Cidades

COP15

PF instala centro internacional para reforçar segurança da COP15

Estrutura vai integrar forças policiais do Brasil e do exterior durante conferência sobre espécies migratórias

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A Polícia Federal passou a contar, a partir desta sexta-feira (20), com uma estrutura dedicada à articulação internacional de segurança para a COP15, conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) que será realizada em Campo Grande entre os dias 23 e 29 de março.

Instalado na Capital, o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) foi criado para centralizar o compartilhamento de informações estratégicas e agilizar a atuação conjunta entre forças de segurança brasileiras e estrangeiras durante o evento.

Na prática, o espaço funcionará como uma espécie de base integrada, reunindo representantes de diferentes países e órgãos de segurança. A proposta é permitir respostas mais rápidas a qualquer situação que exija atuação coordenada, especialmente em casos envolvendo autoridades, delegações oficiais e participantes da conferência.

Além de agentes da própria Polícia Federal, o centro contará com a participação de equipes internacionais e de profissionais que já atuam em unidades semelhantes no país, como os Centros de Cooperação Policial Internacional do Rio de Janeiro e do Amazonas. A troca de experiências entre essas estruturas deve reforçar o planejamento operacional em Campo Grande.

A COP15 faz parte da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres e reúne representantes de governos, cientistas, povos originários e organizações da sociedade civil de diversos países. O encontro tem como foco a construção de estratégias globais para a preservação da fauna migratória e de seus habitats.

Com a expectativa de receber autoridades estrangeiras e delegações internacionais, o reforço na segurança é considerado essencial para garantir o bom andamento da programação. A instalação do CCPI também segue o modelo adotado em outros grandes eventos realizados no Brasil, como forma de ampliar a cooperação entre países e prevenir riscos.

Segundo a Polícia Federal, a iniciativa consolida o papel do Brasil na articulação de operações conjuntas de segurança e evidencia a importância da integração internacional diante de eventos de grande porte e alcance global.

O que é a COP15?

A COP15 é o encontro para tomada de decisões entre os países-membros da Convenção sobre Espécies Migratórias, um tratado ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU) para a conservação das espécies migratórias, seus habitats e rotas de migração em toda sua área de distribuição. 

A cada três anos, a  Conferência das Partes (COP), principal instância decisória da CMS, reúne asa 133 partes para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. 

É nesse espaço que os países aprovam planos de ação, atualizam as listas de espécies protegidas e adotam resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo.

Durante a conferência, são feitas ainda recomendações para os países membros sobre a necessidade de realizar mais acordos regionais para a conservação de espécies específicas. 

A Conferência avalia os avanços na implementação da Convenção e define as prioridades para o triênio seguinte. 

Por dentro das espécies migratórias

As espécies migratórias se deslocam de um lugar para outro em determinados períodos do ano, seguindo padrões que, na maioria dos casos, são regulares, cíclicos e previsíveis. Esse comportamento ocorre em todos os grandes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e insetos. 

Na CMS, uma espécie migratória é aquela cuja população, ou parte dela, cruza as fronteiras entre países ao longo de seu ciclo de vida. Isso significa que a proteção desses animais depende da cooperação entre diferentes nações.

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saneamento básico

Obras de água potável em aldeias indígenas podem começar ainda neste ano

Sanesul pretende dar ordem de serviço, antes do prazo eleitoral, para executar obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas

22/06/2026 14h45

Diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio

Diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio Marcelo Victor

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Água potável e saneamento para a população indígena está prestes a sair do papel.

Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Empresa de Saneamento de MS (Sanesul), pretende dar ordem de serviço, ainda neste ano, antes do prazo eleitoral, para executar obras de ampliação e melhorias do sistema de abastecimento de água em aldeias indígenas.

Os municípios contemplados são Dourados, Itaporã, Japorã e Tacuru, em dois processos. O primeiro abrange Dourados e Itaporã, cuja licitação já foi aberta e houve sucesso no processo licitatório.

O segundo abrange um convênio da Sanesul com a Itaipu, o qual oito aldeias indígenas serão contempladas em um total de 19 projetos. De acordo com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, a previsão é que as obras comecem em 90 dias.

“Tem tudo para que a gente inicie todas as obras esse ano, em 60-90 dias no máximo, as obras vão estar iniciando. Então, tem uma previsão, nós fizemos 19 projetos, mas são 8 aldeias a serem executadas. Nós vamos fazer o projeto para 19, vamos atender 8, e existe uma promessa de continuidade depois de outro convênio. Nós já temos dois editais lançados, e aí na sequência nós vamos fazer os outros 6 que faltam”, detalhou o presidente em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (22).

O investimento é de R$ 60 milhões, sendo R$ 45 milhões oriundos da Itaipu Binacional e R$ 15 milhões do Governo de MS. O projeto beneficiará 35 mil pessoas dos municípios de Amambai, Caarapó, Japorã, Juti, Paranhos e Tacuru.

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), destacou que vai resolver o problema de 120 mil indígenas que ainda não têm acesso à água de qualidade.

“São 120 mil indígenas que não têm acesso à água de qualidade. Aí nós vamos resolver esse problema. E aí, de novo, todo mundo em torno do mesmo propósito: Assembleia Legislativa, Bancada Federal, Bancada Estadual, Executivo Estadual, Governo Federal, colocando recurso nesse projeto. E a Senesul é uma empresa que o Estado é sócio dela, é uma empresa de mercado. Ela tem que dar resultado”, ressaltou o chefe do executivo estadual.

Os anúncios foram feitos no evento "Benefícios econômicos da espansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul", realizado na manhã desta seguda-feira (22), no auditório da Governadoria, localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

O evento contou com a presença do governador de MS, Eduardo Riedel; diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio; diretora-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto e o presidente do Instituto Aegea, Edson Carlos.

Homicídios

Com assassinato de chefe do tráfico, MS tem o semestre mais violento em dois anos

Maurilho Murer Chaves foi morto na madrugada deste domingo (21) com tiros no tronco e na cabeça

22/06/2026 14h15

Câmeras registraram a execução e há indícios que tenha sido uma emboscada

Câmeras registraram a execução e há indícios que tenha sido uma emboscada Reprodução

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Os primeiros seis meses de 2026 se configuram como o mais violento em Mato Grosso do Sul desde 2023. Com a morte de Maurilho Murer Chaves, de 36 anos, na noite do último domingo (21) na Capital, o número de homicídios dolosos no Estado chega a 199 desde janeiro. 

Somente no mês de junho, foram registrados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), 28 crimes de homicídios do tipo assassinato, faltando ainda oito dias para o fim do mês. 

Em 2025, no mesmo período, foram registrados 197 mortes dolosas, sendo 22 em junho. No ano anterior, foram 177 casos, sendo 24 no mês de junho. 

O índice mais alto antes do atual foi em 2023, quando foram registrados 214 homicídios dolosos do Estado, sendo 31 no mês de junho. Como ainda falta pouco mais de uma semana para o fim do mês, esse índice pode ser superado em 2026. 

Chefe do tráfico

Maurilho Murer Chaves, de 36 anos, foi assassinado no estacionamento da pizzaria D'Brothers Pan, na rua Paranaíba, em Campo Grande, na noite de ontem (21). 

Segundo apurado pela reportagem, ele estava em um bar ao lado do local. Ao seguir para o estacionamento da pizzaria, foi abordado por três homens que estariam esperando um acerto de contas em uma Saveiro. No local, foram recolhidas 17 cápsulas que foram encaminhadas para a perícia.

Maurilho foi atingido por disparos na cabeça e no tronco e morreu no local. Ele era apontado como um dos principais chefes do tráfico na região da Vila Nhanhá desde 2014, responsável por abastecer bocas de fumo da região. 

A vítima já teria passagens pela polícia por tráfico e posse de droga, porte de arma de fogo e violência doméstica. 

Outros casos

No início de junho, um jovem de 20 anos identificado como Luiz Guilherme da Costa dos Santos , foi morto a tiros em uma quadra esportiva, na Rua Lúcia dos Santos, Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande. 

Dois dias depois, o ator de teatro José Patrik Machado, de 32 anos, foi encontrado morto em um motel na região do Jardim Paulista. 

No dia seguinte ao caso, um jovem de 26 anos foi assassinado com 11 tiros em frente à um conjunto residencial em Maracajú, no interior do Estado.

No dia 15, um homem foi encontrado morto em um terreno baldio no bairro Jardim das Macaúbas, com cerca de dez perfurações nas costas provocadas por arma branca, tipo faca. De acordo com as investigações, o homem foi morto pelo próprio enteado, um adolescente de 15 anos.

No mesmo dia, José Ricardo Flores, de 39 anos, foi morto com mais de 10 tiros, após ser atraído para suposta emboscada. O caso aconteceu no município de Nova Andradina a quase 300 quilômetros de Campo Grande.

Cinco dias depois, Maycon Douglas Gama de Freitas, de 32 anos de idade, foi encontrado morto no rio, na zona rural de Coxim. Ele era considerado foragido desde o dia 3 de junho, por descumprimento de medidas protetivas de urgência no contexto de violência doméstica.

Criminalidade

De acordo com a Sejusp, houve uma queda de 57,54% nos roubos em vias públicas entre os quatro primeiros meses de 2023 a 2026. Isto é, foram 1.230 casos registrados em 2023 contra apenas 554 neste ano do assalto com violência. 

No caso de roubos no comércio, a redução foi de 68,17%, sendo 77 casos registrados em 2023 e 26 no mesmo período de 2026. 

Roubos em residência caíram 31,66% e de veículos reduziram 43,40%. 

Com relação aos furtos, quando não há violência ou ameaça direta, houve uma queda de 23,90%, com 12.873 casos de janeiro a abril de 2023 e 10.392 em 2026. 

Nos crimes de latrocínio, quando o roubo resulta em morte, foram quatro casos em 2023 e nenhum neste ano. 

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