Cidades

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Maioria das vítimas de estupro não usava roupas provocantes

Maioria das vítimas de estupro não usava roupas provocantes

R7

06/04/2014 - 14h30
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Quase a metade das vítimas de violência sexual atendidas em 2013 pelo Programa Bem-me-quer, do hospital Pérola Byington, em São Paulo, tinha até 11 anos de idade. O resultado do levantamento está alinhado com estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado no fim do mês passado, que mostrou a prevalência de crianças como alvo de estupros registrados no País. Ao mesmo tempo, contrasta com a percepção de um em cada quatro brasileiros. Em outra pesquisa realizada pelo mesmo instituto, 26% dos ouvidos na sondagem concordaram total ou parcialmente com a ideia de que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

Em entrevista ao R7, o coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, Jéferson Drezett, classificou de “estúpido” o argumento de que a vítima deve ser responsabilizada pela violência em função do que veste. Para ele, é “um erro de percepção que envolve machismo e uma educação sexista”. O médico acrescentou que, no caso específico das mulheres adultas e adolescentes acolhidas pelo programa, em aproximadamente 70% das ocorrências, os ataques acontecem durante situações cotidianas.

— Em cerca de 70% dos casos, elas estavam fazendo atividades absolutamente rotineiras, como ir e vir da escola, o percurso de ir e vir do trabalho [...] A gente não consegue atribuir a situações de violência sexual àquele estereótipo que às vezes fica na cabeça das pessoas de que são “meninas com roupas curtíssimas que estavam no baile funk” [...] Apesar de as mulheres terem todo o direito de usar roupas bonitas e atraentes, não tenho aqui no ambulatório e não vejo neste hospital, há 20 anos, mulheres vestidas de maneira provocante.

Drezett disse ainda que há uma parcela das vítimas atendidas que sofre a violência no âmbito doméstico.

— Boa parte também das mulheres que atendemos está sofrendo violência sexual dentro de casa. Então, são ou crianças ou adolescentes que estão sofrendo situação de incesto, ou situações até de mulheres que estão subjugadas de certa forma por um homem violento que pratica atos de violência de uma maneira geral — física e psicológica — e, com uma frequência muito grande também pratica atos de estupro.

A promotora de Justiça Maria Gabriela Prado Manssur, que é coordenadora do Núcleo de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher - Grande São Paulo II, afirmou que a cada dez casos de violência sexual que atende, apenas um aconteceu na rua.

— Os outros nove ocorreram dentro de casa. Ou os homens estupram suas mulheres, que se recusam a ter relações sexuais com eles, ou são abusos sexuais com menores, pessoas que estão sob autoridade e não conseguem reivindicar seus direitos.

Inimigo íntimo

Segundo o coordenador do Serviço de Violência Sexual do Hospital Pérola Byington, o agressor não tem um perfil determinado. Mas ele explicou que, no caso de crimes sexuais praticados contra crianças, os autores, na maioria das vezes, são pessoas conhecidas da vítima.

— De 90 a 95% dos casos, são autores identificáveis. Dentro desses conhecidos, a experiência nossa no hospital é de que, em 85% dos casos, se tratam de pessoas de dentro da família. Estamos falando de pai, padrasto, tio, avô. Pessoas que são do núcleo familiar ou que estão em torno do núcleo familiar. Têm acesso privilegiado à rotina da criança.

Ainda conforme o médico, nessa situação, raramente a vítima sofre abuso uma única vez.

— O processo de abuso normalmente é lento, crônico e quase sempre repetido. É muito incomum abuso sexual de criança acontecer uma vez só. Normalmente é reiterado. Às vezes, por muitos anos.

O especialista afirmou que, apesar de também não haver um perfil específico da vítima de violência sexual, é possível dizer que a maior parte é jovem e do sexo feminino.

— Temos atendido mulheres de todas as origens, de todas as escolaridades, etnias, culturas, religiões.

No que diz respeito a crianças, as meninas predominam como as mais vulneráveis a sofrer esse tipo de agressão.

— Do total de crianças que atendemos no hospital, ¾ mais ou menos são meninas. 25% são do sexo masculino.
 

Cidades

Exposição na Capital resgata chegada da ferrovia e projeta futuro da indústria de MS

Mostra gratuita pelos 80 anos do Sesi usa inteligência artificial, imagens históricas e experiências imersivas

05/10/2026 17h16

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma exposição que será aberta nesta semana em Campo Grande vai usar a história da ferrovia, imagens de arquivo e inteligência artificial para recontar parte das transformações que marcaram Mato Grosso do Sul e projetar os desafios da indústria para as próximas décadas. A mostra “Sesi 80 anos: Indústria em Movimento Do trilho ao bit” será inaugurada na quarta-feira (7) e poderá ser visitada gratuitamente a partir de quinta-feira (8).

A exposição usa fotografias históricas, documentos, vídeos, mapas interativos e recursos de inteligência artificial para reconstruir momentos da história regional e conectar a transformação provocada pela ferrovia aos desafios atuais da indústria sul-mato-grossense.

O percurso começa com a recriação da chegada da Maria Fumaça à então pequena vila de Campo Grande. Em uma sala imersiva, projeções, sons e fotografias animadas mostram como a ferrovia contribuiu para a urbanização e criou condições para a expansão econômica da região.

A partir desse episódio, a mostra avança para a criação do Sesi, em 1946, sua instalação em Mato Grosso do Sul e a ampliação da atuação da instituição nas áreas de educação, saúde, cultura, esporte e qualidade de vida dos trabalhadores.

Do trilho ao futuro

Dividida em quatro estações, a exposição também deixa o registro histórico para abordar os caminhos que a indústria sul-mato-grossense pretende seguir nas próximas décadas.

O terceiro núcleo apresenta a evolução da educação e sua relação com as transformações do mercado de trabalho e da indústria. Já a última estação aborda temas como bioenergia, energia limpa, sustentabilidade, Rota Bioceânica, inclusão social e inovação.

A experiência também reúne depoimentos de trabalhadores, empresários e educadores, além de animações e trilhas sonoras relacionadas a diferentes períodos históricos.

A proposta é mostrar que, assim como a ferrovia foi um elemento de transformação econômica no passado, educação, tecnologia e inovação ocupam papel central nas mudanças que devem marcar a indústria nas próximas décadas.

A exposição celebra os 80 anos do Sesi no país e tem como conceito central a ideia de que “toda indústria começa com pessoas”.

A visitação gratuita ocorre de 8 a 17 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos fins de semana e feriado, das 10h às 18h. A inauguração será na quarta-feira (7), às 18h30, no Edifício Casa da Indústria, na Avenida Afonso Pena, 1.206, bairro Amambaí, em Campo Grande. Grupos podem fazer agendamento pela página da exposição.

 

Em Campo Grande

Dívidas de energia podem ter até 98% de desconto em mutirão

Atendimento começa nesta segunda-feira (5), no Jardim Los Angeles, e permite parcelamento dos débitos em até 36 vezes

05/10/2026 16h02

Conta de luz

Conta de luz Gerson Oliveira

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Moradores de Campo Grande com contas de energia em atraso poderão negociar as dívidas com descontos de até 98% a partir desta segunda-feira (5). O mutirão será realizado até sexta-feira (9), das 8h às 12h, no CRAS Los Angeles – Messias da Silva, na Rua Arthur Pires, 885, no Jardim Los Angeles.

Além do desconto, os débitos poderão ser parcelados em até 36 vezes, conforme a situação de cada consumidor. Durante o atendimento, será possível consultar os valores em aberto e verificar as condições disponíveis para regularização.

Segundo o gerente comercial da Energisa Mato Grosso do Sul, Guilherme Paraná, a realização do mutirão nos bairros busca aproximar o atendimento dos consumidores que precisam regularizar os débitos.

“Estamos levando essa oportunidade de negociação diretamente aos bairros, para facilitar o acesso da população ao atendimento. As condições de negociação variam conforme a situação do cliente e o tamanho da dívida, e nossa equipe está preparada para ouvir e buscar uma condição de pagamento que caiba no orçamento de cada família”, afirmou.

Paraná também orienta os moradores da região a procurarem a equipe durante o período do mutirão. “O nosso objetivo é ajudar as pessoas a regularizarem suas contas de forma tranquila, evitando que a dívida aumente e trazendo mais segurança e tranquilidade para o futuro”, disse.

As condições de negociação variam de acordo com o perfil da dívida e a situação de cada cliente. A ação é realizada pela Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica em Mato Grosso do Sul.

Quem não puder comparecer ao mutirão também poderá consultar as opções de negociação pelos canais digitais da empresa. O atendimento é realizado pelo WhatsApp da Energisa, por meio da assistente virtual Gisa, no número (67) 99980-0698.

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