Cidades

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Marina Silva se compara a Mandela e diz que eleitor rejeita "plebiscito"

Marina Silva se compara a Mandela e diz que eleitor rejeita "plebiscito"

PORTO ALEGRE

29/01/2010 - 09h31
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Pré-candidata do PV à Presidência da República, a senadora Marina Silva (AC) comparou-se ontem ao líder negro sul-africano Nelson Mandela, atribuiu os avanços ambientais do governo federal à sua gestão como ministra do Meio Ambiente e considerou que os eleitores já começam a sinalizar que não aceitarão em 2010 uma eleição plebiscitária. Em sua participação no Fórum Social Mundial Grande Porto Alegre, depois de palestras do empresário brasileiro Oded Grajew e do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, afirmou que o mundo vive uma crise social e ambiental e disse que, atualmente, não há fuga possível se não for resolvido o problema climático. Marina, muito aplaudida, repudiou os críticos que, em geral, estigmatizam os ambientalistas como sonhadores e utópicos. “Não sou desse tipo que se intimida facilmente”, declarou, no painel “Novos parâmetros para o desenvolvimento”, promovido pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis. “Imaginem se chegassem para o Mandela e dissessem: - `Pare com isso. Você é um sonhador. Que história é essa de querer acabar com o apartheid? ’ – e ele desistisse? ” Líder do Congresso Nacional Africano, Mandela passou três décadas preso, por defender o fim do regime que separava a elite branca da massa de negros pobres que formavam a maioria da população da África do Sul. Libertado, foi eleito presidente do país, acabando com o regime segregacionista racista nos anos 90 do século passado. Em entrevista, Marina criticou a “falta de visão do governo (do presidente Lula) em relação à importância da questão ambiental nas políticas de desenvolvimento do país”. Para ela, o atual governo (embora não apenas ele) não foi capaz de “integrar os critérios de sustentabilidade em todos os setores do governo”. Com a ressalva do que considerou “avanços em vários aspectos”, na questão do desmatamento e na criação de um plano de recursos hídricos. “Claro que falar assim parece que estou legislando em causa própria, porque isso foi feito durante a minha gestão. Mas a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, ressaltou, irônica. A senadora afirmou que, apesar de não haver aliança formal do PV com o PSOL, não tem dúvidas de que os dois partidos encontrarão formas de estar juntos – ela citou que apoiará, com boa parte dos verdes, a tentativa da presidente nacional do PSOL, vereadora Heloisa Helena (AL), de voltar ao Senado. “O importante é que possamos estar alinhados no princípio de que o Brasil não tem como continuar esse debate entre os dois passados”, afirmou. “Ainda que os passados sejam relevantes e importantes, naquilo que acumularam de bom e naquilo que ainda precisam ser aperfeiçoados. Mas utilizar a democracia, um país que tem a potencialidade que tem o Brasil, para fazer um plebiscito, isso não é justo e não dignifica o histórico, a trajetória e a biografia das pessoas que passaram recentemente por este País, com contribuições obviamente relevantes, como é o caso do presidente Lula.” Para ela, a sociedade brasileira sinaliza que não há “exclusividade ou terceirização do seu voto”. “Acho que o eleitor que está enfastiado da política também deve estar intoxicado de muito dinheiro, de muita matemática e pouco programa para a disputa do poder”, disse. “Então, acho que isso vai fazer a minha diferença”, acrescentou.

JOGOS ESCOLARES

Inscrições para Jogos Escolares de Campo Grande são prorrogadas

Apenas modalidades individuais tiveram o prazo estendido até a próxima terça-feira (17)

14/03/2026 12h00

Divulgação

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As inscrições para a 38ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande, nas modalidades individuais foram prorrogadas até a próxima terça-feira (17). Com início ainda neste mês, a competição reúne estudantes de 12 a 17 anos, e funciona também como seletiva para os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul.

Em busca de incentivar a prática esprotiva nas escolas e revelar talentos que possam representar a Capital em competições estaduais, os jogos são divididos entre masculino e feminino, em duas categorias, A e B.

Categoria A: para estudantes atletas de 15 a 17 anos;
Categoria B: para estudantes atletas de 12 a 14 anos;

Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Maicon Mommand, a competição anual é parte importante do incentivo ao esporte na Capital e por isso prorrogou o prazo de inscrições.

“Optamos por prorrogar o prazo de inscrições para garantir que mais atletas tenham a oportunidade de participar. Os Jogos Escolares de Campo Grande são uma importante iniciativa de incentivo ao esporte entre os adolescentes, promovendo integração e espírito esportivo”.

As modalidades que ainda estão disponíveis para inscrição são as individuais, inclusas: atletismo, badminton, ciclismo, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia, xadrez, wrestling e atletismo adaptado. 

Conforme regulamento geral de ambas as modalidades (etapa 2) é possível se inscrever online e entregar a documentação presencial, das 07h30 às 13h na Gerência de Organização de Eventos da Funesp, localizada na Rua Paulo Coelho Machado, 663, no Bairro Santa Fé.

O regulamento e formulários estão disponíveis no site da Funesp.

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campo grande

Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

14/03/2026 11h45

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

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