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Pedagiada por 14 anos, ponte na BR-262 volta a sofrer interdições

A partir desta sexta-feira o fluxo sobre o Rio Paraguai será em meia pista, mas também estão previstas interdições totais ao longo dos próximos meses

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A ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, volta a fluir em meia pista a partir desta sexta-feira (12), quando começam as obras de recuperação da estrutura. Mas, ao longo dos trabalhos, estão previstas interdições totais a cada três semanas na única rodovia asfaltada que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado.

Com investimento de mais de R$ 11,7 milhões, a intervenção será executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), por meio de termo de cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

De acordo com a Agesul, as interdições totais vão ocorrer, preferencialmente, aos fins de semana e no período noturno. E, sempre que isso ocorrer, a população será comunicada com antecedência para que os usuários da rodovia possam se programar.

Faixas informativas e painéis de LED serão instaladas em locais de grande circulação e acesso, como a entrada de Miranda, o acesso ao Lampião Aceso, o Anel de Corumbá, nas proximidades da antiga praça de pedágio e a entrada de Porto Esperança, com o objetivo de alertar os usuários com antecedência, organizar o fluxo de veículos e garantir mais segurança durante a execução dos trabalhos.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, destacou que a obra foi planejada para reduzir os impactos aos usuários sem abrir mão da segurança.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada. Essa ponte é estratégica para Corumbá e para todo o Pantanal, e nosso compromisso é garantir segurança e durabilidade para quem depende dela diariamente. Neste momento, o tráfego seguirá em meia pista, e qualquer interdição futura será comunicada previamente para que moradores, empresas e transportadores possam se organizar”, afirmou.

CAÇA-NÍQUEL

A ponte foi pedagiada durante quase duas décadas sob o justificativa de que a cobrança era para bancar a manutenção. A cobrança acabou em setembro de 2022, mas até agora a ponte instalada na rodovia federal segue sob responsabilidade do Governo Estadual, já que, por conta das más condições, o DNIT se recusOU a receber a estrutura. 

Depois do fim da cobrança, a Agesul já investiu em torno de R$ 10 milhões em reparos emergenciais, na elaboração do projeto para A reforma ampla que será executada agora e no pagamento de empresas que fizeram o controle do tráfego. Ela ficou durante quase dois anos parcialmente interditada e durante este período era necessário organizar o pare-siga nas duas extremidades. 

As obrasvão custar o dobro do previsto pelo ex-secretário de obras, Hélio Peluffo. Em junho de 2023 ele previu gastos da ordem de R$ 6 milhões para recuperar a estrutura. 

Em março de 2023, por conta das péssimas condições da única ponte sobre o Rio Paraguai que liga Corumbá e Ladário ao restante do Estado, o tráfego passou a ser em meia pista. A interdição se estendeu durante mais de um ano, até que reparos emergenciais fossem feitos na pista de rolamento. 

Porém, o problema principal é que os "amortecedores" instalados entre as pilastras e a parte superior da ponte (a pista) estão desgastados porque não receberam a devida manutenção. E é esta reforma que deve ser bancada agora com recursos públicos.

SEM EXPLICAÇÃO

Investimento público em uma ponte seria algo normal não fosse a cobrança de pedágio, feita até setembro de 2022. Pequena fatia da receita era repassada ao Estado e a única obrigação da empresa era fazer a manutenção da estrutura, que tem dois quilômetros e foi inaugurada em 2001.

Porém, em 15 de maio de 2023 a empresa Porto Morrinho encerrou o contrato e devolveu a ponte Poeta Manoel de Barros sem condições plenas de uso, embora tivesse faturamento milionário.

Ao longo de 2022,  com tarifa de R$ 14,10 para carro de passeio ou eixo de veículo de carga, a cobrança rendeu R$ 2,6 milhões por mês, ou R$ 21 milhões nos oito primeiros meses daquele ano.

No ano anterior, o faturamento médio mensal ficou em R$ 2,3 milhões. Conforme os dados oficiais, 622 mil veículos pagaram pedágio naquele ano. Grande parte deste fluxo é de caminhões transportando minério. A maior parte destes veículos têm nove eixos e por isso deixavam R$ 126,9 na ida e o mesmo valor na volta.
Esse contrato durou longos 14 anos, com início em dezembro de 2008, e rendeu em torno de R$ 430 milhões, levando em consideração o faturamento do último ano de concessão. 

Em março de 2017, a Porto Morrinho conseguiu um abatimento de 61% no valor da outorga. Na assinatura, em 22 de dezembro de 2008, o acordo previa repasse de 35%  do faturamento bruto obtido com a arrecadação tarifária estabelecida em sua proposta comercial. A partir de março de 2017, porém, este valor caiu para 13,7%. 

Se tivesse de repassar 35% dos R$ 2,6 milhões arrecadados por mês em 2022, a Porto Morrinho teria de pagar R$ 910 mil por mês ao Estado. Com a repactuação do contrato, porém, este valor caiu para a casa dos R$ 355 mil. 

Desde dezembro do ano passado, com o fim do transporte ferroviário, todos os minérios escoados a partir do porto Gregório Curvo (em Porto Esperança) chegam ao local de embarque por meio de caminhões. 
São em torno de 350 bi-trens carregados com 50 toneladas que diariamente estão utilizando a ponte para chegar ao terminal Gregório Curvo. 
 

CAMPO GRANDE

Professores aceitam proposta da Prefeitura para reposição salarial

Após seis reuniões entre as partes, a ACP aceitou dividir os 5,4% do Piso Nacional em três parcelas

14/07/2026 09h00

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027 Divulgação

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A Assembleia Extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (13) recebeu os professores da Rede Municipal de Ensino (REME) de Campo Grande para avaliarem a proposta da Prefeitura sobre a reposição dos 5,4% do piso salarial para 20 horas semanais. 

Depois de seis reuniões entre a ACP, representantes da Prefeitura de Campo Grande e vereadores que formaram a Comissão da Educação da Câmara Municipal, a negociação para reposição do piso salarial para jornada de 20 horas semanais, se encerrou ontem. Os professores aceitaram o reajuste em três parcelas, sendo 2% em setembro, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027. 

Em entrevista na manhã desta terça-feira (14), o presidente da ACP, Gilvano Kunzler Bronzoni afirmou que apesar de aceitarem a proposta da Prefeitura, esta não era exatamente o que os professores queriam, pois desejavam ter a reposição dos 5,4% à vista.

O reajuste salarial também envolve os professores efetivos, temporários, convocados e profissionais com aulas complementares.

O reajuste total será apenas em janeiro de 2027
Salário-base para o cargo de professor da rede municipal com 20 horas semanais

A tabela é referente ao salário-base dos professores da REME, com carga horária de 20 horas semanais, e foi atualizada em janeiro de 2026. A partir de janeiro de 2027, os proventos dos professores desta categoria passarão a receber entre R$ 3171,85 (nível mais baixo, referente ao PH-1 A) e R$ 11.395,21 (mais alto, referente àqueles profissionais com pós-graduação em nível de doutorado).

SEGURANÇA

Assassinatos crescem na fronteira em meio à guerra do tráfico

Em Ponta Porã foram 20 executados este ano; o último registro foi no domingo, quando Dorileu dos Santos foi morto

14/07/2026 08h00

Divulgação/Reprodução

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A intensificação da briga por novas rotas para escoar o tráfico de drogas tem causado o aumento no número de execuções, principalmente na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia.

Somente em Ponta Porã, cidade gêmea de Pedro Juan Caballero, por exemplo, o número de homicídios dolosos cresceu 42,8% este ano, de janeiro a julho, mesmo considerando que o mês ainda não chegou nem na metade.

Até o domingo, 20 pessoas haviam sido mortas no município, número muito maior que o registrado de janeiro a julho do ano passado, quando 14 haviam sido assassinadas, um aumento de 42,8%. Ou seja, ainda antes do fim do mês o acumulado de mortes já é superior ao período completo de 2025.

A última morte registrada no município ocorreu na tarde de domingo. Dorileu dos Santos Vieira da Rosa, de 59 anos, foi morto na frente da esposa por uma dupla.

A vítima, também conhecida como Deca, e sua esposa participavam de um almoço familiar no Clube do Laço. Conforme o boletim de ocorrência, após deixar o local o casal teria se deslocado em direção à sua residência. 

Ao estacionar o veículo em frente ao imóvel, um Fiat Pálio de cor preta parou logo atrás. Dois atiradores desembarcaram e passaram a efetuar diversos disparos de arma de fogo em direção a Dorileu.

A mulher saiu ilesa, pois conseguiu se abrigar embaixo do carro. Já a vítima foi atingida principalmente na cabeça e veio a óbito no Hospital Regional de Ponta Porã.

No interior da residência estavam três filhos do casal, todos maiores de idade.

Condenado por tráfico de drogas, Deca foi preso durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) em 2021, e cumpria sua pena já em liberdade condicional.

Ainda em 2021, Deca passou a ser investigado por supostamente estar associado ao traficante paraguaio Carlos Ramon Ubieta Ortega.

Horas após o crime, um carro foi encontrado totalmente carbonizado em uma estrada na área rural entre Pedro Juan Caballero e Sanja Pytã, no Paraguai.

A Polícia Nacional do Paraguai trabalha no caso em conjunto com as forças brasileiras.

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