Cidades

FIM DE SEMANA

Mais de 300 quilos de peixe são apreendidos em operação da PMA

Mais de 300 quilos de peixe são apreendidos em operação da PMA

DA REDAÇÃO

14/03/2011 - 09h19
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Em três operações realizadas neste fim de semana, a Polícia Militar Ambiental (PMA) do Estado apreendeu 312 quilos de pescado irregular e aplicou mais de R$ 7,8 mil em multas para os acusados de capturar peixes de forma ilegal nos rios sul-mato-grossenses.

A maior apreensão do período aconteceu durante abordagem de um veículo em uma rodovia vicinal conhecida como Retiro dos Cabritos, no município de Batayporã. Os policiais ambientais encontraram 256 quilos de diversos exemplares de peixe (pacu, dourado e pintado) com tamanho inferior ao permitido pela legislação. De acordo com a PMA, o pescado também apresentava sinais de captura com petrechos proibidos de malha, como redes ou tarrafas.

No mesmo veículo abordado os policiais encontraram na carroceria um tambor coberto onde havia pescado da espécie curimbatá, estes com nota apresentada pelo motorista. Os peixes irregulares estavam escondidos em um fundo falso do carro. A ação aconteceu na madrugada do último sábado (12).

Todo o pescado e o veículo foram apreendidos. O motorista do veículo, residente em Batayporã, foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município. Ele também recebeu multa administrativa no valor R$ 6.120,00.

Acampamento clandestino

Em outra operação, desta vez um patrulhamento fluvial no Rio Amambai, em uma região chamada de Lagoa da Joia, realizada na madrugada de ontem (13) – por volta das 4h30 – a PMA prendeu um pescador com 50 quilos de pescado irregular. O pescador foi encontrado em um acampamento clandestino de pescadores às margens do rio em uma fazenda de Itaquiraí. Vários exemplares dos peixes apreendidos estavam fora da medida e com sinais de captura com petrechos proibidos, segundo informou a Polícia Ambiental.

Escondidos nas imediações do acampamento, os policiais encontraram dez anzóis de galho e 45 metros de espinhel, ambos petrechos proibidos para a pesca. Um assentado de 45 anos, residente no assentamento Santa Rosa, identificou-se como responsável pela pesca predatória.

O material e o pescado foram apreendidos e o acusado foi preso e encaminhado para a Delegacia de Polícia e recebeu multa administrativa no valor de R$ 1,7 mil. Ele foi autuado em flagrante pelo crime de pesca predatória e se condenado pode pegar pena de um a três anos de detenção.

Pescado abandonado

A PMA de Três Lagoas apreendeu oito quilos de pescado e seis petrechos de malha abandonados por pescadores que praticavam a pesca predatória em uma região próxima à usina de Jupiá, local proibido para a atividade. A ação aconteceu na tarde da última sexta-feira (11) durante fiscalização fluvial no Rio Paraná.

O pescado e o material abandonado foram deixados por pescadores que fugiram logo que avistaram os policiais ambientais, segundo a PMA. Os policiais ainda perseguiram os acusados mas não conseguiram capturá-los. A polícia ainda tenta identificar os pescadores para que eles respondam pelo crime ambiental cometido. 

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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