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SAÚDE

Mais de 94% dos casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças; saiba os primeiros socorros

Em Mato Grosso do Sul, quatro pessoas engasgam por semana e incidente pode ser fatal

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De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 94% dos casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças menores de sete anos.

O incidente ocorre principalmente em crianças do sexo masculino, entre um e três anos de idade. Mais de 50% dos casos ocorrem em crianças menores de quatro anos e mais de 94% em crianças até sete anos.

Os sinais de engasgamento em uma criança são boca azulada/roxa, dificuldade para respirar, tosse, chiado no peito e rouquidão.

Em crianças, os engasgos ocorrem pela dificuldade em engolir a própria saliva, ingerir líquido na posição deitado ou encostado, deitar o bebê após refeição sem ter arrotado e engolir pequenos brinquedos ou outros objetos.

Até os três anos de idade, a criança não controla a mastigação e a deglutição de alimentos devido à falta dos dentes molares, estrutura importante na trituração de comida sólida.

Obstrução de via aérea por corpo estranho líquido ou sólido, popularmente conhecido como engasgo, ocorre quando um objeto ou alimento fica preso na garganta, bloqueando a passagem de ar para os pulmões.

É uma manifestação do organismo para expelir alimento ou objeto que toma um “caminho errado”, durante a deglutição.

O engasgo é considerado emergência, e em casos graves, pode levar a pessoa à morte por asfixia ou deixá-la inconsciente por um tempo.

NÚMEROS

Dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), ao Correio do Estado, apontam que 216 ocorrências por engasgo foram registradas de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2022, em Mato Grosso do Sul.

Dos 216 incidentes, 58 são de engasgo por corpo estranho, 83 por corpo estranho líquido e 75 por corpo estranho sólido.

Foram contabilizados 17 incidentes de 1º a 31 de janeiro de 2023. Desse número, 8 são de engasgo por corpo estranho, 6 por corpo estranho líquido e 3 por corpo estranho sólido.

O Correio do Estado solicitou à corporação números de crianças engasgadas em 2022 e 2023, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

PERIGO

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul afirmou que as consequências do engasgo para o corpo humano variam de leves à graves. Veja:

  • Falta de ar: a obstrução da passagem de ar pode causar dificuldade para respirar, resultando em falta de ar.

  • Desmaio: em casos mais graves, a falta de oxigênio pode levar a uma perda de consciência.

  • Danos cerebrais: se o cérebro não recebe oxigênio suficiente por um período prolongado, pode ocorrer danos cerebrais permanentes.

  • Asfixia: se a obstrução não for removida a tempo, pode ocorrer asfixia, podendo que pode ser fatal.

  • Lesão na garganta: em alguns casos, a tentativa de remover a obstrução pode causar lesões na garganta.

  • Morte: a junção de asfixia, falta de ar e danos cerebrais, causados pelo engasgo, pode levar o indivíduo à óbito.

A forma de sinalizar/alertar que você está engasgado é colocar as duas mãos entrelaçadas sobre o pescoço, como se estivesse sendo enforcado.

PREVENÇÃO

Algumas atitudes simples previnem que uma pessoa engasgue. Segundo o Corpo de Bombeiros, é aconselhado mastigar bem os alimentos e evitar falar ou rir na hora de comer.

Para crianças menores de quatro anos, é indicado oferecer alimentos picados e amassados. Para crianças que são independentes e já se alimentam sozinhas, é necessária a supervisão.

O QUE FAZER EM CASO DE ENGASGO?

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, em caso de engasgo, a primeira atitude a ser tomada é acionar a Corporação através do número 193.

Caso a pessoa esteja consciente, é aconselhado que ela tussa até eliminar o objeto/alimento. Se a tosse não for capaz de expelir o corpo estranho, a saída é recorrer para a Manobra de Heimlich.

A manobra de Heimlich é uma técnica que pode salvar a vida de alguém, caso esteja engasgada.

"A manobra consiste em aplicar pressão abdominal rápida e forte na área entre o umbigo e o diafragma da pessoa, com o objetivo de criar uma corrente de ar que empurra o objeto para fora da traqueia", afirmou a assessoria de imprensa da corporação.

MANOBRA DE HEIMLICH EM BEBÊS

A manobra de Heimlich é uma técnica que pode salvar a vida de um bebê, caso esteja engasgado. É importante que pais saibam fazê-la.

Veja o passo a passo para desengasgar um bebê:

  1. Mantenha calma

  2. Coloque o bebê de bruços nos seus braços

  3. Apoie o bebê no seu antebraço - seu braço deve ficar entre as pernas do bebê

  4. Segure a cabeça do bebê

  5. Incline a cabeça do bebê para cima

  6. Incline o bebê para baixo, em direção ao chão

  7. Dê tapinhas de leve nas costas do bebê

* Jamais coloque o seu dedo dentro da boca do bebê para tentar puxar o alimento/objeto, pois há risco de empurrar o corpo estranho para mais para dentro

* Caso o bebê esteja tossindo, deixe-o tossir, pois ele irá desengasgar sozinho

Veja o vídeo:

 

MANOBRA DE HEIMLICH EM CRIANÇA/ADULTO

Em adultos, o método pode ser feito em si mesmo ou em outra pessoa.

Veja o passo a passo para desengasgar um adulto:

  1. Posicione-se atrás da vítima
  2. Enlace a vítima, com os braços, ao redor do abdome (se for uma criança, ajoelhe-se primeiro)

  3. Feche uma mão e abra a outra

  4. Posicione a mão fechada sobre a área entre o umbigo e o diafragma da pessoa

  5. Faça movimentos para dentro e para cima, em formato da letra “J”, como se quisesse levantar a vítima do chão, até que o corpo estranho seja eliminado

* A mão aberta deve orientar e acompanhar a outra

* Caso a criança seja menor do que você, ajoelhe-se para ficar do tamanho dela

Veja o vídeo:

 

CÂMARA MUNICIPAL

Cinco vereadores votam contra reajuste de salário dos servidores

Os contrários foram os petistas Luiza Ribeira, Landmark e Jean Ferreira, além de Marquinhos Trad (PV) e Maicon Nogueira (PP)

11/06/2026 13h35

Os vereadores que votaram contra o reajuste do servidores são Jean Ferreira (PT), Landmark Rios (PT), Maicon Nogueira (PP), Marquinhos Trad (PV) e Luiza Ribeiro (PT)

Os vereadores que votaram contra o reajuste do servidores são Jean Ferreira (PT), Landmark Rios (PT), Maicon Nogueira (PP), Marquinhos Trad (PV) e Luiza Ribeiro (PT) Montagem

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Os vereadores petistas Luiza Ribeiro, Landmark Rios e Jean Ferreira, além de Marquinhos Trad (PV) e Maicon Nogueira (PP), foram os únicos parlamentares a votar contra o projeto que concede reajuste salarial aos servidores municipais de Campo Grande. A proposta foi aprovada por 18 votos favoráveis e cinco contrários durante sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (11), na Câmara Municipal.

O Projeto de Lei nº 12.456/26, encaminhado pela Prefeitura de Campo Grande, prevê reajuste de 4,39% nos vencimentos-base dos servidores efetivos, além dos proventos de aposentadoria e das pensões custeadas pelo Tesouro Municipal. A matéria foi apreciada em regime de urgência e em discussão única.

Durante a tramitação, os vereadores aprovaram duas emendas que alteraram pontos do texto original. A principal mudança antecipou a segunda parcela do reajuste. Pelo texto aprovado, o aumento será pago em duas etapas: 2,20% em agosto de 2026 e 2,19% em janeiro de 2027. A proposta inicial do Executivo previa que a segunda parcela fosse concedida apenas em março do próximo ano.

Outra emenda ampliou o alcance da medida ao retirar do projeto um dispositivo que excluía da revisão salarial servidores pertencentes a carreiras com política remuneratória própria ou que possuam piso salarial definido por legislação específica.

Na justificativa encaminhada ao Legislativo, a Prefeitura argumentou que adotou medidas de ajuste fiscal para garantir a saúde financeira das contas públicas e destacou que os servidores efetivos estavam há três anos sem revisão do vencimento-base.

Presidente da Câmara Municipal, o vereador Papy (PSDB) afirmou que o Legislativo buscou aperfeiçoar a proposta dentro dos limites legais e constitucionais. Segundo ele, os parlamentares trabalharam para garantir avanços ao funcionalismo sem gerar aumento de despesas que não poderiam ser criadas pelo Poder Legislativo.

“O desejo de todos era ampliar o reajuste e concentrar o pagamento ainda em 2026, mas há limitações constitucionais e decisões do Supremo Tribunal Federal que impedem a Câmara de aumentar despesas do Município”, explicou.

Papy reconheceu que o percentual aprovado não atende plenamente às expectativas dos servidores, mas destacou que a medida representa o que foi possível construir dentro da realidade financeira apresentada pelo Executivo.

Procurado pelo Correio do Estado, o vereador Marquinhos Trad (PV) afirmou que seu voto contrário ao reajuste é uma forma de mostrar injustiça por parte da prefeita Adriane Lopes, que teve seu salário e de todo o alto escalão aumentado acima da inflação. 

"Dourados tem arrecadação menor que a gente [Campo Grande] e deu reajuste a mais que aqui, Três Lagoas deu 5% a partir deste mês e tem arrecadação menor. A questão é gerência admnistrativa. Ela [Adriane] usa o slogan de "capital das oportunidades", mas fecha 1 hora da tarde, os empresários que chegam lá, a prefeitura está fechada, sistema tributário não funciona, ela fala 'economizei na luz, economizei nisso', mas aumenta os contratos, todos os contratos estão super inflacionados, salário dela e alto escalão super inflacionados, chega a ser ridiculo comentar sobre isso". 

Com as emendas aprovadas pelos vereadores, o projeto segue agora para sanção da prefeita Adriane Lopes.

Colaboraram Karina Varjão e Naiara Camargo
 

caça-níquel

Pedagiada por 14 anos, ponte na BR-262 volta a sofrer interdições

A partir desta sexta-feira o fluxo sobre o Rio Paraguai será em meia pista, mas também estão previstas interdições totais ao longo dos próximos meses

11/06/2026 12h58

Reparos emergenciais na ponte sobre o Rio Paraguai já consumiram em torno de R$ 10 milhões e vão custar mais R$ 11,7 milhões

Reparos emergenciais na ponte sobre o Rio Paraguai já consumiram em torno de R$ 10 milhões e vão custar mais R$ 11,7 milhões

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A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, volta a fluir em meia pista a partir desta sexta-feira (12), quando começam as obras de recuperação da estrutura. Mas, ao longo dos trabalhos, estão previstas interdições totais a cada três semanas na única rodovia asfaltada que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado.

Com investimento de mais de R$ 11,7 milhões, a intervenção será executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

De acordo com a Agesul, as interdições totais vão ocorrer, preferencialmente, aos fins de semana e no período noturno. E, sempre que isso ocorrer, a população será comunicada com antecedência para que os usuários da rodovia possam se programar.

Faixas informativas e painéis de LED serão instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, destacou que a obra foi planejada para reduzir os impactos aos usuários sem abrir mão da segurança.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente. Neste momento, o tráfego seguirá em meia pista, e qualquer interdição futura será comunicada previamente para que moradores, empresas e transportadores possam se organizar”, afirmou.

CAÇA-NÍQUEL

A ponte foi pedagiada durante quase duas décadas sob o justificativa de que a cobrança era para bancar a manutenção. A cobrança acabou em setembro de 2022, mas até agora a ponte instalada na rodovia federal segue sob responsabilidade do Governo Estadual, já que, por conta das más condições, o DNIT se recusOU a receber a estrutura. 

Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para A reforma ampla que será executada agora e no pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego. Ela ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obrasvão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção. E é esta reforma que deve ser bancada agora com recursos públicos.

SEM EXPLICAÇÃO

Investimento público em uma ponte seria algo normal não fosse a cobrança de pedágio, feita até setembro de 2022. Pequena fatia da receita era repassada ao Estado e a única obrigação da empresa era fazer a manutenção da estrutura, que tem dois quilômetros e foi inaugurada em 2001.

Porém, em 15 de maio de 2023 a empresa Porto Morrinho encerrou o contrato e devolveu a ponte Poeta Manoel de Barros sem condições plenas de uso, embora tivesse faturamento milionário.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo é de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.
Esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008, e rendeu em torno de R$ 430 milhões, levando em consideração o faturamento do último ano de concessão. 

Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35%  do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%. 

Se tivesse de repassar 35% dos R$ 2,6 milhões arrecadados por mês em 2022, a Porto Morrinho teria de pagar R$ 910 mil por mês ao Estado. Com a repactuação do contrato, porém, este valor caiu para a casa dos R$ 355 mil. 

Desde dezembro do ano passado, com o fim do transporte ferroviário, todos os minérios escoados a partir do porto Gregório Curvo (em Porto Esperança) chegam ao local de embarque por meio de caminhões. 
São em torno de 350 bi-trens carregados com 50 toneladas que diariamente estão utilizando a ponte para chegar ao terminal Gregório Curvo. 
 

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