O ex-presidente Néstor Kirchner foi enterrado ontem em Río Gallegos, na Província de Santa Cruz, em cerimônia restrita no cemitério municipal, com a participação da presidente da Argentina e sua mulher, Cristina Kirchner, os dois filhos do casal, Máximo (32) e Florencia (19) e alguns membros do governo e amigos.
Kirchner foi levado ao Aeroparque de Buenos Aires, de onde partiu o avião, em um cortejo fúnebre de 70 minutos que partira às 13h17 da Casa Rosada, onde ocorreu o velório de mais de 24 horas que foi acompanhado por milhares de admiradores do ex-presidente argentino (2003-2007).
O cortejo ocorreu sob mau tempo e em meio à comoção de milhares de pessoas, com muitas delas sob a chuva tentando tocar o veículo que transportava o ex-presidente e um forte esquema de segurança. Admiradores acorreram aos locais por onde o cortejo passaria para a despedida, e nas pontes bandeiras e cartazes ostentam mensagens ao líder.
O velório do ex-presidente, iniciado ontem (28) às 10h locais, estava previsto para terminar às 11h locais de hoje, mas teve de ser estendido devido à pressão da população que ainda aguarda aos milhares para se despedir do ex-líder peronista, que fez com que os portões da Casa Rosada fossem reabertos, pouco antes de a presidente Cristina Kirchner regressar ao local.
Acompanhada dos filhos Máximo e Florencia, Cristina foi recebida sob fortes aplausos dos argentinos que foram ao local para dar seu último adeus a Néstor, que morreu, aos 60 anos, de parada cardiorrespiratória.
Velório
Passaram pelo Salão dos Patriotas, na Casa Rosada, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, da Bolívia, Evo Morales; do Chile, Sebastián Piñera; do Equador, Rafael Correa; do Uruguai, José Mujica; da Colômbia, Juan Manuel Santos; da Venezuela, Hugo Chávez; e do Paraguai, Fernando Lugo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve na Casa Rosada, onde abraçou a viúva de Kirchner e ofereceu suas condolências.
O astro do futebol argentino, Diego Maradona, também passou no local com a namorada, Verónica Ojeda, abraçou Cristina e lamentou a perda de um "gladiador".
Milhares de pessoas entre simpatizantes e militantes permaneceram longas horas na Praça de Maio, em frente à sede do governo, e já de madrugada começaram a formar uma fila para garantir entrada no velório do "Pingüino", como era conhecido o ex-presidente.


