Cidades

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Militar assume responsabilidade pela morte de Gaddafi

Militar assume responsabilidade pela morte de Gaddafi

r7

23/10/2011 - 04h00
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O comandante das forças do governo interino da Líbia que capturou Muammar Gaddafi assumiu a responsabilidade pela morte do ex-líder na última quinta-feira.

Em entrevista exclusiva à BBC, Omran el Oweib disse que o coronel foi arrastado para fora do cano de drenagem onde ele foi encontrado, deu cerca de dez passos e caiu no chão ao ser atacado por um grupo de combatentes furiosos.

El Oweib afirmou que era impossível dizer quem deu o tiro fatal no ex-líder líbio.

O comandante disse ainda que tentou salvar a vida de Gaddafi, mas que ele morreu na ambulância a caminho do hospital, nos arredores de Sirte.

O porta-voz de relações exteriores do CNT (Conselho Nacional de Transição), Ahmed Gebreels, disse à BBC que já chegou ao fim a autópsia no corpo de Gaddafi, que estava marcada para este sábado (22).

Segundo e, o corpo do coronel será entregue a seus familiares ainda esta noite ou no domingo (23).

Ataque de combatentes

O comandante Omran el Oweib, um engenheiro eletricista que se tornou revolucionário, disse que alguns de seus subordinados queriam matar o coronel Gaddafi no momento de sua captura, mas ele pediu que não o fizessem.

- Eu tentei salvar a vida dele, mas não consegui. Não consegui fazer nada por dele. Mesmo que ele fosse meu inimigo, eu queria levá-lo vivo para Misrata, para julgá-lo.

Ele afirmou ainda que Gaddafi já estava ferido quando foi retirado do cano onde se escondia, mas que conseguiu dar alguns passos antes de cair no chão e ser rodeado por combatentes.

O próprio El Oweib o teria colocado em uma ambulância em direção ao hospital mais próximo.

- Nós tentamos entrar no hospital, mas estava muito cheio de pessoas feridas. Eu decidi continuar em direção ao helicóptero do hospital, mas o médico me disse que Gaddafi já tinha morrido. Gaddafi morreu na linha de frente. Eu sou responsável por isso, eu sou o comandante.

Corpos

Filas com centenas de pessoas se formaram em Misrata, no norte do país, para ver os corpos de Gaddafi e seu filho, Mutassim, que estavam sendo mantidos em um contêiner refrigerado durante os últimos dois dias, e já começavam a se decompor.

O funeral vem sendo adiado, contrariando a tradição muçulmana, aparentemente devido a desentendimentos entre as diversas facções que derrubaram o regime sobre o que fazer com o corpo.

O correspondente da BBC em Misrata, Gabriel Gatehouse, que visitou o contêiner, disse que Gaddafi tinha diversos ferimentos no corpo e, aparentemente, na cabeça.

De acordo com ele, o corpo é facilmente reconhecível como sendo o de Gaddafi. Na fila, pessoas dizem "Deus é grande" e cobrem o rosto para se proteger contra o mau cheiro dos corpos.

Mais cedo, a família do coronel pediu que os corpos fossem liberados o mais rapidamente possível e, assim como a ONU (Organização das Nações Unidas), defendeu uma investigação completa sobre as circunstâncias da morte do ex-líder líbio.

Autoridades do governo interino haviam dito que pretendiam realizar uma cerimônia fúnebre secreta, mas o funeral que, segundo a tradição islâmica, tem de ocorrer o mais rápido possível, foi adiado em meio a incertezas sobre o que fazer com o corpo e sobre onde enterrá-lo.

O governo americano pediu que o CNT explique os acontecimentos de quinta-feira de "forma aberta e transparente", enquanto a Rússia disse que a forma como o ex-líder morreu "levanta uma série de questões".

Caminhada de Fé

Caminho do Imaculado Coração de Maria entra no calendário oficial do Estado

A peregrinação ocorre na última semana de maio e conta com a participação de comunidades marianas de quatro municípios

30/03/2026 13h33

Crédito:Santuário Imaculado Coração de Maria

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A peregrinação que envolve quatro municípios do Estado, percorrendo o Caminho do Imaculado Coração de Maria, entrou para o calendário oficial nesta segunda-feira (30), com lei sancionada pelo governo de Eduardo Riedel.

Com cerca de 12 edições, o caminho inicia em Bataguassu e termina no Santuário Imaculado Coração de Maria, localizado em Nova Andradina.

O trajeto do Caminho do Imaculado Coração de Maria compreende o seguinte roteiro: 1 - Bataguassu; 2 - Anaurilândia; 3 - Batayporã; 4 - Nova Andradina.

A Lei 3.945, de 4 de agosto de 2010, de autoria do deputado estadual Roberto Hashioka (União), passou pela apreciação dos demais parlamentares.

A inclusão da procissão no calendário oficial de Mato Grosso do Sul tem como objetivo incentivar mais devotos a participarem do ato de fé, propiciando um momento de reflexão, espiritualidade e devoção mariana.

A partir disso, as igrejas católicas interessadas poderão incluir o Caminho do Imaculado Coração de Maria em seu calendário anual de comemorações e festividades, promovendo a divulgação junto às suas comunidades e organizando manifestações religiosas e culturais ao longo do percurso da peregrinação.

O Governo do Estado sancionou a Lei 3.945, de 4 de agosto de 2010, que inclui, no Calendário Oficial de Eventos de Mato Grosso do Sul, o Caminho do Imaculado Coração de Maria.

O evento será realizado na última semana de maio.

Histórico

O Caminho do Imaculado Coração de Maria é inspirado no Caminho da Fé, compreendido entre cidades de Minas Gerais e de São Paulo, por onde peregrinos, todos os anos, se dirigem à Catedral Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, no município de Aparecida, em São Paulo.

O percurso soma cerca de 160 km, sendo dividido entre estradas de asfalto e de terra, passando por áreas urbanas e rurais.

 

 

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TRANSPORTE DE MINÉRIOS

Ambientalistas vencem queda de braço sobre dragagens no Rio Paraguai

Com as restrições à remoção de bancos de areia no fundo do leito, o transporte continuará parado em períodos em que o nível do rio em Ladário ficar abaixo de um metro

30/03/2026 13h18

 João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente, coordenou boa parte dos debates da COP15, que acabou neste domingo em Campo Grande

João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente, coordenou boa parte dos debates da COP15, que acabou neste domingo em Campo Grande

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Representante do Ministério do Meio Ambiente no grupo que está elaborando o edital de concessão da hidrovia do Rio Paraguai, o secretário-executivo da pasta, João Paulo Capobianco, deixou claro nesta segunda-feira (30), durante visita ao Correio do Estado, que haverá limites para as atividades de dragagem e que, assim como ocorre atualmente, o transporte terá de ser suspenso nos períodos de estiagem. 

Em agosto de 2024, o DNIT chegou a anunciar que as dragagens de manutenção permitiriam que o transporte seria possível o ano todo, inclusive em períodos de baixa significativa do nível do Rio Paraguai, já que existiam naquela época “18 passos críticos e 15 passos potencialmente críticos”, os quais seriam remanejados no fundo do leito.

Na época, o DNIT chegou a adotar as medidas iniciais para fazer esta dragagem, mas o Ibama barrou os trabalhos por entender que havia necessidade de estudos de impacto ambiental mais detalhados. A expectativa daqueles que devem a dragagem mais radical era que isso fosse permitido depois da concessão da hidrovia. 

Porém, agora o secretário deixa claro que isso não deve ocorrerr. "Para manter o leito original navegável, isso não tem nenhum problema. Isso ocorre em qualquer lugar. O problema é que quando chegou o pedido, não era uma dragagem de manutenção.  Era muito mais. Era um volume muito grande de metros cúbicos de areia de terra que tinham que ser removidos", afirmou João Paulo Capobianco nesta segunda-feira.

Número dois do Ministério do Meio Ambiente e aliado da ministra Marina Silva faz mais de duas décadas, Capobianco deixou claro que o que "alguns pleiteiam é uma ampliação da navegabilidade, inclusive em períodos onde não se navega. Hoje, a hidrovia não funciona em alguns  momentos porque não é possível, em função da redução do nível da água. Alguns gostariam de fazer alterações no rio para navegar o ano inteiro. Isso não é possível", enfatiza, deixando claro que as restrições à dragagem de manutenção continuarão mesmo após a concessão da hidrovia. 

Embora participa da equipe que esta definindo os detalhes do Edital, ele não se arrisca e apontar uma data para que ocorra esta concessão, inicialmente prevista para o segundo semestre do ano passado. A mais recente previsão era julho de 2026, mas até este prazo tende a ser adiado. 

"O  Ministério do Ambiente participa da comissão que define isso, eu sou representante dessa comissão. Então, o que nós entendemos e o que nós definimos? É que será feito edital, mas na chamada vai estar explicitado que não será permitido derrocamento nem a dragagem de aumento do leito navegável. Não vai poder tirar barranco ou aprofundar a calha. O que será permitido é a dragagem de manutenção. Então, aquele que se interessar por assumir essa concessão, vai saber de início", explica. 

Nesta segunda-feira, o nível do rio amanheceu em 1,75 metro na régua de Ladário, o que significa água suficiente para que as embarcações navegem a plena carga. No ano passado foram despachadas em torno de 8 milhões de toneladas de minérios pela hidrovia. A meta, porém, é chegar a 25 milhões de toneladas ao longo dos próximos anos. 

Mas, quando nível do rio fica abaixo de 1,5 metro na régua de Ladário, o que pode ocorrer por até seis meses por ano, os comboios já são obrigados descer com cerca de 70% da capacidade. E, depois que fica abaixo de um metro, o transporte de minérios é praticamente todo suspenso. 

O que é necessário, diz Capobianco, é que o setor de transportes se adapte à hidrovia, e não o contrário. Embarcações com menor profundidade seriam a saída, lembra ele. 

"Você não pode inverter a lógica. Você navega num rio navegável. Você não cria um rio navegável. Ele é ou não é navegável. Se ele é navegável, você utiliza ele de forma adequada, mas você não adapta ele à navegação, porque aí, se você fizer isso, você tem impactos ambientais muito severos", reforça Capobianco,

Com isso, ele deixa claro que existem severas divergências entre representantes do DNIT e do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, porém, isso é absolutamento normal. Existem divergências em todos os setores da vida pública e privada, argumenta, reforçando que já se chegou a um consenso sobre as restrições à dragagem que serão colocadas no edital da concessão. 

REMANEJAMENTO

Dragagem de manutenção não significa retirada da areia do leito. Segundo o DNIT, “a dragagem de manutenção promove um novo arranjo do leito, retirando sedimentos de um canal natural identificado e depositando-o dentro do próprio rio, em ponto que não traga riscos à navegação”.

Esta metodologia de trabalho, explica a superintendência, “visa não reduzir a altura da lâmina d'água, o que significa que a dragagem de manutenção não interfere no ciclo de transbordamento do rio”. 

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