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Mato Grosso do Sul tem pior janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos

Situação ainda pode se agravar a partir de junho, quando o fenômeno El Niño passa a influenciar as condições climáticas, com aumento das temperaturas

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Mato Grosso do Sul registrou 49.434 hectares de vegetação queimados de 1º a 27 de janeiro deste ano, sendo o pior mês de janeiro para incêndios florestais dos últimos 10 anos. Dados foram apresentados pelos meteorologistas do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) durante a reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (Cicoe/MS), nessa quinta-feira (29).

Conforme os dados, a área queimada em 2026 já representa mais que o dobro do mesmo período do ano passado, que até então era a pior da década para o mês, e quando foram registrados 22.036 hectares consumidos pelo fogo.

Em 2020, quando houve a considerada pior catástrofe ambiental provocada por incêndios no Estado, a área queimada em janeiro foi de 15.050 ha.

O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, demonstrou preocupação com a situação crítica e pediu mobilização das equipes e ações de prevenção, controle e combate a incêndios florestais.

Segundo Verruck, além do risco ambiental, a escassez de chuvas já traz prejuízos econômicos para o Estado.

“Esses números refletem diretamente na safra do Estado, com impacto na produtividade. Aqueles agricultores que conseguiram plantar a soja no início do período de chuvas, escapou da estiagem. Mas em regiões que não choveu o suficiente e os produtores acabaram fazendo o plantio tardio, as lavouras estão agora na fase de desenvolvimento dos grãos e a falta de chuvas vai prejudicar”, afirmou.

Chuvas irregulares

Em geral, o mês de janeiro apresentou 30% menos chuva do que a média histórica na região do Pantanal neste ano.

Conforme o Cemtec, entre 1º e 26 de janeiro, nenhum dos pontos monitorados pela rede de estações meteorológicas do Estado alcançou a média histórica de chuvas.

Na região do Pantanal, em localidades como na Serra do Amolar, em Corumbá, o nível de chuvas está 98% abaixo do esperado. Em Paranaíba, região do Bolsão, 99% abaixo.

Caso a estiagem persista, pode haver restrição na bacia do Rio Paraná, em atividades como irrigação e navegação, para não prejudicar as usinas de geração de usina elétrica, segundo Verruck. 

A previsão aponta que a situação pode se agravar a partir de junho, quando as climáticas terão influência do fenômeno El Niño, com elevação de temperaturas em um período que já é marcado pela escassez de chuvas e que, aumentando assim os riscos de incêndios florestais.

Diante da situação já estabelecida e das previsões negativas, o secretário ressalta que serão necessárias medidas urgentes e a conjunção de forças dos governos estadual e federal, produtores e população em geral para evitar que contenção máxima dos riscos e prejuízos.

“Será difícil repetir o controle que tivemos ano passado, quando o tempo ajudou e tivemos chuva em abril. O que precisamos fazer é conseguir o melhor resultado em um ano que se mostra muito desfavorável”, concluiu o secretário.

MATO GROSSO DO SUL

Vagas para emissão do Novo RG estão disponíveis, saiba como agendar

Agenda para fevereiro está aberta para todos os 79 municípios do estado

30/01/2026 10h45

Vagas para emissão do Novo RG estão disponíveis, saiba como agendar

Vagas para emissão do Novo RG estão disponíveis, saiba como agendar Divulgação

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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul abriu, nesta sexta-feira (30), o agendamento on-line para emissão do novo Registro Geral (RG), agora denominado Carteira de Identidade Nacional (CIN). O sistema já disponibiliza horários para atendimentos ao longo do mês de março, mas ainda há diversas vagas abertas para fevereiro, tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O agendamento é feito exclusivamente pela internet e a primeira via do documento é gratuita. Ao todo, são oferecidas 2.842 vagas por dia em Mato Grosso do Sul, sendo 1.000 em Campo Grande e 1.842 nos municípios do interior.

Atualmente, o atendimento é realizado em 93 postos de identificação distribuídos pelo Estado. Somente em 2025, já foram confeccionadas 342.170 Carteiras de Identidade Nacional. Desde o início da produção do novo modelo, em janeiro de 2024, o total chega a 651.247 documentos emitidos, o que reflete o aumento da procura e a ampliação da capacidade operacional.

Atendimento em casos urgentes

Em situações de urgência devidamente comprovadas, quando não for possível realizar o agendamento on-line, o cidadão pode procurar diretamente um dos postos de identificação. Nesses casos, é necessário apresentar a documentação exigida e justificar a necessidade imediata da emissão do documento.

Documento unificado e mais seguro

O novo RG segue um modelo unificado em todo o país e utiliza o CPF como número único de identificação. A Carteira de Identidade Nacional conta ainda com QR Code e código MRZ, padrão internacional utilizado em passaportes, o que amplia a segurança e permite a verificação eletrônica da autenticidade do documento.

De forma opcional, também podem ser incluídas informações complementares, como tipo sanguíneo e dados de saúde, desde que autorizadas pelo titular.

Validade do documento

A validade do novo RG varia conforme a faixa etária do cidadão:

  • Crianças de 0 a 11 anos: validade de 5 anos

  • Pessoas de 12 a 59 anos: validade de 10 anos

  • Cidadãos a partir de 60 anos: validade indeterminada

O RG no modelo antigo continua válido até 2032, não sendo obrigatória a substituição imediata. A gratuidade da primeira via da Carteira de Identidade Nacional também está garantida até esse prazo, conforme regulamentação federal.

Como fazer o agendamento

O agendamento deve ser realizado pelo site servicos.sejusp.ms.gov.br. O cidadão deve:

  1. Acessar a opção “1ª ou 2ª emissão do RG”;

  2. Escolher o posto de atendimento;

  3. Selecionar data e horário disponíveis;

  4. Preencher os dados solicitados;

  5. Confirmar o agendamento, que será enviado ao e-mail cadastrado.

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SEGURANÇA

Além de 180 PMs, Carnaval terá 300 guardas civis em Campo Grande

Ao todo, 480 agentes farão a segurança no Carnaval, entre policiais e guardas

30/01/2026 10h16

GCMs garantindo a segurança do Carnaval na Praça do Papa

GCMs garantindo a segurança do Carnaval na Praça do Papa DIVULGAÇÃO/PMCG

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Segurança estará reforçada no Carnaval 2026, em três pontos de folia (Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana), em Campo Grande.

Ao todo, 480 agentes farão a segurança no Carnaval, entre 14 e 17 de fevereiro, em Campo Grande. Desse número, 180 são policiais militares e 300 guardas civis.

Os GCMs estarão alocados em 22 viaturas de quatro rodas, 10 viaturas de duas rodas e um micro-ônibus. "A atuação da GCM abrangerá pontos previamente planejados, incluindo áreas com concentração de blocos, eventos públicos e vias de grande fluxo, com ações de patrulhamento preventivo, apoio à fiscalização e integração com outros órgãos de segurança e trânsito", informou a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) por meio de nota.

Os PMs estarão alocados em dezenas de viaturas e terão apoio do Batalhão de Choque (BPMChoque), Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), cavalaria, drone e helicóptero.

Objetos cortantes, armas, explosivos e vidros estão proibidos de entrarem na área carnavalesca. Gelo (raspado e em cubos), copos e cooler são permitidos.

Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estarão responsáveis pelo organização do trânsito e fechamento de ruas nos quadriláteros da Praça do Papa, Praça Aquidauana e Esplanada Ferroviária.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) estarão responsáveis pelo resgate e atendimento hospitalar.

CARNAVAL 2026

Carnaval ocorrerá entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, em três pontos de folia (Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana), em Campo Grande.

Blocos de rua e desfile das escolas de samba prometem agitar a festa. 

O desfile ocorrerá nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 19h, na Praça do Papa, localizada no quadrilátero das ruas Alfredo Scaff, Zákia Nahas Siufi, Américo Marques e Crisântemos, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. Ao todo, 20 mil pessoas são esperadas por noite. A entrada é gratuita.

As escolas de samba que vão desfilar são Unidos do Aero Rancho, Vila Carvalho, Deixa Falar, Vai Vai, Cinderela José Abrahão, Igreja, Catedráticos e Unidos do Cruzeiro.

Já os bloquinhos de rua agitarão o carnaval campo-grandense de 14 a 17 de fevereiro, na Esplanada Ferroviária, localizada na avenida Calógeras, em Campo Grande. Ao todo, 130 mil pessoas são esperadas em quatro dias de festa. A entrada é franca.

Os blocos mais tradicionais são Calcinha Molhada, Capivara Blasé, Cordão Valu, As Depravadas, Reggae, Barra da Saia, Êita, Farofolia, entre outros.

A partir de fevereiro, folia, bloquinhos, cordões, glitter, axé, samba, fantasia e marchinhas estarão liberados.

 A festa popular promete movimentar R$ 25 milhões na economia nos ramos de bares, restaurantes, hotéis, comércio, lojas, serviços, turismo e empregos temporários.

O Carnaval de Campo Grande recebeu verba de R$ 2,4 milhões do Governo de MS, destinado à ligas de escolas de samba e bloquinhos.

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