Cidades

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Marcha lenta

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Redação

09/02/2010 - 01h42
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Ampla reportagem publicada ontem pelo Correio do Estado revela que as rodovias federais em Mato Grosso do Sul devem receber investimentos de R$ 450 milhões ao longo deste ano, o que é uma informação altamente animadora, ainda mais quando estes recursos chegam no ano seguinte aos R$ 330 milhões liberados em 2009. E, com anos seguidos de investimentos pesados, fatalmente a situação tende a melhorar. Hoje, excluindo a BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e a divisa com São Paulo, as demais estradas federais estão satisfatórias ou com obras em andamento para deixá-las dignas deste adjetivo. Porém, para se classificar algo como melhor ou pior (bom ou ruim) é preciso ter um critério de comparação. Esta referência é, a princípio, a situação das rodovias em anos anteriores. Quer dizer, se hoje é possível constatar satisfação em grande parcela dos motoristas que percorrem as rodovias é porque antes disto a situação era muito ruim. Porém, quando o parâmetro de comparação são as rodovias em outros estados ou regiões do País (e não precisa ser somente com São Paulo, que está um degrau acima dos demais), a situação já não parece ser tão boa assim e percebe-se nitidamente que ainda há muito para evoluir, principalmente no que se refere à duplicação de pistas ou implantação de terceira faixa. Saber que existe a pretensão de duplicar parte do anel rodoviário, incluindo o trecho da BR-163 até o posto da PRF, na saída para São Paulo, é altamente satisfatório para os milhares de condutores que dia e noite utilizam este trecho. Porém, saber que esta possível obra não começará antes de 2012 é preocupante. Se o ritmo de crescimento do País se mantiver no patamar atual e a frota de veículos continuar evoluindo como nos anos anteriores, o caos tomará conta deste trecho. Praticamente todas as outras capitais ou cidades do porte de Campo Grande estão com as principais estradas de acesso duplicadas ou com as obras bastante adiantadas. E, o movimento nestas certamente não é superior ao fluxo verificado aqui, principalmente de caminhões transportando grãos, normalmente lentos. Então, o fato de algo parecido acontecer com a capital de MS somente daqui a três ou quatro anos, se é que a duplicação realmente ocorrerá, evidencia um atraso que precisa ser creditado a toda a classe política local, já que é ela que loteia os mais importantes cargos federais no Estado, inclusive o Denit, órgão que nos últimos anos conseguiu importantes melhorias para o Estado. É ela, também, a responsável por apresentar emendas ao orçamento para que a União destine recursos ao Estado. Apesar da "fartura" dos últimos anos, se em outras regiões do País os avanços foram maiores fica claro que aqui os investimentos poderiam ter chegado com mais generosidade e rapidez. Se houvesse maior agilidade, a BR-267 certamente não teria chegado ao estágio em que se encontra, pois há cerca de cinco anos já havia projeto e até licitação para fazer as intervenções prometidas para começarem em março deste ano.

Tragédia

GSI abre inquérito para investigar morte de agente na entrada do Alvorada

*Alerta: a reportagem abaixo trata de temas como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao fim do texto onde buscar ajuda

10/03/2026 16h00

Palácio do Planalto

Palácio do Planalto Fotos: Rafa Niddermayer/ Agência Brasil

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Um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tirou a própria vida nesta terça-feira, 10, na entrada de serviço do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília. O órgão informou que abrirá um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as circunstâncias da morte.

Em nota, o GSI lamentou o episódio e afirmou que está prestando apoio à família do militar. Após o incidente, o acesso da imprensa às instalações do Palácio da Alvorada foi temporariamente interrompido.

"O GSI/PR lamenta o ocorrido e está prestando apoio à família do militar", disse o gabinete no comunicado. A instituição acrescentou que segue comprometida em manter seus integrantes "em plenas condições para cumprir a missão de proteger as instalações sob sua responsabilidade".

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

Canal Pode Falar

Iniciativa criada pela Unicef para oferecer escuta para adolescentes de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.

Mapa da Saúde Mental

O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

Câmara Nacional

Congresso aprova projeto de Rose Modesto que cria piso salarial para técnicos da educação básica

O Projeto de Lei foi apresentado pela ex-deputada em 2021 e segue para o Senado

10/03/2026 15h30

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Congresso Nacional aprovou na última semana o Projeto de Lei nº 2531/2021, de autoria da ex-deputada federal Rose Modesto, que institui o piso salarial nacional para os profissionais técnicos-administrativos da educação básica pública.

O projeto foi apresentado em 2021, durante o mandato de Rose na Câmara dos Deputados, voltado à valorização de trabalhadores considerados essenciais para o funcionamento das escolas, como merendeiras, cozinheiras, auxiliares de serviços gerais, assistentes administrativos, técnicos de manutenção, apoio escolar e pedagógico não docente. 

Segundo a autora da proposta, o objetivo do projeto é reparar uma distorção histórica na educação brasileira, a falta de reconhecimento e de uma política salarial mais justa para os profissionais que atuam fora da sala de aula, mas que são fundamentais para o funcionamento da rede pública de ensino. 

“A escola funciona graças ao trabalho de muitas mãos. Merendeiras, assistentes administrativos, agentes educacionais, o pessoal da limpeza, manutenção, e tantos outros profissionais fazem parte da base que sustenta a educação pública. Garantir um piso salarial é reconhecer a importância desses trabalhadores e fortalecer a educação no Brasil”, destacou Rose. 

O projeto segue para aprovação no Senado. Caso seja aprovado, fica instituída a criação de um piso nacional para os profissionais técnico-administrativos da educação básica, onde a remuneração mínima desses trabalhadores corresponda a 75% do piso salarial nacional dos professores. 

“Vamos continuar lutando e trabalhando para que seja aprovado no Senado e que a gente possa fazer justiça com todos esses profissionais que são tão importantes para a educação pública brasileira continue avançando. Estou muito feliz. Vamos continuar lutando todos os dias para que todos os profissionais da educação sejam respeitados e valorizados”, comemorou Modesto. 

Fetems

Para a presidenta da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a professora Deumeires Morais, a aprovação do projeto representa um avanço histórico na luta pela valorização de todos os trabalhadores da educação. 

“Essa é uma conquista importante porque reconhece que a escola não funciona apenas com professores. Existem profissionais que garantem o funcionamento da estrutura escolar todos os dias. São trabalhadores essenciais que, por muito tempo, ficaram invisibilizados nas políticas de valorização. O piso nacional para os administrativos representa um passo importante no reconhecimento desses profissionais”, afirmou.

Para o vice-presidente da Federação, professor Onivan Correa, a medida representa um movimento positivo para a construção de uma política nacional de valorização dos trabalhadores. 

“A educação pública é construída coletivamente. Cada profissional que atua dentro da escola tem um papel fundamental no processo educativo. O piso nacional para os trabalhadores técnico-administrativos fortalece a carreira, garante mais dignidade profissional e contribui para consolidar uma política de valorização mais justa para toda a comunidade escolar”, ressaltou. 

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