Cidades

vendida pelo padrasto

Menina de 8 anos morre em lua de mel com homem de 40

Menina de 8 anos morre em lua de mel com homem de 40

www.sidneyrezende.com

11/09/2013 - 05h00
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Um caso chocante ocorreu na área tribal de Hardh, no Iêmen, no último final de semana. Uma menina de oito anos identificada como Rawan morreu durante a lua de mel com o marido, de 40.

A menina havia sido vendida pelo padrasto por valor equivalente a cerca de R$ 6 mil. Segundo o jornal alemão "Der Tagesspiegel", a causa da morte foi uma ruptura uterina após a relação sexual entre ela e o novo marido. Ela chegou a ser levada a uma clínica, mas não a tempo de ser salva.

Ativistas de organizações de direitos humanos pedem para que o casamento no país passe a ser restrito a maiores de 18 anos. "Após este caso horrível, repetimos essa nossa exigência", afirmou um representante do Centro Iemenita de Direitos Humanos.

desapropriação de fazenda

Juiz manda advogado devolver R$ 21,7 milhões tomados de cliente

Ele tinha direito a pouco mais de R$ 18 milhões, mas, segundo a decisão judicial, ficou com cerca de R$ 40 milhões

20/03/2026 13h00

Decisão judicial publicada nesta quinta-feira (19) no diário oficial foi tomada pelo juiz da 1ª vara cível do fórum de Campo Grande

Decisão judicial publicada nesta quinta-feira (19) no diário oficial foi tomada pelo juiz da 1ª vara cível do fórum de Campo Grande

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Por decisão do juiz Giuliano Máximo Martins, da primeira vara cível de Campo Grande, o advogado Walfrido Rodrigues, que tem escritório em Campo Grande, terá de devolver uma verdadeira fortuna, de quase  R$ 22 milhões, que teria embolsado indevidamente de clientes em 2017. A condenação do advogado foi publicada no diário oficial do Tribunal de Justiça nesta quinta-feira (19)

Conforme a denúncia apresentada à Justiça por Noemi Cabrera, uma das herdeiras do casal Lina e João Paulo Cabrera, o advogado foi contratado pela família em julho de 2007. O Incra havia desapropriado uma fazenda dos Cabrera no município de Naviraí e a família não concordou com os valores. 

E, como ele se apresentava como especialista em ações contra o Incra, acabou sendo contratado e no contrato ficou definido que receberia 30% daquilo que a Justiça entendesse que cabia aos antigos proprietários da fazenda. 

Anos depois, em maio de 2016, a justiça federal entendeu que o Incra teria de indenizar os ex-proprietários em pouco mais de R$ 59,35 milhões, sem contabilizar os juros, que seriam cobrados posteriormente, em outra ação, que ainda está em curso.

Em setembro do ano seguinte, o dinheiro já estava na conta do advogado Walfrido Rodrigues, que chamou uma das herdeiras, Noemi Cabrera, e repassou R$ 10,3 milhões. E, segundo a denúncia, o repasse somente ocorreu porque a mulher aceitou assinar um documento dizendo que havia recebido tudo aquilo que lhe cabia. 

"Frisa-se, Excelência, que o requerido exigiu que NOEMI assinasse Termo de Quitação do valor total, na data de 11 de setembro de 2017, porém o pagamento só foi efetuado na data de 12 de setembro de 2017, no  entanto, o valor repassado montava a quantia de apenas R$ 10.364.997,35, fato este contestado pela requerente e pelo próprio advogado do espólio, Dr. Jorge, sendo dito pelo requerido que após o recebimento do valor remanescente faria o acerto total", diz trecho da denúncia. 

Mas, durante o inventário da família, já em 2021, contadores e advogados se deram conta de que havia algo errado. Exigiram explicações, mas o advogado simplesmente ignorou os pedidos dos antigos clientes. 

Por conta disso, em setembro de 2022, decidiram recorrer à Justiça com o pedido de devolução daquilo que teria sido retido indevidamente pelo advogado. Ele já havia recebido mais de R$ 18 milhões relativos aos 30% previstos pelo contrato. 

Mas, insatisfeito com o valor, queria mais. "PASME, EXCELÊNCIA, o REQUERIDO simplesmente reteve indevidamente a quantia de R$ 20.980.556,95", diz a denúncia, acatada pelo juiz.

Além disso, posteriormente o advogado teria sacado mais R$ 764 mil, totalizando R$ 21.744.997,44. E é este valor que o advogado foi condenado agora a devolver à família Cabrera. 

Conforme os advogados que fizeram o inventário, depois de todos os descontos, como imposto de renda (R$ 1,2 milhão) , honorários advocatícios contratuais (R$ 18,2 milhões) e outros descontos (R$ 9,8 milhões), a família deveria ter recebido pouco mais de R$ 31 milhões. Porém, recebeu somente R$ 10,3 milhões. 

Para convencer o juiz de que a retenção dos R$ 21,7 milhões não é um caso isolado, os advogados da família Cabrera anexaram à denúncia uma disputa judicial em que o advogado Walfrido foi condenado a pagar R$ 2,3 milhões a um sócio do seu escritório por ter se apropriado indevidamente de honorários que deveriam ter sido divididos com o colega de trabalho. 

Em sua defesa, o escritório comandado pelo advogado Walfrido Rodrigues alegou que a representante da família havia concordado com os valores (R$ 10,3 milhões), que o prazo para recorrer já havia acabado e que os autores do pedido de devolução os R$ 21,7 milhões não tinham legitimidade para fazê-lo. 

Porém, o juiz rejeitou a argumentação e decidiu que "ante o exposto e por tudo mais que há nos autos, JULGAM-SE PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos formulados na inicial, para o fim  de CONDENAR os requeridos, solidariamente, a ressarcirem aos autores a quantia de R$ 21.744.997,44". Ele só não aceitou o pedido de indenização por danos morais, de R$ 20 mil.  

FALTA A CORREÇÃO

Sobre estes R$ 21,7 milhões, ainda terão de ser calculados os juros dos últimos nove anos. A "correção monetária será apurada pelos índices do IPCA/IBGE e os juros moratórios, pela taxa legal, correspondente à taxa referencial da Selic, descontado o índice utilizado  para a atualização monetária (IPCA/IBGE), nos termos do artigo 406, do Código Civil", diz a sentença.

Somente a inflação oficial deste período é da ordem de 45%. Ou seja, serão cerca de outros R$ 10 milhões que ele terá de devolver aos ex-clientes somente a título de reposição da inflação, caso não consiga reverter a decisão nas instâncias superiores. 

O magistrado também deixa claro que o advogado pode sofrer outras punições, caso recorra e seja condenado no Tribunal de Justiça e no Superior Tribunal de Justiça. "Por fim, considerando a gravidade dos fatos e a possibilidade da ocorrência de ilícito penal, com o trânsito em julgado, oficie-se ao Ministério Público Estadual para as providências criminais que entender pertinentes, bem como à OAB/MS", escreveu o juiz na decisão assinada na terça-feira (17). 

O Correio do Estado entrou em contato com o escritório do advogado Walfrido Rodrigues, mas a atendente informou que o profissional estava em reunião e não poderia atender. Ela se comprometeu a repassar o conteúdo do pedido de entrevista ao chefe para que ele retornasse à ligação. Porém, até a publicação da reportagem, ele não havia entrado em contato.



NOTA À IMPRENSA

A defesa do advogado Walfrido Rodrigues, diante da decisão judicial proferida na 1ª Vara Cível de Campo Grande e da reportagem veiculada, vem a público prestar os devidos esclarecimentos, com base nas provas constantes nos autos, que revelam uma realidade inteiramente distinta da narrativa apresentada na ação.

Os documentos juntados aos autos comprovam que a Sra. Noemi Cabrera firmou, em setembro de 2017, termo de quitação total dos valores recebidos à época.Em 2019, a mesma cliente assinou novo documento reconhecendo que as contas apresentadas estavam exatas e corretas, documentos esses que são incompatíveis com a alegação de que o advogado teria retido valores indevidamente desde 2017. Durante todo o processo, a Sra. Noemi esteve acompanhada por advogados de sua confiança, inclusive por um profissional do mesmo escritório que hoje a representa na ação, fato amplamente comprovado nos autos que afasta qualquer alegação de vulnerabilidade ou de que tenha sido enganada.

A ação foi ajuizada apenas em setembro de 2022, cinco anos após a quitação formal e três anos após o segundo documento de anuência, sendo incompatível com a boa-fé processual que se aguarde tanto tempo para questionar valores que, segundo a própria acusação, já seriam supostamente devidos desde 2017. Ademais, após os fatos narrados na inicial, a Sra. Noemi outorgou novas procurações ao Dr. Walfrido em 2019 para representá-la em outras causas, conduta incompatível com a postura de quem se considera vítima de fraude ou retenção indevida de valores milionários.

Diante da clareza dos documentos e da fragilidade das alegações apresentadas após mais de cinco anos, a defesa confia plenamente na reforma da decisão pelas instâncias superiores, onde será possível o reexame aprofundado das provas que ainda não foram devidamente consideradas.

Rairan França Malaquias
OAB-MS 24.119

Matéria atualizada para incluir a defesa do advogado Walfrido Rodrigues, às 16:23h do dia 20/03/2026.

 

MATO GROSSO DO SUL

Jeep é parado com quase 200 medicamentos emagrecedores no interior do MS

Transportados de forma irregular, itens localizados estavam distribuídos entre: roupas, em pacotes de bolachas e batatas, no interior de tênis e  até em um colchão inflável

20/03/2026 12h45

Ao todo, além de um frasco de anabolizante, foram apreendidas 198 ampolas e 5 canetas de medicamentos emagrecedores. 

Ao todo, além de um frasco de anabolizante, foram apreendidas 198 ampolas e 5 canetas de medicamentos emagrecedores.  Reprodução/SR/PRF/MS

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Em trecho da rodovia BR-262, um casal em um Jeep/Renegade foi parado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e uma carga de quase duzentos medicamentos emagracedores foi apreendida na noite desta quinta-feira (20). 

Conforme repassado através da Polícia Rodoviária Federal no Mato Grosso do Sul (PRF/MS), em nota, o carregamento de canetas emagrecedoras foi abordado em trecho de rodovia próximo ao município de Água Clara. 

Na região do município distante aproximadamente 195 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, os agentes da PRF realizavam fiscalizações em trecho da BR-262 e acabaram abordando um veículo modelo SUV compacto de referência no mercado brasileiro. 

Segundo repassado pela força de segurança pública, a bordo deste Jeep/Renegade estava um casal, com uma mulher como condutora que estava acompanhada de um indivíduo masculino. 

Em um primeiro momento, em conversa com os agentes da PRF, ambos apontaram que estariam saindo do município sul-mato-grossense que fica na região fronteiriça com o Paraguai, Ponta Porã. 

Longe já mais de 510 quilômetros de onde teriam partido, o casal apontou inicialmente que seu destino seria o município de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.

Medicamentos emagrecedores

Durante a realização da vistoria aos veículos, os policiais rodoviários federais identificaram que esse Jeep Renegade estava carregado de medicamentos emagrecedores, que por sua vez estariam escondidos em diversos locais do carro. 

Como bem detalha o material da PRF, os itens transportados de forma irregular foram localizados distribuídos entre: 

  1. roupas, 
  2. em pacotes de bolachas, 
  3. em batatas,
  4. no interior de tênis e 
  5. em um colchão inflável. 

Ao todo, além de um frasco de anabolizante, foram apreendidas 198 ampolas e 5 canetas de medicamentos emagrecedores. 

Posterior ao achado, o casal acabou confessando aos agentes que as primeiras informações repassadas não eram 100% verdadeiras, já que apesar do destino, de fato, ser Ribeirão Preto (SP), eles teriam pegado os medicamentos em Campo Grande. Ambos foram presos e levados até a sede da Polícia Rodoviária Federal em Três Lagoas. 
 

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