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Militares e milícias de autodefesa entram em confronto

Militares e milícias de autodefesa entram em confronto

Redação

14/01/2014 - 22h00
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O procurador-geral do México, Jesús Murillo, confirmou hoje um confronto entre militares e autodefesas no Estado de Michoacán durante o início do desarmamento destes grupos civis, mas não quis falar no saldo de vítimas.

Os grupos de civis armados surgiram em Michoacán em fevereiro de 2013 para para se defender do cartel "Los Caballeros Templarios" (Os Cavaleiros Templários, em tradução livre), argumentando a inação das autoridades diante dos crimes dos Templários.

O governo federal pediu ontem que as autodefesas entreguem as armas e se incorporem aos corpos de segurança institucionais, caso contrário, advertiu que será aplicada a lei "de maneira rigorosa e indiscriminada".

"Não há dúvida alguma que temos que restabelecer o Estado de Direito", afirmou o titular da Procuradoria Geral da República, que acrescentou que o governo atua "com toda a prudência, a cautela e o cuidado para evitar a violência".

Confrontos

Murillo confirmou que foi registrado um confronto na zona da Terra Quente uma sub-região de Michoacán , cujo saldo de vítimas não foi revelado à espera de mais informação sobre os fatos.

Estanislao Beltrán, um dos dirigentes das autodefesas, disse hoje à agência Efe que os militares abriram fogo contra a população civil no povoado de Antúnez quando a passagem dos militares foi fechada depois de terem desarmado grupos comunitários. Segundo o dirigente, quatro pessoas morreram, entre eles uma menina de 11 anos.

Murillo garantiu que "o Estado não vai permitir que ninguém, que nada se imponha sobre a cidadania" e destacou que "há muitos líderes 'templários" detidos nos últimos meses".

"Se alguma organização (criminal) foi realmente desmantelada, é essa", rebateu o procurador a crítica dos líderes das autodefesas que afirmam que não entregarão as armas até que os dirigentes dos Templários sejam capturados.

Ontem, autodefesas haviam ocupado dois povoados em Michoacán, onde tem havido duros confrontos a tiros, bloqueios de estradas e queima de veículos. Outras 13 localidades do Estado têm grupos de autodefesa.

Michoacán conta com áreas de florestas, montanhosas e áridas, assim como mais de 270 quilômetros de litoral no oceano Pacífico, por onde chegam cargas de produtos utilizadas por "Los Caballeros Templarios" para elaborar drogas sintéticas que depois traficam para os Estados Unidos.
 

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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