Bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo
Prefeitura de Dourados, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), intensificou o combate a chikungunya em regiões com maior incidência de casos, na área urbana do município.
Os bairros que abrangem a ação são Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Progresso, Jardim Água Boa, Jardim Guaicurus e Harrison de Figueiredo.
Os pontos estratégicos são floriculturas, borracharias, cemitério e ferro velho.
Ao todo, 81 agentes fiscalizaram 1.314 imóveis e observaram:
- 15 com focos do mosquito
- 28 com possibilidade de notificação
- 83 criadouros foram identificados e posteriormente tratados
- 531 imóveis passaram por borrifação com máquina costal
- 157 quarteirões receberam aplicação de inseticida com carro fumacê
A fiscalização ainda resultou em:
- 132 notificações, com previsão de outras 180
- 427 autos de infração
- 24 multas em processo de emissão
Dourados já recebeu 200 armadilhas contra o mosquito Aedes Aegypti e a previsão é que receba mais mil armadilhas nos próximos dias.
A armadilha se trata de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), enviadas pelo Ministério da Saúde ao município.
As armadilhas funcionam como recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. A fêmea do mosquito é atraída, entra em contato com o produto e, ao buscar outros criadouros, acaba disseminando o larvicida, eliminando larvas e pupas. Estudos da Fiocruz apontam que a técnica pode reduzir em mais de 66% a proliferação adulta do mosquito.
Os equipamentos permanecem instalados nos imóveis e passam por manutenção a cada 30 dias, com substituição do material.
“A Prefeitura reforça a importância da participação da população no combate ao mosquito, mantendo quintais limpos, eliminando recipientes com água parada e permitindo a entrada das equipes de saúde nos imóveis para inspeção e orientação”, informou a prefeitura por meio de nota.
NÚMEROS
Dados do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que 1.764 casos de Chikungunya foram confirmados entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026.
Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.
CHIKUNGUNYA
A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.
Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas.
Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos.
A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.
A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.
Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.
COMBATE AO MOSQUITO
As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são:
- Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
- Manter caixas d’água bem fechadas;
- Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
- Manter garrafas e latas tampadas;
- Fazer manutenção em piscinas;
- Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
- Tampar ralos;
- Usar repelentes;
- Fumacê;
- Método Wolbachia.