Cidades

Confronto

Homem apontado como integrante de facção morre em confronto com a PM em MS

Suspeito de 31 anos foi baleado durante ação da Força Tática e do GETAM no residencial Orestinho e morreu após ser socorrido ao hospital.

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Um homem apontado pela Polícia Militar como integrante de uma facção criminosa morreu na noite deste sábado (11) em Três Lagoas, após entrar em confronto com equipes da Força Tática e do Grupo Especial Tático de Motos (GETAM), do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM).

A troca de tiros ocorreu no Condomínio Gilson Teixeira, no conjunto habitacional Orestinho, durante uma ação policial na região.

O suspeito foi identificado como Caique Vinícius Soares de Souza, de 31 anos. Conforme informações apuradas, as equipes realizavam diligências quando localizaram o investigado. Durante a abordagem, houve confronto armado e o suspeito acabou sendo atingido por disparos.

Após a situação ser controlada, os policiais desarmaram Caique e prestaram socorro imediato, encaminhando-o ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar.

De acordo com a Polícia Militar, Caique possuía uma extensa ficha criminal, com passagens por tráfico de drogas, associação criminosa, sequestro, cárcere privado e outros delitos.

As forças de segurança também o apontavam como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação em Três Lagoas e região.

A arma que estaria em posse do suspeito foi apreendida e será submetida à perícia. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e será investigado pela Polícia Civil. Equipes da Polícia Científica também realizaram os levantamentos periciais no local para esclarecer a dinâmica do confronto.

Letalidade cresce em Mato Grosso do Sul

Com a morte registrada na noite deste sábado (11), Mato Grosso do Sul chegou a 78 mortes decorrentes de intervenção policial em 2026, conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado com base em registros oficiais e acompanhamento dos casos ao longo do ano.

O número evidencia o aumento da letalidade em ações envolvendo forças de segurança. Enquanto em 2023 era registrada, em média, uma morte a cada 67 horas, neste ano o intervalo caiu para aproximadamente 58 horas, refletindo a intensificação dos confrontos armados no Estado.

O cenário também foi marcado pela morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva, ocorrida no fim de junho, em Corumbá.

O caso encerrou um período de cinco anos sem registros de policiais militares mortos em serviço em Mato Grosso do Sul e desencadeou uma série de operações para localizar os suspeitos envolvidos no crime.

Dados históricos da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que 434 pessoas morreram em decorrência de intervenções policiais entre 2013 e 2023 em Mato Grosso do Sul.

O avanço dos indicadores em 2026 reforça o debate sobre o aumento dos confrontos envolvendo organizações criminosas e forças de segurança, especialmente em regiões consideradas estratégicas para o tráfico de drogas e a atuação de facções criminosas

SAÚDE

Inverno traz gatilhos para crises de asma e requer cuidados

Especialistas recomendam manter o tratamento em dia, para que a inflamação permaneça controlada

11/07/2026 20h00

Crianças e adolescentes de 0 a 14 anos responderam por 70,5% das internações por asma em julho de 2024.

Crianças e adolescentes de 0 a 14 anos responderam por 70,5% das internações por asma em julho de 2024. FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Janelas fechadas para se proteger do frio, viroses em alta e o contato com cobertores e casacos guardados são gatilhos para aquelas pessoas com asma no inverno, principalmente crianças e adolescentes e, para prevenir crises e o agravamento do quadro, especialistas recomendam manter o tratamento em dia, para que a inflamação permaneça controlada.

O coordenador da Comissão Científica de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Emilio Pizzichini, disse que, no inverno, não é o frio que agrava a asma. Um dos principais fatores que podem engatilhar crises é a maior circulação de vírus no ambiente, que pode acarretar infecções nas vias respiratórias e atacar uma asma que não esteja bem controlada.

“Se a asma não está bem tratada, bem controlada, o resfriado ou a virose adicionam mais uma inflamação na via aérea da pessoa, nos brônquios, e ela pode ter uma crise”, disse à Agência Brasil.

Pizzichini observou que o uso da medicação para o tratamento adequado da asma deve ter atenção o ano inteiro, porque a maioria das asmas precisa ser tratada continuamente. Vacinas contra viroses, como a Influenza (gripe), a Covid e o vírus sincicial respiratório (VSR), também previnem inflamações respiratórias mais graves, acrescenta ele. 

“Quando a pessoa usa a vacina, diminui o risco de ter um agravamento da inflamação da asma, ter uma crise e ser hospitalizada”. 

Emilio Pizzichini descreveu que, no Brasil, existem cerca de 20 milhões de asmáticos que, normalmente, têm uma ou duas infecções respiratórias por ano. 

“A gente não tem um número de especialistas suficiente para atender tudo isso. A infecção respiratória tem que ser tratada na atenção primária, porque as crianças, às vezes, não fazem testes respiratórios para saber se sintomas como o chiado são decorrentes da asma”. 

Crianças e adolescentes

Dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), levantados pela organização sem fins lucrativos Umane, mostram que crianças e adolescentes de 0 a 14 anos responderam por 70,5% das internações por asma em julho de 2024.

Naquele mês, houve 4.034 internações nessa faixa etária, quase o dobro das 2.108 contabilizadas em janeiro.

O Datasus revela ainda que, durante o ano de 2024, o Brasil registrou 52.087 internações por asma, sendo que crianças e adolescentes até 14 anos responderam por 73,7% do total. 

A pneumologista Marcela Marques, do Atendimento Multiassistencial de Saúde da Umane, explicou alguns cuidados que podem minimizar as chances de uma crise de asma:

“A casa deve estar arejada, com o sol batendo, sem mofo ou umidade, com cortinas limpas, sem brinquedos acumulados no quarto da criança, nem bichos de pelúcia. Evitar cobertores e procurar usar mais edredom. E, em vez de ficar varrendo a casa, os pais devem usar um pano úmido, só com água, ou o aspirador”, recomendou.

Outro cuidado importante é evitar a proximidade de fumantes, sejam de cigarro comum, cigarro eletrônico ou narguilé. 

“O fumante passivo é um dos piores aspectos em relação às crises de asma”. 

A pneumologista lamentou que falta orientação dos serviços de saúde para que as famílias iniciem logo o tratamento contra a asma, na primeira internação, de modo a evitar que outras crises aconteçam. Quando o paciente começa o tratamento com a medicação preventiva, novas internações se tornam raras, afirma.

Ela argumenta ainda que, no momento em que a família passa a ser orientada sobre quais são os gatilhos das crises, o que pode ocasioná-las, e o que fazer quando o paciente inicia uma crise, é possível evitar idas frequentes ao pronto-socorro. 

“A família deve ser orientada sobre o plano de crise que deve fazer e, se esse plano não der certo,, se for necessário, a procurar o serviço médico”. 

Aglomeração

O alergista e imunologista Pedro Giavina-Bianchi, do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), acrescenta que, no inverno, devido ao frio, as pessoas ficam mais tempo em lugares fechados, mais aglomeradas, e isso propicia a transmissão dos vírus. 

“Então, realmente, a gente tem um aumento da frequência, que a gente chama de prevalência, de infecções virais, nessa época, e, por consequência, acaba tendo mais crises de asma também”.

Ele recomendou que os asmáticos evitem, principalmente nesta época do ano, o contato com pessoas que tenham quadros de resfriado ou gripe e não deixem de tomar as vacinas.

“Não só a vacina de influenza, mas a vacina pneumocócica também”.

O membro da Asbai sublinhou que o distanciamento social funciona nessas ocasiões, como ocorreu durante a pandemia da Covid-19

 “A máscara previne a Covid e, também, a transmissão dos outros vírus respiratórios, como rinovírus, influenza, entre outros”.

 

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polícia

Enquadro em Campo Grande termina em achado de arsenal que tinha até arco tipo 'besta'

Indivíduo guardava um arco composto e conjunto de seis flechas em endereço no portal Caiobá

11/07/2026 17h00

Questionado pelos agentes, o indivíduo teria confessado

Questionado pelos agentes, o indivíduo teria confessado "de forma espontânea", segundo o Batalhão de Choque, que em sua casa haveria quantidade maior de substâncias entorpecentes Reprodução/BPChoque

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Na popular Cidade Morena, uma diligência feita por equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul na madrugada deste sábado (11) terminou no achado de um verdadeiro arsenal na Capital, que continha até mesmo um arco conhecido também como balestra, ou "besta". 

Conforme repassado pelo BPChoque, a ocorrência foi registrada por volta de 01h deste sábado (11), nas imediações da Rua Cachoeira do Campo com a Francisco Antônio de Souza, no bairro Caiobá, na região do Lagoa em Campo Grande. 

Ainda segundo a corporação, a equipe foi informada de maneira anônima que um Voyage da cor cinza estaria sendo empregado na prática do tráfico de substâncias ilícitas. Como se não bastasse, foi apontado que seu condutor portava uma arma de fogo. 

Um veículo com essas características foi localizado pelos agentes, que realizaram a abordagem policial e identificaram o condutor, sendo um masculino de 26 anos. 

Esse enquadro, porém, revelaria um esquema ainda maior e terminaria inclusive no achado de um verdadeiro arsenal, que continha até mesmo uma arco tipo balestra, a popular "besta". 

Entenda

Na busca pessoal e pelo veículo os agentes encontraram uma porção fracionada de uma substância inicialmente identificada como maconha e, além da substância análogo, localizaram ainda um revólver marca Rossi, calibre .357. 

Municiado com sete munições, esse indivíduo ainda portava a quantia de R$1.470,00 em espécie, bem como um aparelho celular de modelo iPhone 13. 

Questionado pelos agentes, o indivíduo teria confessado "de forma espontânea", segundo o Batalhão de Choque, que em sua casa, na rua Ilha de Marajó, haveria uma quantidade maior de substâncias entorpecentes e ainda outra arma de fogo. 

No endereço foram localizados: 

  • 18 tabletes (17,8 kg) de substância análoga à pasta base de cocaína, 
  • 01 carabina Winchester, modelo 92, calibre .38.
  • 01 simulacro de arma de fogo tipo revólver, marca Rossi;
  • 01 arco composto com seis flechas;
  • R$ 390,00 em espécie;
  • 01 balança de precisão;
  • 01 rolo de plástico utilizado para o fracionamento de entorpecentes;
  • 436  munições calibre .22; e 
  • 11 munições calibre 9 mm.

"Foi dada voz de prisão ao autor, que foi conduzido, juntamente com todo o material apreendido, à Delegacia de Polícia competente, onde foi apresentado à autoridade policial para a adoção das medidas legais cabíveis", concluiu o Batalhão em nota. 

 

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