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Mato Grosso do Sul reduz mortes por hepatite e alerta para importância dos testes rápidos

Segundo dados do Ministério da Saúde, o estado reduziu em 67% os óbitos por hepatite C entre 2014 e 2024

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Número de mortes em casos de hepatite caem em Mato Grosso do Sul, mas dados do Ministério da Saúde indicam a necessidade de ampliação da testagem e a adesão ao tratamento, especialmente nos casos de hepatite B no Estado. 

De acordo com o Ministério da Saúde o Mato Grosso do Sul reduziu em 67% os óbitos por hepatite C entre 2014 e 2024, saindo de 31 para 10 mortes registradas.

Dados consolidados de 2024 indicam que 115,3 mil pessoas foram indicadas para tratamento contra a hepatite B. Dessas, 58,8 mil iniciaram o tratamento e 14,8 mil o interromperam. É importante destacar que nem todas as pessoas diagnosticadas têm indicação para iniciar o tratamento. 

No Mato Grosso do Sul, 1.188 pessoas receberam indicação para tratamento da hepatite B, e 430 iniciaram o acompanhamento. 

Em relação à hepatite C, 12,5 mil pessoas receberam indicação para tratamento, e 9,1 mil já iniciaram o cuidado. Em Mato Grosso do Sul, 130 pessoas tiveram indicação para o tratamento e 96 foram tratadas. 

TESTES

Com quase mil testes realizados por dia ao longo de 2024, Mato Grosso do Sul intensificou o diagnóstico precoce das hepatites virais, totalizando mais de 355,4 mil exames rápidos para os tipos B e C no último ano.

A testagem tem sido uma das principais estratégias adotadas pelo Governo do Estado para identificar precocemente a infecção, evitar complicações graves e interromper a cadeia de transmissão.

Em meio ao Julho Amarelo, que é a campanha nacional que reforça a importância da testagem regular, da vacinação e do tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os testes rápidos para hepatites B e C estão disponíveis em todas as unidades de saúde.

O diagnóstico precoce é fundamental para impedir a evolução da doença para quadros graves, como cirrose e câncer hepático. Além disso, o SUS oferece tratamento e acompanhamento clínico para os casos confirmados.

Em 2024, como resultado dos esforços para intensificar a detecção precoce das hepatites virais, foram realizados 222.100 testes rápidos para hepatite B, e 133.325 para hepatite C em todo o Mato Grosso do Sul, totalizando 355,4 mil testagens. 

Hepatite é uma inflamação do fígado, geralmente causada por vírus, mas também pode ser desencadeada por uso excessivo de álcool, medicamentos, substâncias tóxicas, doenças autoimunes ou metabólicas. 

As hepatites virais, causadas por vírus, são classificadas em tipos A, B, C, D e E, cada um com suas características de transmissão e evolução.

Tipos de hepatite:

  • A hepatite A costuma se manifestar de forma geralmente leve, autolimitada e não crônica. Sua prevenção está ligada a boas condições de saneamento, higiene e vacinação.
  • Já a hepatite B possui transmissão sexual, sanguínea e vertical (de mãe para filho). Pode ser tornar crônica e evoluir para cirrose e câncer hepático. A vacina é gratuita e está disponível para todas as faixas etárias.
  • A hepatite C é transmitida principalmente por sangue, com alta taxa de cronificação e elevada mortalidade, comparável ao HIV. Não há vacina, porém o tratamento está disponível pelo SUS. 

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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