Cidades

Em Campo Grande

Mais de um mês após temporal, União libera R$ 759 mil para compra de telhas

Recurso é o segundo repasse federal para atender áreas afetadas pelo vendaval de setembro; valor anterior foi de R$ 496,4 mil

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Mais de um mês após o temporal que provocou estragos em Campo Grande, o governo federal autorizou mais R$ 759,5 mil para a compra de telhas e kits de fixação destinados às famílias atingidas. Com o novo repasse, os recursos federais autorizados para o município somam R$ 1,25 milhão.

O temporal ocorreu em 10 de setembro e atingiu diferentes regiões da Capital, com queda de árvores, destelhamento de imóveis, bloqueios de vias e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Os prejuízos foram estimados preliminarmente pela prefeitura em R$ 40 milhões.

O novo recurso, de R$ 759.550,80, será destinado integralmente à compra de telhas e kits de fixação, conforme informado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. O prazo para executar as aquisições é de 180 dias, contados da publicação da autorização no Diário Oficial da União. A prestação de contas deverá ser apresentada em até 30 dias após a conclusão da execução.

Este é o segundo repasse autorizado pela União. O primeiro, de R$ 496.456,89, foi destinado a ações emergenciais de restabelecimento e assistência à população. Somados, os dois valores chegam a R$ 1.256.007,69.

Além desses recursos, a prefeitura informou que há um terceiro pedido em análise para a compra de cestas básicas, kits de higiene e limpeza, colchões e roupas de cama. O município também pretende solicitar recursos para intervenções em prédios públicos danificados, incluindo a UPA Universitário, o CRAS Estrela Dalva, escolas municipais e a cobertura da Esplanada Ferroviária.

O vendaval provocou danos em imóveis públicos e privados e afetou serviços urbanos. Entre as estruturas atingidas, a prefeitura informou danos em escolas municipais, unidades de assistência social e na UPA Universitário.

A situação de emergência foi decretada pelo município em setembro, com validade de 180 dias, para permitir medidas voltadas à resposta e à recuperação das áreas atingidas.

FERIADÃO

Servidores terão quatro dias de "molho" com feriado prolongado

Ponto facultativo de sexta-feira (30) será emendado com o feriado de Finados

27/10/2026 12h00

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Os servidores públicos de Campo Grande, do Governo de Mato Grosso do Sul e da administração federal terão um feriadão de quatro dias a partir desta sexta-feira (30). A folga aguardada por parte destes funcionários, será possível graças à transferência do ponto facultativo do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, e ao feriado nacional de Finados, na segunda-feira (2).

Com a mudança no calendário, as repartições públicas abrangidas pelas medidas ficarão sem expediente regular na sexta-feira e na segunda-feira, formando uma pausa de quatro dias consecutivos, incluindo o sábado (31) e o domingo (1º). O atendimento ao público será retomado na terça-feira (3), enquanto os serviços essenciais continuarão funcionando durante o período.

Embora a data comemorativa seja nesta quarta-feira (28), o expediente será mantido normalmente nos órgãos municipais, estaduais e federais. A decisão de transferir a folga para o fim da semana foi adotada pelas três esferas de governo.

Em Campo Grande, a determinação abrange as repartições municipais, mas preserva o funcionamento dos serviços considerados essenciais à população.

Já no âmbito estadual, o Governo de Mato Grosso do Sul também estabeleceu o ponto facultativo para sexta-feira (30). A medida, publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de outubro, contempla órgãos da administração direta, autarquias e fundações vinculadas ao Poder Executivo.

Já para os servidores federais, a norma transfere a folga do dia 28 para o dia 30 de outubro nos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Apesar da pausa prolongada no serviço público, o ponto facultativo não equivale a feriado nacional. Por isso, empresas privadas não são obrigadas a liberar seus funcionários na sexta-feira, ficando a decisão a critério dos empregadores.

sabatina

Secretário atribui buraqueira nas ruas a operação do MPMS e à chuva

Titular da Sisep diz que número de equipes de tapa-buracos caiu de 7 para 2 após operação. Agora são 12, mas a lentidão dos trabalhos persiste

27/10/2026 11h20

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27)

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Embora reconheça que em 2025 já tenha ocorrida queda de 30% nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande no comparativo com a média dos anos anteriores, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, atribuiu responsabilidade pelo caos da buraqueira nas ruas de Campo Grande à operação do Ministério Público Estadual que em maio deste ano resultou na suspensão de quatro dos sete contratos que estavam em vigor até então.

Além disso, conforme a sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores, alegou que o aumento das chuvas ao longo deste ano estão atrapalhando o andamento dos trabalhos, já que diz estar com 12 equipes à disposição. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo o secretário, foram 1,2 mil milímetros. No ano anterior, segundo ele, foram 698 milímetros.

A operação “Buracos sem Fim” foi desencadeada no dia 12 de maio e apontou supostas fraudes em contratos que somam mais de R$ 113 milhões com a empreiteira Rial (que depois disso passou a se chamar de Força). Naquela data,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono da Rial foi preso e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas, entre as quais o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois daquela operação, a quantidade de equipes no serviço de tapa-buracos caiu para apenas duas, fazendo com que o volume mensal de serviços tenha despencado de 92 mil metros quadrados para apenas 17,9 mil metros quadrados em junho.

Desde o final de setembro, porém, são 12 equipes atuando nas ruas, segundo o secretário. Mesmo assim, admitiu André Brandão, apenas 14,1 mil metros quadrados de buracos foram tapados na cidade nos primeiros 15 dias outubro. Essa lentidão, alega o secretário, ocorreu por conta do grande volume de chuvas naquele período.

Em setembro, que segundo ele também foi um mês marcado por chuvas que ele considerou acima da média (151mm), a quantidade de buracos tapados também ficou muito abaixo daquilo que ocorria historicamente na cidade. Foram apenas 34,8 mil metros quadrados, segundo o secretário, sendo que normalmente este volume ficava próximo a 100 mil metros quadrados.

Além de atribuir a buraqueira à operação do MPMS e à chuva, o secretário também atribuiu a situação caótica à escassez de recursos. E uma das explicações é a queda nos repasses do Fundersul, que são administrados pelo Governo do Estado. Em 2017, segundo ele, foram R$ 23 milhões. Para 2026 estão previstos apenas R$ 2,7 milhões, conforme ele.

O secretário da Sisep foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores às vésperas de os legisladores instalarem uma CPI para investigar a proliferação dos buracos pela cidade. Com apoio dos 29 vereadores, ela deve ser oficialmente criada na próxima quinta-feira (29)

Na sabatina desta terça-feira (27) cada vereador pode fazer dois questionamentos e a suposta falta de qualidade dos serviços de tapa-buracos esteve entre os principais questionamentos, já que os buracos normalmente reaparecem dias após a passagem das equipes em boa parte das vias que são atendidas. A dúvida, segundo eles, é saber se a corrupção no serviçou acabou ou não. 

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