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Mais de mil bolsas de estudo voltadas a pessoas negras estão disponíveis em MS

Bolsas abrangem áreas como tecnologia, gestão, comunicação, idiomas e empreendedorismo

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Profissionais e estudantes negros de Mato Grosso do Sul têm até esta quarta-feira (15) para se inscrever em mais de mil bolsas de estudo oferecidas pelo Movimento pela Equidade Racial (Mover). As oportunidades fazem parte da campanha “MOVER o seu Futuro”, considerada a maior já realizada pela coalizão, que disponibiliza 60 mil bolsas em todo o país para diferentes etapas da carreira.

No Estado, as bolsas abrangem áreas como tecnologia, gestão, comunicação, idiomas e empreendedorismo, com formações voltadas à inserção e ao avanço profissional de pessoas negras. Os cursos são ofertados em parceria com instituições de ensino e organizações sociais, e variam desde capacitações técnicas até programas de liderança e negócios.

Entre as oportunidades disponíveis está o Afreektech, voltado a jovens interessados em tecnologia e carreiras digitais. O programa oferece trilhas em marketing digital com inteligência artificial, ciência de dados e vendas B2B. Já o Lideranças do Futuro, desenvolvido com o Instituto Four, foca no aperfeiçoamento de profissionais negros que almejam cargos de gestão, com aulas e masterclasses online.

Outras iniciativas contemplam cursos livres em instituições de ensino superior. Empreendedores negros também têm espaço na campanha. Em parceria com o Sebrae, o MOVER Mais Negócios disponibiliza 30 mil vagas para capacitação e integração com grandes empresas. Além disso, os participantes poderão concorrer a convites para rodadas de networking ao longo do ano.

A campanha inclui ainda iniciativas voltadas à formação de jovens. O Instituto PROA oferece curso de preparação para o mercado de trabalho a estudantes de escolas públicas entre 17 e 22 anos, enquanto o Coletivo Coca-Cola Jovem capacita pessoas de 16 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social, conectando-as a oportunidades de emprego.

Mais informações sobre os programas e critérios de inscrição estão disponíveis aqui!

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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