Mato Grosso do Sul voltou a amanhecer de luto neste domingo (12) com a despedida de uma das figuras mais tradicionais de sua história política.
A ex-primeira-dama Maria Antonina Cançado Soares, carinhosamente conhecida como dona Mariita, morreu neste sábado (11), em São Paulo, aos 85 anos, apenas 18 dias após o falecimento do marido, o ex-governador Marcelo Miranda Soares.
Ao lado de Marcelo Miranda, Maria Antonina acompanhou um dos períodos mais marcantes da consolidação política e administrativa de Mato Grosso do Sul.
Ela exerceu o papel de primeira-dama tanto do Estado quanto de Campo Grande, durante a trajetória pública do marido, marcada pelos cargos de prefeito da Capital, senador da República e governador em dois mandatos.
Sempre discreta, participou de ações institucionais e sociais, tornando-se uma presença constante em projetos voltados à assistência e ao atendimento da população.
Conhecida pelo perfil reservado e pelo forte vínculo com a família, dona Mariita enfrentava problemas de saúde nos últimos meses.
Ela não chegou a participar do velório nem do sepultamento de Marcelo Miranda, realizados em 24 de junho, em Campo Grande, porque permanecia em tratamento médico na capital paulista.
A morte da ex-primeira-dama encerra, em menos de três semanas, a história de um casal que esteve entre os protagonistas da formação política de Mato Grosso do Sul.
Marcelo Miranda morreu em 23 de junho, aos 87 anos, após complicações de um quadro de pneumonia associado a problemas cardíacos e renais. Sua despedida reuniu autoridades, lideranças políticas e centenas de pessoas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Nascida em Paranaíba, em 19 de fevereiro de 1941, Maria Antonina construiu sua vida ao lado de Marcelo Miranda e acompanhou de perto os principais momentos da carreira política do marido.
Durante os anos em que ocupou o posto de primeira-dama, representou o Estado em solenidades oficiais e apoiou iniciativas voltadas à área social, sempre mantendo uma postura discreta e distante das disputas políticas.
O corpo Maria Antonina será trasladado para Paranaíba, onde ocorrerão as últimas homenagens. O velório está marcado para este domingo (12), a partir das 8h, na Capela Pax Vida, localizada na Rua Barão do Rio Branco, nº 942, no Centro da cidade. O sepultamento está previsto para a tarde, no Cemitério Municipal.
Maria Antonina deixa quatro filhos, netos, bisnetos e amigos que acompanharam sua trajetória ao longo de mais de seis décadas de vida pública ao lado de Marcelo Miranda.
Sua morte representa o encerramento de um ciclo marcante da história política sul-mato-grossense. Ao lado do ex-governador, ela testemunhou importantes transformações administrativas e institucionais desde os primeiros anos de consolidação de Mato Grosso do Sul.
Em menos de três semanas, o Estado se despede de um casal que marcou época e deixou sua contribuição para a construção da história política e administrativa sul-mato-grossense.

