviveria se pegasse Covid, vi uma matéria no jornal falando que o Mato Grosso do Sul tinha começado a vacinar adolescentes com comorbidades e falavam que iriam atender pessoas de fora, então eu trouxe a matéria embaixo do braço e vim com a minha filha".

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A primeira dose foi aplicada em 19 de junho e hoje a jovem voltou a Campo Grande para receber sua segunda dose e completar o ciclo de imunização.

Mãe e filha que vivem em Curitiba explicam que fariam um empréstimo para poder se vacinar nos Estados Unidos caso não pudessem se vacinar no Estado. 

"Eu já não sabia o que fazer para proteger ela, se não fosse Mato Grosso do Sul, eu teria feito um empréstimo para levar minha filha para se vacinar nos Estados Unidos, estava desesperada, não sei como explicar minha alegria de ter sido acolhida neste Estado", informa Fabíola.

Segundo o relato de Emanuela, o atendimento foi rápido e sem complicações tanto na primeira vez quanto na segunda. 

"Chegamos aqui e buscamos um lugar para nos vacinar, estávamos com medo, mas fomos tão bem atendidas, choramos muito, e agendamos a segunda dose, hoje retornamos, e eu não sei explicar a alegria que sinto, vacinas salvam vidas, sou muito grata a ter tido essa oportunidade, sou muito grata ao Estado e aos profissionais de saúde que me atenderam".

Durante a aplicação da segunda dose em Emanuela, nesta quarta-feira, o secretário municipal de Saúde, José Mauro Pinto de Castro Filho se fez presente e reforçou o apoio a todas as pessoas que busquem vacinação no município.

"Nós entendemos que todos tem o direito de vacinar em qualquer estado, no caso dessa paciente ela operou o coração quatro vezes, a mãe ficou sabendo que abrimos o calendário para esse público, e veio em busca de se vacinar e o nosso papel é fazer com quer isso aconteça", pontuou o secretário.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) também esteve no Albano Franco e parabenizou os profissionais de saúde trabalhando para a imunização da população e elogiou os esforços da mãe de Emanuela.

"Nossos profissionais estão trabalhando sem parar para que consigamos nos imunizar o mais rápido e possível. Essa mãe nos mostrou a determinação que temos para proteger um filho, isso é lindo".

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Eleições 2026

Eleitor sem biometria pode votar no segundo turno das eleições

Quem não fez o cadastro pode votar com documento oficial com foto

18/10/2026 19h00

Rovena Rosa/Agência Brasil

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O cadastro biométrico na Justiça Eleitoral não é obrigatório para o exercício do voto. O eleitor que não tiver a biometria cadastrada ou tiver problemas no reconhecimento da biometria dentro da seção eleitoral, poderá votar também no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25) de outubro.

A coleta da biometria foi feita até dia 6 de maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria cadastrada por diferentes razões.

Vale destacar que a identificação biométrica não é adotada nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Para que serve

Todas as seções eleitorais do Brasil contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.

Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação. Para os eleitores que têm biometria cadastrada, a identificação é feita antes da liberação do voto, por meio da impressão digital. 

Identificação do eleitor

Se a pessoa tiver as digitais coletadas no cadastro biométrico, o sistema eletrônico poderá realizar até quatro tentativas de validação.

Se a identificação não for confirmada nas quatro tentativas, o mesário perguntará a data de nascimento do eleitor para garantir o exercício do voto.

Caso o eleitor não tenha o cadastro biométrico, a confirmação da identidade do eleitor é feita com um documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Coleta e segurança da biometria

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitor de forma única.

Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a captura e armazenamento das impressões digitais, da assinatura do cidadão e da fotografia digital. O antigo título de eleitor não trazia a foto do cidadão.

Além de dar mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes, diz o TSE.

Habitualmente, a biometria é captada no momento do alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção dos eleitores que se cadastram no exterior, e pelo eleitor antigo que precisa atualizar algum dado pessoal.

A biometria é obrigatória para realizar qualquer operação eleitoral, como o tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou revisar dados pessoais (mudar o nome ou o estado civil, por exemplo).

Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado

Desvio de Comida

MP apura retirada de merenda de escola indígena em MS

Alimentos teriam sido levados para fora da unidade sem autorização

18/10/2026 17h16

Reprodução/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga a retirada de alimentos da merenda escolar da Escola Municipal Indígena Polo Presidente João Figueiredo, em Miranda, a 208 quilômetros de Campo Grande. Segundo o órgão, os produtos teriam sido levados para fora da unidade sem autorização da direção e sem amparo legal, embora fossem destinados à alimentação dos estudantes matriculados.

A apuração foi aberta pela 1ª Promotoria de Justiça de Miranda, por meio de um Procedimento Preparatório, após informações preliminares registradas em uma Notícia de Fato. O procedimento foi assinado pela promotora de Justiça Talita Zoccolaro Papa.

O Ministério Público considera que a retirada dos alimentos pode configurar uso indevido de patrimônio público, já que a merenda é adquirida para atender os alunos durante o período letivo.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou ao MPMS como funciona o controle de aquisição e distribuição dos alimentos na rede municipal. O planejamento considera o número de estudantes matriculados, os cardápios e as necessidades específicas das unidades urbanas, rurais e indígenas, incluindo aquelas que oferecem ensino em período integral.

Apuração

O caso também foi discutido em junho, durante reunião na Secretaria Municipal de Educação com a participação de mães e responsáveis pelos estudantes. Na ocasião, foram debatidas as providências para apurar os fatos e identificar possíveis responsáveis.

Após o encontro, a Semed apresentou uma cópia da ata escolar em que a ocorrência foi registrada e assinada pela equipe gestora. Conforme o documento citado pelo Ministério Público, o episódio foi classificado como gravíssimo, com possibilidade de abertura de sindicância.

Agora, a Secretaria tem prazo de dez dias úteis para encaminhar ao MPMS informações sobre a eventual sindicância ou processo administrativo, incluindo cópia integral da decisão final, relatório da comissão responsável e indicação de eventual penalidade aplicada ou arquivamento do caso.

 

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